Estadão
São Paulo – O anuncio de uma emissão de títulos da dívida brasileira no exterior pressionou para baixo a cotação da moeda norte-americana frente ao real. O fato é que a operação deve elevar o volume de dólares no mercado interno, o que contribui para a depreciação do dólar.
Os detalhes da operação ainda não foram anunciados oficialmente, mas a editora Regina Cardeal, da Broadcast – serviço da agência Estado para o mercado financeiro – apurou junto às fontes do mercado que o volume da emissão soberana do Brasil será de US$ 1,5 bilhão em papéis de 30 anos.
A demanda pelos novos papéis da dívida brasileira com vencimento em 2034 alcançou de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões. A oferta teve valor inicial de US$ 1 bilhão e deve ser encerrada em um total de US$ 1,5 bilhão. A taxa final de retorno deve ficar entre 8,75% e 8,80% ao ano, segundo apuração da editora Regina Cardeal e do repórter André Palhano (também da Broadcast)
Outras emissões contribuem para queda do dólar
Além da emissão destes papéis, espera-se a entrada de recursos das captações de US$ 500 milhões fechada pela Vale do Rio Doce e de US$ 200 milhões pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na sexta-feira. Investidores não identificaram se pelo menos parte desses recursos captados já estaria ingressando no País, mas já se antecipam à previsão de continuidade do fluxo favorável, informou a editora Silvana Rocha, da Broadcast.
Fechamento do dólar
No fechamento do mercado cambial, a moeda norte-americana encerrou o dia no patamar de R$ 2,7900, em baixa de 1,52% em relação às últimas operações de sexta-feira. Trata-se do patamar mais baixo desde 24 de junho de 2002. O dólar iniciou o dia no patamar de R$ 2,8240 e oscilou da máxima de R$ 2,8360 à mínima de R$ 2,7840. Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana registra queda de 3,89% em janeiro e baixa de 15,33% nos últimos doze meses.
O Banco Central aproveitou a queda do dólar para colocar em prática a medida anunciada na semana passada, que estabelecia a compra de moeda norte-americana para recomposição das reservas. O BC comprou moeda à tarde à cotação de R$ 2,8070. Na compra feita pela manhã, a cotação aceita pelo BC foi de R$ 2,8290.
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