FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, cobrou hoje do sistema financeiro a redução dos spreads bancários. Segundo ele, não há “hipótese” do país crescer com as elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos nas linhas de crédito ao consumidor.
“O país deu ao sistema bancário tudo o que foi pedido. Os bancos precisaram se fundir, precisaram de empréstimos e o país autorizou tudo isso. Agora tem o SPB [Sistema Brasileiro de Compensação] e os bancos terão ainda a nova Lei de Falências, que oferecerá mais garantias”, disse Dirceu hoje durante seminário sobre desenvolvimento em São Paulo.
O ministro afirmou que o Brasil terá até meados de 2004 uma taxa real de juros de 8%, uma inflação de 5,5% e um risco de 400 a 500 pontos.
Segundo ele, para atingir esses indicadores positivos os bancos precisam dar a sua colaboração. “Vamos trazer o juro real a uma taxa compatível ao crescimento do país. Resta saber se os bancos vão reduzir seus spreads na mesma proporção”, afirmou o ministro.
Dirceu citou como exemplo de taxa abusiva ao consumidor as cobradas no cartão de crédito (de 7,5% a 10% ao mês), no crediário (7,5% ao mês) e no capital de giro (40% a 60%).
De acordo com ele, o sistema financeiro não está cumprindo a sua parte que é financiar a produção. “O Brasil tem um sistema financeiro que vive da tesouraria”, constatou.
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Por Mhais• 15 de setembro de 2003• 20:44• Sem categoria
DIRCEU COBRA DOS BANCOS REDUÇÃO DOS JUROS AO CONSUMIDOR
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, cobrou hoje do sistema financeiro a redução dos spreads bancários. Segundo ele, não há “hipótese” do país crescer com as elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos nas linhas de crédito ao consumidor.
“O país deu ao sistema bancário tudo o que foi pedido. Os bancos precisaram se fundir, precisaram de empréstimos e o país autorizou tudo isso. Agora tem o SPB [Sistema Brasileiro de Compensação] e os bancos terão ainda a nova Lei de Falências, que oferecerá mais garantias”, disse Dirceu hoje durante seminário sobre desenvolvimento em São Paulo.
O ministro afirmou que o Brasil terá até meados de 2004 uma taxa real de juros de 8%, uma inflação de 5,5% e um risco de 400 a 500 pontos.
Segundo ele, para atingir esses indicadores positivos os bancos precisam dar a sua colaboração. “Vamos trazer o juro real a uma taxa compatível ao crescimento do país. Resta saber se os bancos vão reduzir seus spreads na mesma proporção”, afirmou o ministro.
Dirceu citou como exemplo de taxa abusiva ao consumidor as cobradas no cartão de crédito (de 7,5% a 10% ao mês), no crediário (7,5% ao mês) e no capital de giro (40% a 60%).
De acordo com ele, o sistema financeiro não está cumprindo a sua parte que é financiar a produção. “O Brasil tem um sistema financeiro que vive da tesouraria”, constatou.
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