Por Agência Fenae
Terminaram sem acordo as audiências de conciliação entre os representantes dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil e as direções das empresas. As audiências aconteceram no TST (Tribunal Superior do Trabalho), dentro do processo de dissídio coletivo ajuizado pela Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito), que representa menos de 10% da categoria bancária.
O presidente do TST, Vantuil Abdala, apelou à composição entre os participantes, mas não houve acordo. Nos dois casos, o TST tentou uma proposta de conciliação mantendo o acordo da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), acrescentando R$ 1.000,00 de abono e também a compensação dos dias parados, sem descontos e reflexos aos trabalhadores. O Banco do Brasil não concordou e contrapropôs apenas a antecipação de R$ 500,00 da segunda parcela da participação nos lucros, além de negociar a forma de desconto dos dias parados. Já a Caixa absteve-se até mesmo de fazer qualquer contraproposta, alegando “a total inviabilidade de passar qualquer acordo nas assembléias”. Os dois bancos descartaram também estudar a recomposição das perdas passadas, alegando, entre outros pontos, que a Contec assinou todos os acordos anteriores.
Já a Contec contrapropôs o acréscimo de um ponto percentual na proposta de reajuste, abono de R$ 2.000,00 e perdão total dos dias parados.
O vice-presidente de Logística da Caixa, Paulo Bretas, também antecipou que a empresa irá solicitar a abusividade da greve em caráter liminar. Bretas disse que a empresa fará isso caso o pedido do presidente do TST, para que os bancários voltem ao trabalho, não seja atendido pelos trabalhadores.
Vantuil Abdala fez o apelo por entender que “o afastamento do trabalho por mais dias só irá dificultar a solução da questão, que agora está nas mãos da Justiça do Trabalho”.
O presidente do TST disse ainda ter esperanças de que o julgamento do dissídio aconteça já na próxima quinta-feira, dia 21. Antes, a Contec terá até sexta-feira para analisar os autos. Em seguida, o processo segue para o Ministério Público do Trabalho e também para o relator sorteado no TST, o ministro Antônio Barros Levenhagen.
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Por Mhais• 13 de outubro de 2004• 18:51• Sem categoria
Dissídios coletivos da Caixa e BB irão a julgamento no TST
Por Agência Fenae
Terminaram sem acordo as audiências de conciliação entre os representantes dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil e as direções das empresas. As audiências aconteceram no TST (Tribunal Superior do Trabalho), dentro do processo de dissídio coletivo ajuizado pela Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito), que representa menos de 10% da categoria bancária.
O presidente do TST, Vantuil Abdala, apelou à composição entre os participantes, mas não houve acordo. Nos dois casos, o TST tentou uma proposta de conciliação mantendo o acordo da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), acrescentando R$ 1.000,00 de abono e também a compensação dos dias parados, sem descontos e reflexos aos trabalhadores. O Banco do Brasil não concordou e contrapropôs apenas a antecipação de R$ 500,00 da segunda parcela da participação nos lucros, além de negociar a forma de desconto dos dias parados. Já a Caixa absteve-se até mesmo de fazer qualquer contraproposta, alegando “a total inviabilidade de passar qualquer acordo nas assembléias”. Os dois bancos descartaram também estudar a recomposição das perdas passadas, alegando, entre outros pontos, que a Contec assinou todos os acordos anteriores.
Já a Contec contrapropôs o acréscimo de um ponto percentual na proposta de reajuste, abono de R$ 2.000,00 e perdão total dos dias parados.
O vice-presidente de Logística da Caixa, Paulo Bretas, também antecipou que a empresa irá solicitar a abusividade da greve em caráter liminar. Bretas disse que a empresa fará isso caso o pedido do presidente do TST, para que os bancários voltem ao trabalho, não seja atendido pelos trabalhadores.
Vantuil Abdala fez o apelo por entender que “o afastamento do trabalho por mais dias só irá dificultar a solução da questão, que agora está nas mãos da Justiça do Trabalho”.
O presidente do TST disse ainda ter esperanças de que o julgamento do dissídio aconteça já na próxima quinta-feira, dia 21. Antes, a Contec terá até sexta-feira para analisar os autos. Em seguida, o processo segue para o Ministério Público do Trabalho e também para o relator sorteado no TST, o ministro Antônio Barros Levenhagen.
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