JB
Pesquisa do Dieese mostra que o salário delas caiu mais
Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, não há muito o que comemorar sobre a participação feminina no mercado de trabalho.
Pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), mostra que a taxa de desemprego das mulheres de São Paulo passou de 22,2%, em 2002, para 23,1% no ano passado. Entre os homens, a taxa ficou menor, de 17,2%.
Segundo Patrícia Lino Costa, responsável pela análise dos dados, há uma dificuldade muito grande para a mulher encontrar vaga no mercado de trabalho.
– O que mais chamou a atenção foi a fragilidade da condição feminina no mercado. Houve uma procura maior das mulheres por emprego, mas a renda média feminina caiu mais que a renda média dos homens – explica.
O rendimento médio das mulheres ocupadas da Região Metropolitana de São Paulo diminuiu 6,5% na comparação com o ano anterior. Houve queda também no rendimento dos homens, de 6,1%.
Há cinco anos trabalhando numa corretora imobiliária, Erica Duarte, 28 anos, recebia 3% de comissão a cada venda. A partir de setembro do ano passado, a taxa foi reduzida para para 2%. A amiga Virgínia Rocha, 29 anos, funcionária da mesma corretora chegou até a ser promovida, mas o salário não acompanhou a mudança de cargo.
A produtora de eventos, Simone Galeto, 31 anos, também atesta a perda do poder aquisitivo. De acordo com ela, a retração da atividade do mercado de trabalho provocou um encolhimento em sua renda mensal.
– Há uma recessão nítida no mercado, os salários estão bem mais baixos e a produção caiu muito – reclama.
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