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Demitidos do Santander Banespa denunciam irregularidades

Cada vez mais, diversos bancários procuram o Sindicato dos Bancários de São Paulo para denunciar as arbitrariedades cometidas pelo Grupo Santander Banespa na onda de demissões dirigidas, iniciada na semana passada, que mira em quem têm mais de 20 anos de banco e jornada de seis horas diárias.

A maior parte deles se aproximava de 30 anos de serviços prestados ao banco, estava há poucos meses de entrar no período de estabilidade pré-aposentadoria e todos cumpriam jornada de seis horas. Em todos os casos, os profissionais tinham avaliações de desempenho acima da média, o que reforça a crença na perseguição dirigida.

“Apto para o trabalho” – Há denúncias de médicos que, no momento de realizar os exames demissionais, simplesmente ignoram os diversos exames e laudos médicos apresentados pelos demitidos. Esses médicos costumam se retirar para consultar o RH do banco antes de finalizar o exame. Quando retornam, apresentam um documento que atesta como “apto para o trabalho” o bancário comprovadamente com problemas físicos por lesões por esforço repetitivo ou emocionalmente abalado por assaltos a agências.

“Esse fato demonstra uma absurda falta de ética desses médicos, que defendem a postura arbitrária dos bancos e abandonam os trabalhadores à sua própria sorte”, afirma a diretora do Sindicato Rita Berlofa.

“Uma vida inteira no lixo”

Na manhã desta segunda-feira, o bancário Marcos Seixas (nome fictício) entrou cabisbaixo na sede do Sindicato. Ele acabara de receber a notícia de sua demissão, após 28 anos de serviços prestados ao Banespa. “A gente percebe que uma vida inteira de dedicação não é reconhecida, tudo isso é simplesmente jogado no lixo”, disse o bancário, visivelmente abalado. “Vou ter que correr atrás, mas não sei o que vou fazer agora, com idade avançada e com experiência apenas em uma empresa não vai ser fácil arrumar um emprego”.

Quando perguntado sobre as razões para sua demissão, ele não soube responder, mas arrisca um palpite: “o pessoal disse que estão demitindo quem tem mais tempo de casa e com jornada de seis horas. Eu me enquadro nas duas situações, mas não posso ter certeza. Sei que sempre tive muito serviço e sempre me dediquei de corpo e alma ao banco”, diz.

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Demitidos do Santander Banespa denunciam irregularidades

Cada vez mais, diversos bancários procuram o Sindicato dos Bancários de São Paulo para denunciar as arbitrariedades cometidas pelo Grupo Santander Banespa na onda de demissões dirigidas, iniciada na semana passada, que mira em quem têm mais de 20 anos de banco e jornada de seis horas diárias.
A maior parte deles se aproximava de 30 anos de serviços prestados ao banco, estava há poucos meses de entrar no período de estabilidade pré-aposentadoria e todos cumpriam jornada de seis horas. Em todos os casos, os profissionais tinham avaliações de desempenho acima da média, o que reforça a crença na perseguição dirigida.
“Apto para o trabalho” – Há denúncias de médicos que, no momento de realizar os exames demissionais, simplesmente ignoram os diversos exames e laudos médicos apresentados pelos demitidos. Esses médicos costumam se retirar para consultar o RH do banco antes de finalizar o exame. Quando retornam, apresentam um documento que atesta como “apto para o trabalho” o bancário comprovadamente com problemas físicos por lesões por esforço repetitivo ou emocionalmente abalado por assaltos a agências.
“Esse fato demonstra uma absurda falta de ética desses médicos, que defendem a postura arbitrária dos bancos e abandonam os trabalhadores à sua própria sorte”, afirma a diretora do Sindicato Rita Berlofa.
“Uma vida inteira no lixo”
Na manhã desta segunda-feira, o bancário Marcos Seixas (nome fictício) entrou cabisbaixo na sede do Sindicato. Ele acabara de receber a notícia de sua demissão, após 28 anos de serviços prestados ao Banespa. “A gente percebe que uma vida inteira de dedicação não é reconhecida, tudo isso é simplesmente jogado no lixo”, disse o bancário, visivelmente abalado. “Vou ter que correr atrás, mas não sei o que vou fazer agora, com idade avançada e com experiência apenas em uma empresa não vai ser fácil arrumar um emprego”.
Quando perguntado sobre as razões para sua demissão, ele não soube responder, mas arrisca um palpite: “o pessoal disse que estão demitindo quem tem mais tempo de casa e com jornada de seis horas. Eu me enquadro nas duas situações, mas não posso ter certeza. Sei que sempre tive muito serviço e sempre me dediquei de corpo e alma ao banco”, diz.

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