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Desemprego cai pela 1ª vez no ano com geração recorde de vagas

FABIANA FUTEMA
da Folha Online

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu de 20,7% em abril para 19,7% da PEA (população economicamente ativa) em maio. Foi a primeira vez no ano que a taxa de desemprego apresentou queda.

Segundo a Fundação Seade/Dieese, a queda de 4,8% na taxa –a segunda maior já registrada para o período– foi puxada pela geração de postos de trabalho.

No mês passado foram criados 157 mil vagas. Foi a maior geração de empregos para um único mês desde 1985, quando a pesquisa da Fundação Seade/Dieese começou a ser feita.

O volume de vagas criadas em maio superou o número de pessoas que passaram a procurar emprego no mês passado (73 mil), o que reduziu em 84 mil o total de desempregados na região, que foi estimado em 1,960 milhão de pessoas.

“A ocupação já havia crescido no mês passado [criação de 124 mil vagas], mas numa proporção menor em relação ao número de pessoas que passaram a procurar emprego. Em maio, a ocupação cresceu mais do que a PEA, o que derrubou o desemprego”, disse o diretor de pesquisas da Fundação Seade, Sinésio Pires Ferreira.

Segundo ele, outro fator positivo foi o tipo de emprego criado em maio: 71 mil com carteira de trabalho e 61 mil informais.

“Há um crescimento generalizado do emprego, com expansão em todos os setores da economia. E o que é melhor, com um aumento do assalariamento. Isso pode demonstrar uma maior consistência no tipo de emprego gerado pela economia.”

Ferreira afirmou que há uma tendência de melhora no mercado de trabalho nos próximos meses. “Sazonalmente, o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro para o mercado de trabalho.”

Além disso, outros fatores apontam para a criação de novas vagas, como o aumento da hora extra. A jornada média de trabalho subiu de 43 horas em abril para 44 horas em maio. A proporção de trabalhadores com jornada superior a 44 horas por semana aumentou de 40,1% para 46,3% no período.

“Existe um limite para a utilização da hora extra como ferramenta de aumento da produção. À medida que o empresário passa a confiar mais no crescimento da economia, ele troca a hora extra pela contratação de funcionários”, disse o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

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Desemprego cai pela 1ª vez no ano com geração recorde de vagas

FABIANA FUTEMA
da Folha Online
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu de 20,7% em abril para 19,7% da PEA (população economicamente ativa) em maio. Foi a primeira vez no ano que a taxa de desemprego apresentou queda.
Segundo a Fundação Seade/Dieese, a queda de 4,8% na taxa –a segunda maior já registrada para o período– foi puxada pela geração de postos de trabalho.
No mês passado foram criados 157 mil vagas. Foi a maior geração de empregos para um único mês desde 1985, quando a pesquisa da Fundação Seade/Dieese começou a ser feita.
O volume de vagas criadas em maio superou o número de pessoas que passaram a procurar emprego no mês passado (73 mil), o que reduziu em 84 mil o total de desempregados na região, que foi estimado em 1,960 milhão de pessoas.
“A ocupação já havia crescido no mês passado [criação de 124 mil vagas], mas numa proporção menor em relação ao número de pessoas que passaram a procurar emprego. Em maio, a ocupação cresceu mais do que a PEA, o que derrubou o desemprego”, disse o diretor de pesquisas da Fundação Seade, Sinésio Pires Ferreira.
Segundo ele, outro fator positivo foi o tipo de emprego criado em maio: 71 mil com carteira de trabalho e 61 mil informais.
“Há um crescimento generalizado do emprego, com expansão em todos os setores da economia. E o que é melhor, com um aumento do assalariamento. Isso pode demonstrar uma maior consistência no tipo de emprego gerado pela economia.”
Ferreira afirmou que há uma tendência de melhora no mercado de trabalho nos próximos meses. “Sazonalmente, o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro para o mercado de trabalho.”
Além disso, outros fatores apontam para a criação de novas vagas, como o aumento da hora extra. A jornada média de trabalho subiu de 43 horas em abril para 44 horas em maio. A proporção de trabalhadores com jornada superior a 44 horas por semana aumentou de 40,1% para 46,3% no período.
“Existe um limite para a utilização da hora extra como ferramenta de aumento da produção. À medida que o empresário passa a confiar mais no crescimento da economia, ele troca a hora extra pela contratação de funcionários”, disse o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

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