Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (15), no almoço de confraternização com oficiais-generais das Forças Armadas, que a decisão do governo de quitar a dívida de US$ 15,5 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o Brasil é “dono do seu nariz”.
“Devolvemos o dinheiro para mostrar ao mundo e ao mercado que este país tem governo e é dono do seu nariz, e a gente vai errar ou acertar da nossa cabeça, pela nossa consciência e pelas nossas tomadas de decisão”, afirmou o presidente.
Na terça-feira (13), o Ministério da Fazenda antecipou o pagamento da dívida brasileira de US$15,5 bilhões com o FMI, que se refere a parcelas que seriam pagas pelo Brasil em 2006 e 2007.
Lula disse também que o país tem condições de financiar suas importações sem ajuda do FMI ou de qualquer outro organismo internacional. Ele afirmou que, para o Fundo, seria interessante o Brasil continuar mantendo um acordo.
“Parecia improvável, impossível, em tão pouco tempo, que o Brasil pudesse tomar uma decisão de não querer repetir acordo com o FMI”, disse o presidente.
Por Carolina Pimentel.
Dívida pública interna aumentou em quase R$ 150 bilhões este ano, mostra BC
Brasília – A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) aumentou R$ 22,16 bilhões, ou 2,36%, no mês de novembro, e registrou o total de R$ 959,5 bilhões de títulos da União em poder do público. Em relação a dezembro de 2004, o aumento da dívida interna chega a R$ 149,24 bilhões, o que equivale a crescimento de 18,42%.
Os números constam de relatório conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central sobre a evolução das operações com títulos públicos no mês passado, divulgado hoje (15) pelo coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Paulo Valle. Ele ressaltou que o aumento foi resultado da “forte emissão” líquida de títulos e do pagamento de juros da dívida.
O relatório da DPMFi e Mercado Aberto mostra que a dívida interna cresceu quase cinco vezes, comparada aos R$ 4,12 bilhões adicionais do mês anterior, mas permanece dentro da previsão do Plano Anual de Financiamento (PAF) que estima dívida de até R$ 1 trilhão no final de 2005. Valle acredita que não se ultrapassarão os R$ 970 bilhões no ano, apesar do aumento de gastos em dezembro.
As emissões de títulos do Tesouro Nacional somaram R$ 42 bilhões em novembro – incluindo as trocas de contratos equivalentes a R$ 7,6 bilhões -, e os resgates chegaram a R$ 28,6 bilhões, dos quais R$ 15,6 bilhões com vencimento no mês e R$ 13 bilhões resultantes de antecipações em operações de compra ou troca.
Enquanto isso, o Banco Central realizou leilões para venda de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) de sua carteira, com o objetivo de reduzir o excesso de liquidez bancária previsto para o primeiro trimestre de 2006. O BC vendeu LTNs com vencimento em abril do ano que vem, e comprou LTNs a vencerem em janeiro, resultando em vendas líquidas de R$ 6,8 bilhões.
Última reunião do CMN no ano é adiada para o dia 22
A última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi adiada para o próximo dia 22 (quinta-feira da semana que vem) às 11 horas, no Ministério da Fazenda. O evento aconteceria hoje. O adiamento foi solicitado pelo Banco Central, alegando “incompatibilidade de agendas”, porque o presidente da autoridade monetária tirou alguns dias de férias e está fora de Brasília, com retorno agendado para a próxima segunda-feira (19).
Além de Meirelles, fazem parte do CMN também os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Todos com direito a voto. Nada foi revelado, porém, sobre a pauta de votações.
O conselho, que é considerado o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional, é responsável por definir metas da política econômica como a da inflação anual que deve ser perseguida pelo Banco Central.
Por Stênio Ribeiro – Agência Brasil.
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Por Mhais• 15 de dezembro de 2005• 18:19• Sem categoria
Decisão de quitar dívida com FMI mostra que Brasil é dono do seu nariz
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (15), no almoço de confraternização com oficiais-generais das Forças Armadas, que a decisão do governo de quitar a dívida de US$ 15,5 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o Brasil é “dono do seu nariz”.
“Devolvemos o dinheiro para mostrar ao mundo e ao mercado que este país tem governo e é dono do seu nariz, e a gente vai errar ou acertar da nossa cabeça, pela nossa consciência e pelas nossas tomadas de decisão”, afirmou o presidente.
Na terça-feira (13), o Ministério da Fazenda antecipou o pagamento da dívida brasileira de US$15,5 bilhões com o FMI, que se refere a parcelas que seriam pagas pelo Brasil em 2006 e 2007.
Lula disse também que o país tem condições de financiar suas importações sem ajuda do FMI ou de qualquer outro organismo internacional. Ele afirmou que, para o Fundo, seria interessante o Brasil continuar mantendo um acordo.
“Parecia improvável, impossível, em tão pouco tempo, que o Brasil pudesse tomar uma decisão de não querer repetir acordo com o FMI”, disse o presidente.
Por Carolina Pimentel.
Dívida pública interna aumentou em quase R$ 150 bilhões este ano, mostra BC
Brasília – A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) aumentou R$ 22,16 bilhões, ou 2,36%, no mês de novembro, e registrou o total de R$ 959,5 bilhões de títulos da União em poder do público. Em relação a dezembro de 2004, o aumento da dívida interna chega a R$ 149,24 bilhões, o que equivale a crescimento de 18,42%.
Os números constam de relatório conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central sobre a evolução das operações com títulos públicos no mês passado, divulgado hoje (15) pelo coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Paulo Valle. Ele ressaltou que o aumento foi resultado da “forte emissão” líquida de títulos e do pagamento de juros da dívida.
O relatório da DPMFi e Mercado Aberto mostra que a dívida interna cresceu quase cinco vezes, comparada aos R$ 4,12 bilhões adicionais do mês anterior, mas permanece dentro da previsão do Plano Anual de Financiamento (PAF) que estima dívida de até R$ 1 trilhão no final de 2005. Valle acredita que não se ultrapassarão os R$ 970 bilhões no ano, apesar do aumento de gastos em dezembro.
As emissões de títulos do Tesouro Nacional somaram R$ 42 bilhões em novembro – incluindo as trocas de contratos equivalentes a R$ 7,6 bilhões -, e os resgates chegaram a R$ 28,6 bilhões, dos quais R$ 15,6 bilhões com vencimento no mês e R$ 13 bilhões resultantes de antecipações em operações de compra ou troca.
Enquanto isso, o Banco Central realizou leilões para venda de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) de sua carteira, com o objetivo de reduzir o excesso de liquidez bancária previsto para o primeiro trimestre de 2006. O BC vendeu LTNs com vencimento em abril do ano que vem, e comprou LTNs a vencerem em janeiro, resultando em vendas líquidas de R$ 6,8 bilhões.
Última reunião do CMN no ano é adiada para o dia 22
A última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi adiada para o próximo dia 22 (quinta-feira da semana que vem) às 11 horas, no Ministério da Fazenda. O evento aconteceria hoje. O adiamento foi solicitado pelo Banco Central, alegando “incompatibilidade de agendas”, porque o presidente da autoridade monetária tirou alguns dias de férias e está fora de Brasília, com retorno agendado para a próxima segunda-feira (19).
Além de Meirelles, fazem parte do CMN também os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Todos com direito a voto. Nada foi revelado, porém, sobre a pauta de votações.
O conselho, que é considerado o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional, é responsável por definir metas da política econômica como a da inflação anual que deve ser perseguida pelo Banco Central.
Por Stênio Ribeiro – Agência Brasil.
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