Por Nathália Ferreira
SÃO PAULO (Reuters) – Ingressos de recursos derrubaram o dólar nesta quarta-feira pela sétima sessão consecutiva e levaram a divisa a fechar no menor nível desde 12 de abril de 2002, a R$ 2,312.
Segundo analistas, os investidores desviaram o foco das preocupações políticas e se concentraram no cenário econômico favorável ao câmbio, fazendo o dólar recuar 1,28%.
“O panorama político não está mais assustando. Expectativa sempre existe, o pessoal fica atento, mas não está mais influenciando tanto”, afirmou Paulo Fujisaki, analista de mercado da corretora Socopa.
A visão de que o depoimento do ex-ministro-chefe da Casa Civil, deputado José Dirceu, ao Conselho de Ética da Câmara não acrescentou fatos novos às denúncias de suposto esquema de compra de votos de parlamentares contribuiu para a tranqüilidade do mercado.
“Está havendo fluxo, o volume de negócios é pequeno, mas há entradas. Além do mais, mês após mês a gente vê recorde no superávit comercial”, observou Fujisaki.
Dados do Banco Central mostraram que o fluxo cambial ficou positivo em julho, em US$ 2,034 bilhões. Logo após a divulgação desse número, o dólar atingiu a cotação mínima do dia, a R$ 2,308.
O gerente de câmbio de um banco nacional citou ainda a forte presença de exportadores na ponta de venda do mercado, o que reforçou o declínio do dólar.
Na semana passada, os exportadores ficaram um pouco fora do mercado, por causa da questão política, mas agora estão voltando, avalia ele.
Desde a segunda-feira da semana passada, quando o dólar avançou 2,75%, a moeda norte-americana vem registrando baixa e acumula declínio de 6,13% nas últimas sete sessões.
O gerente acrescentou que o movimento no mercado externo de moedas também influenciou a apreciação do real. Nesta tarde, o dólar recuava em relação ao euro, ao franco-suíço e à libra.
O declínio do rendimento pago pelos Treasuries (títulos do Tesouro americano) de dez anos e a performance positiva dos títulos da dívida externa brasileira colaboraram para a tranqüilidade no câmbio.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br.
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