JB
Tesouro e BC culpam juros e alta do dólar em janeiro
BRASÍLIA – A dívida pública em títulos voltou a crescer em janeiro. Subiu R$ 5,91 bilhões (0,8%), atingindo o novo patamar recorde de R$ 737,34 bilhões. O aumento foi justificado pelo Tesouro Nacional com o pagamento de juros e a desvalorização do real frente ao dólar. Só em janeiro, a depreciação do câmbio foi de 1,79%, provocando um efeito negativo de R$ 1,4 bilhão na dívida mobiliária total.
Segundo o coordenador da dívida pública do Tesouro, Paulo Valle, o endividamento só não teve alta ainda maior porque o governo registrou resgate líquido de R$ 5,2 bilhões em títulos. Ou seja, emitiu R$ 22,1 bilhões, mas resgatou R$ 27,3 bilhões. Mesmo com as consecutivas elevações da dívida, tanto Valle quanto o chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldenstein, ressaltam a melhora no perfil da dívida e o alongamento dos vencimentos.
A dívida de curto prazo (que vence em 12 meses), no entanto, teve ligeiro aumento, passando de R$ 258,52 bilhões (35,34%) para R$ 263,06 (35,68%), devido à incorporação de um vencimento de janeiro de 2005 de R$ 26 bilhões.
A dívida em títulos atrelados ao câmbio, por sua vez, caiu de R$ 161,39 bilhões (22,06% do total) para R$ 155,07 bilhões. A queda ocorreu porque o governo resgatou R$ 9,9 bilhões em títulos (US$ 3,4 bilhões). Goldenstein afirmou que em fevereiro todos os vencimentos de swap cambial (contratos que rendem a variação do dólar mais juros) foram resgatados, isto é, R$ 12,1 bilhões (US$ 4,2 bilhões). O resgate permitirá que a parcela da dívida em títulos cambiais caia para 19%.
Goldenstein disse ainda que o BC comprou algo em torno de US$ 2,6 bilhões (R$ 7,4 bilhões) no mercado de câmbio no mês passado para recompor as reservas internacionais do país.
Segundo dados divulgados ontem em nota conjunta do BC e do Tesouro, a dívida em títulos atrelados à Selic aumentou de R$ 366,31 bilhões (50,08%) em dezembro para R$ 376,39 bilhões (51,05%). Goldenstein afirmou que, apesar da queda de 10 pontos percentuais da Selic de junho a dezembro, essa dívida cresce por causa da incorporação de juros.
O prazo médio do estoque da dívida mobiliária permaneceu estável em 31,4 meses. Já o prazo médio de emissão de papéis ficou em 26,6 meses devido à não-realização de leilão de Notas do Tesouro série C (NTN-C), papéis corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas.
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 19 de fevereiro de 2004• 13:01• Sem categoria
DÍVIDA EM TÍTULOS CRESCE R$ 6 BI
JB
Tesouro e BC culpam juros e alta do dólar em janeiro
BRASÍLIA – A dívida pública em títulos voltou a crescer em janeiro. Subiu R$ 5,91 bilhões (0,8%), atingindo o novo patamar recorde de R$ 737,34 bilhões. O aumento foi justificado pelo Tesouro Nacional com o pagamento de juros e a desvalorização do real frente ao dólar. Só em janeiro, a depreciação do câmbio foi de 1,79%, provocando um efeito negativo de R$ 1,4 bilhão na dívida mobiliária total.
Segundo o coordenador da dívida pública do Tesouro, Paulo Valle, o endividamento só não teve alta ainda maior porque o governo registrou resgate líquido de R$ 5,2 bilhões em títulos. Ou seja, emitiu R$ 22,1 bilhões, mas resgatou R$ 27,3 bilhões. Mesmo com as consecutivas elevações da dívida, tanto Valle quanto o chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldenstein, ressaltam a melhora no perfil da dívida e o alongamento dos vencimentos.
A dívida de curto prazo (que vence em 12 meses), no entanto, teve ligeiro aumento, passando de R$ 258,52 bilhões (35,34%) para R$ 263,06 (35,68%), devido à incorporação de um vencimento de janeiro de 2005 de R$ 26 bilhões.
A dívida em títulos atrelados ao câmbio, por sua vez, caiu de R$ 161,39 bilhões (22,06% do total) para R$ 155,07 bilhões. A queda ocorreu porque o governo resgatou R$ 9,9 bilhões em títulos (US$ 3,4 bilhões). Goldenstein afirmou que em fevereiro todos os vencimentos de swap cambial (contratos que rendem a variação do dólar mais juros) foram resgatados, isto é, R$ 12,1 bilhões (US$ 4,2 bilhões). O resgate permitirá que a parcela da dívida em títulos cambiais caia para 19%.
Goldenstein disse ainda que o BC comprou algo em torno de US$ 2,6 bilhões (R$ 7,4 bilhões) no mercado de câmbio no mês passado para recompor as reservas internacionais do país.
Segundo dados divulgados ontem em nota conjunta do BC e do Tesouro, a dívida em títulos atrelados à Selic aumentou de R$ 366,31 bilhões (50,08%) em dezembro para R$ 376,39 bilhões (51,05%). Goldenstein afirmou que, apesar da queda de 10 pontos percentuais da Selic de junho a dezembro, essa dívida cresce por causa da incorporação de juros.
O prazo médio do estoque da dívida mobiliária permaneceu estável em 31,4 meses. Já o prazo médio de emissão de papéis ficou em 26,6 meses devido à não-realização de leilão de Notas do Tesouro série C (NTN-C), papéis corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas.
Deixe um comentário