Vagner Freitas: “Marchamos para garantir avanços com o Executivo e destravar a pauta no Legislativo”
Escrito por: Leonardo Severo, de Brasília
O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que o Dia Nacional de Mobilização convocado pela entidade para esta quarta-feira (5) “prioriza a luta por uma educação de qualidade e trabalho decente, garantir avanços nas negociações com o Executivo e destravar a pauta no Legislativo”.Entre os eixos da mobilização, que será realizada conjuntamente com a 6ª Marcha Nacional da Educação, Vagner citou a luta pelos 10% do PIB para a educação, o piso do magistério, carreira, e pela aprovação do Plano Nacional de Educação. Além da marcha pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, milhares de trabalhadores e trabalhadoras também vão se dirigir ao Congresso Nacional para dar maior visibilidade às ruas reivindicações.
Em relação à Previdência, o líder cutista defendeu a necessidade do fim do fator previdenciário, posicionando-se contra o aumento da idade mínima e contra a desoneração da folha de pagamento. Além destas bandeiras, esclareceu, “milhares de cutistas marcharão em Brasília pela ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – que impede a demissão imotivada; regulamentação da Convenção 151 – que estabelece a negociação coletiva no serviço público; revogação do Decreto 7777 – que permite a substituição de servidores grevistas; defesa dos trabalhadores ameaçados pela terceirização e pela Agenda do Trabalho Decente”.
De acordo com o líder cutista, “a recente greve dos servidores federais demonstrou, uma vez mais, que sem pressão não há conquista”. “Ao atuar com liberdade e autonomia, com a independência de partidos e governos, que é a marca da CUT, as diferentes categorias foram à luta e fizeram aparecer a proposta econômica que o governo disse que não havia. É uma queda de braço permanente, onde os trabalhadores e a sociedade brasileira sabem que contam com a energia e o compromisso dos cutistas”, acrescentou.
É desta forma, ressaltou Vagner, “que contribuímos para injetar recursos no mercado interno, investimento que é chave para o desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e valorização do trabalho. Além de ser uma questão de justiça social, como bem demonstrou o governo Lula, esta é a melhor forma de combater à crise”.
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VI Marcha Nacional Pela Educação da CNTE: “Independência é educação de qualidade e trabalho decente”
Trabalhadores em educação organizam caravanas para o 5 de setembro
Escrito por: CNTE
A CNTE inicia a contagem regressiva para a VI Marcha Nacional Pela Educação, marcada para o dia 5 de setembro em Brasília. São esperados cerca de 5 mil trabalhadores em educação de todo o país, representando os 43 sindicatos filiados à Confederação. A marcha contará com a participação da CUT, que marcou para a mesma data o Dia Nacional de Mobilização. O tema é “Independência é educação de qualidade e trabalho decente”.
Os manifestantes farão o percurso de 3 km, da Torre de TV até a Esplanada dos Ministérios. Após a Marcha, será feita uma vigília na Praça dos Três Poderes a partir das 18hs.
Programação:
• Concentração das 6:00 às 8:30 na Torre de Televisão, no Eixo Monumental.
• Início da Marcha às 9:00 até o Congresso Nacional, com previsão de encerramento às 14:30.
• Vigília das 18:00 até às 3:00 da manhã do dia 06/09/2012 na Praça dos Três Poderes.
Conheça os detalhes das principais bandeiras da Marcha:
Piso: cumprimento integral da Lei Nacional do Piso do Magistério (Lei 11.738), que estabelece atualmente o piso de R$ 1.451, o que ainda não é respeitado por vários estados e muncípios. Garantir o anúncio do reajuste do piso para 2012, o que não ocorreu, embora o Fundeb já tenha sido oficialmente divulgado.
10% do PIB: aprovação da destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação até 2020. O ministro da educação, Aloizio Mercadante e a presidenta Dilma Rousseff, defendem a aplicação de 100% dos royalties do petróleo na educação para o cumprimento da meta.
PNE: aprovação integral no Senado do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), já formulado e debatido por uma Comissão Especial. Atualmente o PNE enfrenta recurso, revendo a decisão da Comissão, que pretende levá-lo para votação na Câmara dos Deputados. A CNTE defende o cumprimento do acordo e a votação direta no Senado Federal.
Carreira: valorização do plano de carreira para os profissionais da educação. A CNTE já propôs diretrizes claras sobre o tema, disponíveis aqui.
Jornada: normatização da jornada de trabalho do magistério, com o respeito ao cumprimento de um terço da jornada para a hora-atividade, conforme previsto na Lei 11.738 (Lei Nacional do Piso).
Participe, divulgue e mobilize. A Marcha Nacional é um grande instrumento de pressão para a necessária melhoria da educação no Brasil e valorização dos profissionais.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.cut.org.br