A recente alteração na remuneração da caderneta de poupança adotada pelo Governo Federal faz parte das medidas que visam permitir a continuidade do processo de redução da taxa básica de juros e contribuir para o crescimento econômico, favorecendo o retorno ao investimento produtivo.
As elevadas taxas básicas de juros praticadas no Brasil geraram um ambiente de baixo crescimento econômico, com nível reduzido de investimento e concentração da renda, basicamente alimentado pelo rentismo, ou seja, pela prevalência do setor financeiro sobre o setor produtivo e pelo ganho fácil através de aplicações financeiras.
O maior crescimento econômico com alguma distribuição de renda, observado na segunda metade dos anos 2000, encobriu, de alguma forma, a manutenção desta lógica rentista. Contudo, no contexto de crise internacional, evidenciou-se, mais uma vez, ser fundamental enfrentar o desafio de ampliar ainda mais o mercado consumidor interno brasileiro bem como os níveis de investimento para dar sustentação prolongada ao crescimento econômico.
Para enfrentar esta situação, o Copom vem reduzindo, sucessivamente, a taxa de juros, e com o intuito de forçar os bancos a diminuírem o spread (diferença entre a taxa de juros que o banco paga para captar recursos e a taxa que ele cobra nos empréstimos a pessoas físicas e empresas). Para facilitar a retomada dos investimentos, o governo brasileiro alterou as regras de rendimento da Caderneta de Poupança, partindo do princípio que assim é possível que os juros praticados no Brasil possam cair mais e ficar mais próximos dos internacionais.
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NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.pactu.org.br. ADAPTADA PELA FETEC-CUT-PR