Bancários denunciam que resgate gasta mais de 30 minutos para chegar à Cidade de Deus
São Paulo – Nos últimos dias, dois episódios ocorridos com trabalhadores da Cidade de Deus, matriz do Bradesco, poderiam ter terminado em tragédia.
No primeiro, uma bancária passou mal quando chegava ao banco. Ela foi socorrida por seguranças que chamaram o resgate. Após aguardar por mais de meia hora pela ambulância, a funcionária foi levada pelo próprio marido para o hospital. “O resgate só chegou quando ela já estava no pronto socorro”, diz a diretora do Sindicato e funcionária do Bradesco Sandra Regina.
No segundo caso, um funcionário do departamento de Cartões passou mal quando estava trabalhando e, segundo relatos dos bancários, o resgate demorou mais de 30 minutos para chegar. “No dia seguinte ele foi a uma consulta particular e o médico disse que se ele tivesse demorado um pouco mais para ser atendido, poderia ficar com seqüelas”, relata Sandra.
“Agora os bancários voltam a cobrar ambulatório e a ambulância. Eles querem saber por que não há esses serviços num local onde trabalham mais de dez mil pessoas. É como se uma cidade com esse contingente populacional não contasse com um hospital?”, questiona a dirigente. “Se os helicópteros estão liberados para esse tipo de socorro, por que não foram utilizados? Essa orientação não existe mais?” Sandra adianta que o Sindicato vai voltar a cobrar providências do Bradesco para melhorar o atendimento aos trabalhadores.
Por Jair Rosa – 18/06/2009.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.