(Brasília) Os trabalhadores tiveram em 2005 o segundo ano consecutivo de bons resultados nas campanhas salariais. Em São Paulo, 87,5% das negociações envolvendo sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), resultaram em aumento acima da inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base da categoria.
Mesmo com a atividade econômica menos aquecida do que em 2004, os trabalhadores conseguiram acordos melhores. A inflação mais baixa foi essencial para os bons resultados, pois ficou menor o valor a ser reajustado pelas empresas. Em 2005, a expectativa é que a inflação feche o ano em torno de 4,6%. No ano passado, ficou bem acima, em 7,6%. Além disso, na avaliação da CUT, a queda do desemprego e o crescimento econômico, ainda que menor do que o esperado, deram mais poder de pressão aos sindicatos para brigar pela elevação dos salários.
No entanto, a maioria dos reajustes reais (44%) foi entre 1% e 2%. O total de categorias com mais de 2% de aumento além da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu de 45%, em 2004, para 25%, neste ano. Apenas duas negociações (3% do total) não foram favoráveis aos trabalhadores e terminaram com um acordo que não repôs as perdas inflacionárias. Outras sete (9,4%) terminaram com reajuste igual à inflação.
Uma das novidades apontadas pela CUT em seu levantamento foi o número expressivo de categorias que conseguiram aumentar o piso acima do reajuste médio conseguido pelo conjunto dos trabalhadores.
No segundo semestre deste ano, 59% das negociações conseguiram esse aumento. Com isso, o piso salarial médio subiu de R$ 559,05 para R$ 608,24. O reajuste de 7% acima da inflação concedido ao salário mínimo influenciou a busca por altas maiores nos pisos salariais.
Outra prática que continua sendo usada é a do escalonamento – os sindicatos aceitam reajustes diferentes para diferentes faixas de salários. Em cerca de 20% das negociações apuradas pela CUT, os trabalhadores com vencimentos maiores não foram contemplados com o reajuste acertado para a categoria. Foi o caso do setor de autopeças, onde os metalúrgicos que ganham até R$ 3.317 receberam aumento de 8,16%, enquanto os que têm salário acima desse valor receberam um fixo mensal de R$ 255,98, prática que, segundo a CUT, provoca o arrocho dos salários mais elevados. A participação nos lucros e resultados (PLR) também ganha força como remuneração variável. A maioria das categorias (61%) obteve o benefício.
Os trabalhadores com data-base no segundo semestre que obtiveram aumento real foram: os dos ramos de vestuário, couro (calçados e artefatos), setor, farmacêuticos, metalúrgicos, químicos, bancários, operários da construção civil, comerciários, entre outros.
Fonte: Seeb Brasília
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Por Mhais• 5 de janeiro de 2006• 13:13• Sem categoria
CUT obtém aumento real em 87,5% das negociações
(Brasília) Os trabalhadores tiveram em 2005 o segundo ano consecutivo de bons resultados nas campanhas salariais. Em São Paulo, 87,5% das negociações envolvendo sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), resultaram em aumento acima da inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base da categoria.
Mesmo com a atividade econômica menos aquecida do que em 2004, os trabalhadores conseguiram acordos melhores. A inflação mais baixa foi essencial para os bons resultados, pois ficou menor o valor a ser reajustado pelas empresas. Em 2005, a expectativa é que a inflação feche o ano em torno de 4,6%. No ano passado, ficou bem acima, em 7,6%. Além disso, na avaliação da CUT, a queda do desemprego e o crescimento econômico, ainda que menor do que o esperado, deram mais poder de pressão aos sindicatos para brigar pela elevação dos salários.
No entanto, a maioria dos reajustes reais (44%) foi entre 1% e 2%. O total de categorias com mais de 2% de aumento além da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu de 45%, em 2004, para 25%, neste ano. Apenas duas negociações (3% do total) não foram favoráveis aos trabalhadores e terminaram com um acordo que não repôs as perdas inflacionárias. Outras sete (9,4%) terminaram com reajuste igual à inflação.
Uma das novidades apontadas pela CUT em seu levantamento foi o número expressivo de categorias que conseguiram aumentar o piso acima do reajuste médio conseguido pelo conjunto dos trabalhadores.
No segundo semestre deste ano, 59% das negociações conseguiram esse aumento. Com isso, o piso salarial médio subiu de R$ 559,05 para R$ 608,24. O reajuste de 7% acima da inflação concedido ao salário mínimo influenciou a busca por altas maiores nos pisos salariais.
Outra prática que continua sendo usada é a do escalonamento – os sindicatos aceitam reajustes diferentes para diferentes faixas de salários. Em cerca de 20% das negociações apuradas pela CUT, os trabalhadores com vencimentos maiores não foram contemplados com o reajuste acertado para a categoria. Foi o caso do setor de autopeças, onde os metalúrgicos que ganham até R$ 3.317 receberam aumento de 8,16%, enquanto os que têm salário acima desse valor receberam um fixo mensal de R$ 255,98, prática que, segundo a CUT, provoca o arrocho dos salários mais elevados. A participação nos lucros e resultados (PLR) também ganha força como remuneração variável. A maioria das categorias (61%) obteve o benefício.
Os trabalhadores com data-base no segundo semestre que obtiveram aumento real foram: os dos ramos de vestuário, couro (calçados e artefatos), setor, farmacêuticos, metalúrgicos, químicos, bancários, operários da construção civil, comerciários, entre outros.
Fonte: Seeb Brasília
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