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Dirceu diz que não é robô e critica alta de juros

Ministro defende aliança popular-empresarial para o país crescer
São Paulo (AF) – O ministro José Dirceu, da Casa Civil, afirmou ontem que não vê pressão sobre os preços no país que possa “colocar em risco o controle da inflação” e defendeu seu direito de discordar do Banco Central sobre o assunto dizendo que não é um “robô”. O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic). Para a maioria dos analistas de mercado, o Copom deve anunciar um aumento de até 0,5 ponto porcentual na taxa de juros, que hoje está em 16% ao ano.
O BC tem alertado para o risco maior de inflação nas últimas semanas e a elevação dos juros serviria para reduzir as pressões sobre os preços. No entanto, a alta dos juros poderia também desaquecer a economia – que dá sinais de crescimento – e elevar o desemprego.
Apesar de discordar da análise do BC sobre a inflação, Dirceu se disse “disciplinado” dentro do governo Lula e sinalizou que não vai bater de frente com o Copom caso haja aumento de juros. Ele, entretanto, defendeu o debate, durante o Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Na avaliação do ministro, “falar sobre economia é um problema, mas não falar é algo inacreditável”. “Temos de tirar esse véu de proibição sobre o debate do endividamento interno sem preconceitos e sem nos opormos ao sistema bancário, que também é nacional”, afirmou. No ataque, Dirceu deixou clara sua discordância com o BC em relação à inflação e a uma possível alta de juros.
Ele negou que haja ingerência do governo nas decisões sobre juros apesar de sinalizar que não acha que essa independência seja positiva. “O problema é que com a autonomia do Banco Central, a autoridade monetária tem autonomia para exercer seu papel em relação ao juro.” O ministro disse ainda que tinha a expectativa de que o juro básico da economia chegasse em dezembro em 13% ao ano. O mercado espera, segundo relatório semanal produzido pelo BC, um juro de 16,5% ao ano no fim de 2004.
O ministro-chefe da Casa Civil também defendeu a construção de uma aliança popular-empresarial para manter o crescimento econômico. Segundo ele, existem alguns problemas de crescimento no país “que não são resolvidos somente no governo, no Parlamento ou só no partido. É necessária a participação de toda a sociedade”.
Fonte: Gazeta do Povo

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Dirceu diz que não é robô e critica alta de juros

Ministro defende aliança popular-empresarial para o país crescer

São Paulo (AF) – O ministro José Dirceu, da Casa Civil, afirmou ontem que não vê pressão sobre os preços no país que possa “colocar em risco o controle da inflação” e defendeu seu direito de discordar do Banco Central sobre o assunto dizendo que não é um “robô”. O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic). Para a maioria dos analistas de mercado, o Copom deve anunciar um aumento de até 0,5 ponto porcentual na taxa de juros, que hoje está em 16% ao ano.

O BC tem alertado para o risco maior de inflação nas últimas semanas e a elevação dos juros serviria para reduzir as pressões sobre os preços. No entanto, a alta dos juros poderia também desaquecer a economia – que dá sinais de crescimento – e elevar o desemprego.

Apesar de discordar da análise do BC sobre a inflação, Dirceu se disse “disciplinado” dentro do governo Lula e sinalizou que não vai bater de frente com o Copom caso haja aumento de juros. Ele, entretanto, defendeu o debate, durante o Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Na avaliação do ministro, “falar sobre economia é um problema, mas não falar é algo inacreditável”. “Temos de tirar esse véu de proibição sobre o debate do endividamento interno sem preconceitos e sem nos opormos ao sistema bancário, que também é nacional”, afirmou. No ataque, Dirceu deixou clara sua discordância com o BC em relação à inflação e a uma possível alta de juros.

Ele negou que haja ingerência do governo nas decisões sobre juros apesar de sinalizar que não acha que essa independência seja positiva. “O problema é que com a autonomia do Banco Central, a autoridade monetária tem autonomia para exercer seu papel em relação ao juro.” O ministro disse ainda que tinha a expectativa de que o juro básico da economia chegasse em dezembro em 13% ao ano. O mercado espera, segundo relatório semanal produzido pelo BC, um juro de 16,5% ao ano no fim de 2004.

O ministro-chefe da Casa Civil também defendeu a construção de uma aliança popular-empresarial para manter o crescimento econômico. Segundo ele, existem alguns problemas de crescimento no país “que não são resolvidos somente no governo, no Parlamento ou só no partido. É necessária a participação de toda a sociedade”.

Fonte: Gazeta do Povo

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