Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará amanhã (16), em Roma, um alerta para a insuficiência de recursos internacionais destinados a enfrentar a fome no mundo, durante a Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Lula também irá destacar a necessidade de os países desenvolvidos cumprirem os compromissos assumidos para o aumento dos níveis da assistência ao desenvolvimento social e humano. O presidente ainda pedirá o fim dos subsídios agrícolas que prejudicam as economias mais pobres.
A expectativa é de que a cúpula reúna cerca de 60 chefes de Estado e de governo. A FAO estima que atualmente mais de 1 bilhão de pessoas passem fome e estejam desnutridas em todo o mundo.
Após a cúpula da FAO, Lula terá um almoço oferecido pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Segundo o porta-voz da presidência da República, Marcelo Baumbach, no encontro, que foi solicitado por Berlusconi, não está descartada a possibilidade de eles discutirem o pedido de extradição do ex-ativista italiano Cesare Batistti. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir o julgamento sobre o assunto na próxima quarta-feira (18).
Em entrevista à imprensa ontem (14), em Paris, Lula disse que aguarda a decisão do Supremo para avaliar se há algo que possa ser feito.
“Acho que o presidente da República pouco pode fazer quando o processo está nas mãos da instância superior da Justiça brasileira. O processo de Battisti está no Supremo Tribunal Federal e eu tenho que esperar a decisão da Suprema Corte para saber se sobra alguma coisa para a Presidência da República fazer”, disse o presidente.
Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.
=========================================================
Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome
Roma (Itália) – A organização não governamental (ONG) Action Aid Internacional vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.
Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.
“A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sustentável”, destacou Campolina.
Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Por Amanda Cieglinski – Enviada Especial. Edição: Juliana Andrade.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.