Na última sexta-feira, um Fiscal do Trabalho já havia constatado o crime de cárcere privado sendo praticado contra trabalhadores do HSBC da Vila Hauer. Porém, devido artimanhas do banco, nenhuma prova havia sido encontrada no local. Isso porque o fiscal foi impedido por quatro horas de entrar nas dependências do banco. Ele só conseguiu constatar tal violência contra os bancários com ajuda policial.
Entretanto, se valendo da sua habitual arrogância e desrespeito, o HSBC permaneceu cometendo o mesmo crime: cárcere privado. Mas hoje, 10 de outubro, o Fiscal do Trabalho que esteve no mesmo banco e no mesmo endereço, encontrou provas do crime. Nos banheiros do Bloco 2, Ala 7, do HSBC da Vila Hauer, foram encontrados colchões escondidos dentro de um alçapão.
“Esses colchões são a prova de que o HSBC não respeita seus funcionários. Manter trabalhadores presos dentro dos seus locais de trabalho e ainda por cima tentar esconder as provas desse crime das autoridades é uma barbaridade”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata, que estava no local no momento da apreensão das provas.
Os colchões encontrados dentro do banco serão utilizados como prova contra o HSBC numa denúncia que o movimento sindical fará ao Ministério do Trabalho.
Helicópteros e ping-pong
O banco HSBC continua usando de todos os artifícios para burlar a lei e o direito de greve que todo trabalhador brasileiro possui, assegurado pela Constituição.
Os helicópteros continuam levando e trazendo funcionários aos seus postos de trabalho. Além disso, já tem trabalhador que não sabe para qual agência o helicóptero vai levá-lo. Isso porque o rodízio de funcionários entre as agências do HSBC está a mil por hora.
Denúncias apontam que trabalhadores chegam no início da manhã ao local de onde estão partindo os helicópteros. Então eles são levados para os prédios do HSBC no Hauer e no Xaxim. Mas, durante o expediente, alguns são obrigados a trocar de agências e se deslocar pela cidade.
“Diariamente o HSBC dá provas de que, de fato, vida somente o lucro. Tratar bancários dessa maneira não pode jamais ser tolerado ou admitido. Vamos a todas as instâncias legais para denunciar o banco e acabar com essa violência”, afirma Adilson.
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Por Mhais• 10 de outubro de 2005• 13:43• Sem categoria
Desrespeito sem fim: cárcere privado e ping-pong com bancários
Na última sexta-feira, um Fiscal do Trabalho já havia constatado o crime de cárcere privado sendo praticado contra trabalhadores do HSBC da Vila Hauer. Porém, devido artimanhas do banco, nenhuma prova havia sido encontrada no local. Isso porque o fiscal foi impedido por quatro horas de entrar nas dependências do banco. Ele só conseguiu constatar tal violência contra os bancários com ajuda policial.
Entretanto, se valendo da sua habitual arrogância e desrespeito, o HSBC permaneceu cometendo o mesmo crime: cárcere privado. Mas hoje, 10 de outubro, o Fiscal do Trabalho que esteve no mesmo banco e no mesmo endereço, encontrou provas do crime. Nos banheiros do Bloco 2, Ala 7, do HSBC da Vila Hauer, foram encontrados colchões escondidos dentro de um alçapão.
“Esses colchões são a prova de que o HSBC não respeita seus funcionários. Manter trabalhadores presos dentro dos seus locais de trabalho e ainda por cima tentar esconder as provas desse crime das autoridades é uma barbaridade”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata, que estava no local no momento da apreensão das provas.
Os colchões encontrados dentro do banco serão utilizados como prova contra o HSBC numa denúncia que o movimento sindical fará ao Ministério do Trabalho.
Helicópteros e ping-pong
O banco HSBC continua usando de todos os artifícios para burlar a lei e o direito de greve que todo trabalhador brasileiro possui, assegurado pela Constituição.
Os helicópteros continuam levando e trazendo funcionários aos seus postos de trabalho. Além disso, já tem trabalhador que não sabe para qual agência o helicóptero vai levá-lo. Isso porque o rodízio de funcionários entre as agências do HSBC está a mil por hora.
Denúncias apontam que trabalhadores chegam no início da manhã ao local de onde estão partindo os helicópteros. Então eles são levados para os prédios do HSBC no Hauer e no Xaxim. Mas, durante o expediente, alguns são obrigados a trocar de agências e se deslocar pela cidade.
“Diariamente o HSBC dá provas de que, de fato, vida somente o lucro. Tratar bancários dessa maneira não pode jamais ser tolerado ou admitido. Vamos a todas as instâncias legais para denunciar o banco e acabar com essa violência”, afirma Adilson.
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