São Paulo – Quando há criação de vagas de trabalho, o desemprego entre as mulheres cai mais lentamente que entre os homens. A constatação é da pesquisa Mulher e Trabalho, feita pela Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados (Seade) e pelo Conselho Estadual da Condição Feminina. A pesquisa usa dados do desemprego na região metropolitana de São Paulo desde 1985.
A diferença entre as taxas de desemprego de mulheres e homens também registrou recorde no ano passado: foi a mais elevada desde 2001. O desemprego das mulheres atingiu 18,6% do total da população feminina economicamente ativa, enquanto que o desemprego masculino registrado foi de 13,4%.
A taxa de participação feminina no mercado de trabalho manteve-se praticamente estável entre 2005 e 2006 (variou de 55,5% para 55,4%). Mas a participação feminina no desemprego aumentou. Chegou a 54,9% do total, maior índice desde 1985.
Mas, segundo o Seade, o motivo é a maior procura feminina por emprego. “Hoje as mulheres são a maior proporção de desempregadas, mas isso tem muito a ver com elas estarem entrando mais no mercado de trabalho”, explica Márcia Guerra, analista de mercado de trabalho do Seade.
Embora no maior patamar desde o início da pesquisa, a taxa não apresentou crescimento. A participação masculina manteve trajetória declinante, ao passar de 72,4%, em 2005, para 71,3%, em 2006, o que corresponde a uma redução de 1,5%.
A pesquisa ainda indica que o rendimento médio por hora das mulheres ocupadas aumentou 4,7% no ano passado, crescimento maior que o verificado para os homens, de 2%. Os valores monetários passaram a equivaler a R$ 5,21 e R$ 6,70, respectivamente.
Em relação à cor, de acordo com o estudo, a taxa de desemprego total das mulheres negras diminuiu 6,3%, variação pouco maior que a apresentada pelas não-negras (5,2%). Entre os homens, a variação desse indicador apresentou disparidade maior: decresceu 10,1% entre os negros e 6,3% entre os não-negros.
Por Renato Brandão e Bruno Bocchini – Da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Por Mhais• 6 de março de 2007• 22:44• Sem categoria
Diferença de emprego entre homem e mulher é a maior dos últimos cinco anos; dados se referem à região metropolitana de São Paulo
São Paulo – Quando há criação de vagas de trabalho, o desemprego entre as mulheres cai mais lentamente que entre os homens. A constatação é da pesquisa Mulher e Trabalho, feita pela Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados (Seade) e pelo Conselho Estadual da Condição Feminina. A pesquisa usa dados do desemprego na região metropolitana de São Paulo desde 1985.
A diferença entre as taxas de desemprego de mulheres e homens também registrou recorde no ano passado: foi a mais elevada desde 2001. O desemprego das mulheres atingiu 18,6% do total da população feminina economicamente ativa, enquanto que o desemprego masculino registrado foi de 13,4%.
A taxa de participação feminina no mercado de trabalho manteve-se praticamente estável entre 2005 e 2006 (variou de 55,5% para 55,4%). Mas a participação feminina no desemprego aumentou. Chegou a 54,9% do total, maior índice desde 1985.
Mas, segundo o Seade, o motivo é a maior procura feminina por emprego. “Hoje as mulheres são a maior proporção de desempregadas, mas isso tem muito a ver com elas estarem entrando mais no mercado de trabalho”, explica Márcia Guerra, analista de mercado de trabalho do Seade.
Embora no maior patamar desde o início da pesquisa, a taxa não apresentou crescimento. A participação masculina manteve trajetória declinante, ao passar de 72,4%, em 2005, para 71,3%, em 2006, o que corresponde a uma redução de 1,5%.
A pesquisa ainda indica que o rendimento médio por hora das mulheres ocupadas aumentou 4,7% no ano passado, crescimento maior que o verificado para os homens, de 2%. Os valores monetários passaram a equivaler a R$ 5,21 e R$ 6,70, respectivamente.
Em relação à cor, de acordo com o estudo, a taxa de desemprego total das mulheres negras diminuiu 6,3%, variação pouco maior que a apresentada pelas não-negras (5,2%). Entre os homens, a variação desse indicador apresentou disparidade maior: decresceu 10,1% entre os negros e 6,3% entre os não-negros.
Por Renato Brandão e Bruno Bocchini – Da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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