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Desigualdades entre sexos

No dia 17/05/2005, todos os jornais monitorados informaram os resultados do estudo “Fortalecimento das Mulheres: Medindo a Desigualdade entre os Sexos”, o primeiro do gênero, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O estudo concluiu que o Brasil tem um dos piores índices de igualdade entre os sexos. Entre os 58 países avaliados, o País ficou na 51a. posição.

O levantamento considerou os cinco quesitos estabelecidos pelo Unifem (Fundo das Nações Unidas para as Mulheres) para medir a desigualdade entre os gêneros: participação econômica (diferença de remuneração entre homens e mulheres pelo mesmo trabalho); oportunidade econômica (acesso a setores que exigem maior qualificação no mercado de trabalho); atuação política (representatividade das mulheres no Legislativo e nos ministérios, número de presidentes ou premiês mulheres nos últimos 50 anos); acesso à educação; e acesso à saúde e bem-estar, que mediu essencialmente assistência à maternidade e ao planejamento familiar.

O campo onde o Brasil se saiu melhor foi no das oportunidades econômicas, no qual figura em 21o. lugar, à frente do Reino Unido (41o.), dos EUA (46o.) e do Japão (52o.). As brasileiras também ficam na primeira metade do ranking no que diz respeito à educação (27o.), mas estão mal colocadas em participação econômica (46o.) e saúde e bem-estar (53o.). No quesito atuação política feminina, o país é o penúltimo da lista, perdendo apenas para a Jordânia.

Para a secretária-adjunta da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Maria Laura Sales Pinheiro, a “desigualdade entre homens e mulheres está relacionada à estrutura econômica do país, machista, no sentido sociológico. O trabalho remunerado é visto como uma extensão do trabalho doméstico”.

A diretora executiva da Organização Não-Governamental Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, afirmou que “Há uma idéia cultural de que se consegue contratar as mulheres por menos. Para ocupar um cargo de chefia, os homens têm que ser medianos, já as mulheres têm que ser muito boas”.

O Globo e a Folha questionaram a credibilidade da pesquisa por não haver clareza sobre a metodologia usada. Além disso, o estudo usou dados da ONU, que se baseiam no Censo de 2000, enquanto a maioria dos relatórios analisados são de 2004. O próprio economista-chefe, Augusto Lopez-Claros, afirmou que o Brasil “foi injustamente punido”, por ter uma defasagem de quase cinco anos nos dados avaliados.

Em editorial, a Folha declarou que, apesar do País ter avançado em algumas áreas, o fim da desigualdade entre homens e mulheres ainda está distante: “Trata-se de uma realidade econômica e cultural com raízes históricas e que, por isso mesmo, precisaria ser enfrentada com mais determinação pelas instâncias governamentais e sociais capazes de induzir a mudanças”.

FONTE: Boletim Eletrônico – Saude Reprodutiva na Imprensa

Por 13:01 Notícias

Desigualdades entre sexos

No dia 17/05/2005, todos os jornais monitorados informaram os resultados do estudo “Fortalecimento das Mulheres: Medindo a Desigualdade entre os Sexos”, o primeiro do gênero, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O estudo concluiu que o Brasil tem um dos piores índices de igualdade entre os sexos. Entre os 58 países avaliados, o País ficou na 51a. posição.
O levantamento considerou os cinco quesitos estabelecidos pelo Unifem (Fundo das Nações Unidas para as Mulheres) para medir a desigualdade entre os gêneros: participação econômica (diferença de remuneração entre homens e mulheres pelo mesmo trabalho); oportunidade econômica (acesso a setores que exigem maior qualificação no mercado de trabalho); atuação política (representatividade das mulheres no Legislativo e nos ministérios, número de presidentes ou premiês mulheres nos últimos 50 anos); acesso à educação; e acesso à saúde e bem-estar, que mediu essencialmente assistência à maternidade e ao planejamento familiar.
O campo onde o Brasil se saiu melhor foi no das oportunidades econômicas, no qual figura em 21o. lugar, à frente do Reino Unido (41o.), dos EUA (46o.) e do Japão (52o.). As brasileiras também ficam na primeira metade do ranking no que diz respeito à educação (27o.), mas estão mal colocadas em participação econômica (46o.) e saúde e bem-estar (53o.). No quesito atuação política feminina, o país é o penúltimo da lista, perdendo apenas para a Jordânia.
Para a secretária-adjunta da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Maria Laura Sales Pinheiro, a “desigualdade entre homens e mulheres está relacionada à estrutura econômica do país, machista, no sentido sociológico. O trabalho remunerado é visto como uma extensão do trabalho doméstico”.
A diretora executiva da Organização Não-Governamental Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, afirmou que “Há uma idéia cultural de que se consegue contratar as mulheres por menos. Para ocupar um cargo de chefia, os homens têm que ser medianos, já as mulheres têm que ser muito boas”.
O Globo e a Folha questionaram a credibilidade da pesquisa por não haver clareza sobre a metodologia usada. Além disso, o estudo usou dados da ONU, que se baseiam no Censo de 2000, enquanto a maioria dos relatórios analisados são de 2004. O próprio economista-chefe, Augusto Lopez-Claros, afirmou que o Brasil “foi injustamente punido”, por ter uma defasagem de quase cinco anos nos dados avaliados.
Em editorial, a Folha declarou que, apesar do País ter avançado em algumas áreas, o fim da desigualdade entre homens e mulheres ainda está distante: “Trata-se de uma realidade econômica e cultural com raízes históricas e que, por isso mesmo, precisaria ser enfrentada com mais determinação pelas instâncias governamentais e sociais capazes de induzir a mudanças”.
FONTE: Boletim Eletrônico – Saude Reprodutiva na Imprensa

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