O presidente da Fetec-CUT/PR participou, na última quarta-feira, 18 de setembro, da III Semana Institucional da Magistratura do Trabalho do Paraná (9ª Região), representando a CUT/PR .
A Escola de Magistratura se propôs a ouvir a posição das centrais sobre a pauta unificada entregue ao governo federal e qual seria a posição de cada central sobre cada tema como jornada de 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, reforma política, convenção 158, 10% do PIB para educação e 10% do PIB para a saúde.
Cada representante das centrais sindicais discorreu sobre um destes temas. Na parte da manhã os juízes e servidores já tinham participado de um mesmo evento na Fiep ouvindo a versão patronal, e na parte da tarde ouviram a posição dos trabalhadores.
Coube para a CUT discorrer sobre todos os temas de forma geral e aprofundar com mais enfoque na discussão do PL 4330, sobre os males que a aprovação deste projeto trará a todos os trabalhadores, sendo que o colegiado desta magistratura tirou uma moção unânime de rejeição integral a este projeto, que foi encaminhada ao Deputado Henrique Eduardo Alves.
Greve dos bancários – “Aproveitamos a oportunidade para lembrar aos juízes e servidores da Justiça do Trabalho presentes que no dia de hoje, após esgotadas as negociações com a Fenaban, sairíamos em greve porque apesar dos enormes lucros obtidos pelo sistema financeiro a cada ano, a proposta patronal apresentada está aquém de reconhecer os esforços dos trabalhadores bancários que geram todos os lucros bilionários dos bancos às custas muitas vezes da própria saúde”, defendeu Elias Jordão.
O dirigente solicitou que, mesmo reconhecendo a independência do judiciário, olhe com mais atenção para o lado mais fraco da relação capital x trabalho, que são os trabalhadores, antes de despacharem qualquer liminar de interdito contra o movimento, informando ainda que os sindicatos já receberam várias denuncias de bancários que já estão sendo pressionados internamente para não aderirem ao movimento e que não podem se utilizar do seu direito constitucional de greve.
“O evento foi positivo, pois além da boa receptividade dos magistrados, tivemos uma
excelente oportunidade de mostrarmos a legitimidade das nossas bandeiras e de nossas reivindicações”, conclui Elias.
SEEB Curitiba