Os deputados petistas Dr. Rosinha (PR), presidente da do Parlamento do Mercosul (Parlasul), e Nilson Mourão (AC), integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, condenaram nesta quarta-feira a tentativa de golpe ocorrida na Bolívia na última terça-feira. A oposição conservadora do Departamento de Santa Cruz promoveu invasões violentas a agências e empresas públicas. Houve ainda uma tentativa fracassada de interromper a exportação de gás natural para o Brasil.
A tentativa de golpe foi atribuída ao governador de Santa Cruz, Rubén Costas, e ao dirigente cívico Branko Marinkovic. “Eles são golpistas. Todo mundo sabe disso. Eles estão trabalhando descaradamente para construir este golpe. São financiados por empresários locais e pelos Estados Unidos. Mas o golpe não tem o respaldo de nenhum setor democrático do Mercosul”, afirmou Dr. Rosinha.
Para Nilson Mourão, a comunidade internacional “não aceitará em nenhuma hipótese” um golpe contra o presidente boliviano Evo Morales. “Existe um processo de recuperação democrática na Bolívia. Cabe a todos reconhecer o resultado do referendo que confirmou o mandato de Evo Morales, com o apoio de aproximadamente 70% da população”, afirmou.
A agressividade das manifestações em Santa Cruz e em outros três dos nove Departamentos bolivianos marcaram um dos dias mais tensos do conflito travado na Bolívia. Um grupo da oposição boliviana ocupou a instalação de uma distribuidora de gás natural para o Brasil na região do Chaco, em Tarija, enquanto em outros quatro departamentos (Estados) do país, manifestantes continuavam a tomar edifícios públicos e bloquear estradas.
Há mais de uma semana grupos opositores do presidente Evo Morales estão organizando ações como ocupações de estradas, invasões de edifícios públicos e tomadas de postos da fronteira com o Brasil, a Argentina e o Paraguai em cinco departamentos opositores – Santa Cruz, Tarija, Beni, Chuquisaca e Pando. O objetivo é protestar contra o projeto de uma nova Constituição, aprovado por parlamentares governistas em novembro, que Evo Morales pretende referendar em votação em dezembro. Os manifestantes exigem, ainda, a restituição de parcela do imposto sobre gás e petróleo, que era repassada para os governos, mas foi confiscada pelo governo para financiar uma pensão nacional para idosos.
Eleito em 2005 prometendo refundar a Bolívia, Evo teve seu mandato ratificado no referendo revogatório de agosto com 67% dos votos e agora quer acelerar suas reformas. A oposição resiste e exige que o governo reconheça os estatutos autonômicos aprovados em consultas populares em quatro departamentos.
Por Equipe Informes, com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
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