A Executiva Nacional dos Bancários quer reabrir o processo de negociação com os banqueiros para resolver o impasse desta Campanha Salarial. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, dia 27, durante a reunião entre os membros da Executiva, em São Paulo. Logo após a reunião, os bancários enviaram uma carta ao presidente da Fenaban, Márcio Cypriano, com o pedido. A Executiva vai pedir ainda que a comissão de negociação da Fenaban – composta pelo Itaú, Bradesco, ABN/Real, HSBC e Unibanco – tenham a participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Os bancários também agendaram para esta quarta-feira, dia 29, uma passeata em todas as 24 capitais em greve e nas principais cidades do interior do país para chamar a atenção para a truculência dos banqueiros e da Justiça, que por meio de interditos estão tentando barrar o movimento.
“A proposta do Rio Grande do Sul de buscar negociação com o BB e a CEF de temas específicos foi rejeitada por seis votos a quatro”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e representante do RS na Executiva Nacional, Juberlei Bacelo. A categoria reivindica, entre outras coisas, reajuste de 25% e os banqueiros oferecem 8,5%.
“A greve dos bancários continua forte e já demos o recado aos banqueiros de que a proposta apresentada não contempla a categoria. Agora vamos pedir a reabertura das negociações e esperamos que os banqueiros também queiram resolver o impasse de maneira negociada”, explicou o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro. Ele destacou que o que for acordado com a Fenaban terá de ser cumprido por todos os bancos.
Na última rodada de negociações, os banqueiros alegaram que a proposta de 8,5% de reajuste e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1500 é o máximo que podem oferecer. De lá para cá, a greve se espalhou para 24 capitais e cerca de 200 mil bancários cruzaram os braços. “Estamos indo para o 14º dia de greve e até agora os banqueiros não se manifestaram. Vamos aguardar a resposta para o nosso chamado e, se a proposta não for melhorada, a greve continuará”, destacou Carlos.
Hoje, a mobilização se manteve no mesmo nível de sexta-feira, apesar do final de semana. Os bancários apoiaram a continuidade da greve. Em duas semanas de movimento, os bancários conseguiram chamar a atenção até da imprensa mundial. No Brasil, a categoria tem sido destaque em toda mídia desde o início da greve.
“Todos os setores da sociedade estão apoiando a nossa greve. Até os clientes apóiam, porque a ganância dos banqueiros é conhecida e todos sofrem na pele com ela. Só no período em que estamos em greve, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal já anunciaram aumento nas tarifas. Mesmo com a lucratividade ímpar, os banqueiros têm a coragem de aumentar as tarifas e oferecer um reajuste que não contempla a categoria. Aí eu pergunto: cadê a responsabilidade social que eles dizem ter nas propagandas?”, finalizou Carlos Cordeiro.
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul
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Por Mhais• 28 de setembro de 2004• 11:06• Sem categoria
Executiva Nacional dos Bancários quer reabrir negociações
A Executiva Nacional dos Bancários quer reabrir o processo de negociação com os banqueiros para resolver o impasse desta Campanha Salarial. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, dia 27, durante a reunião entre os membros da Executiva, em São Paulo. Logo após a reunião, os bancários enviaram uma carta ao presidente da Fenaban, Márcio Cypriano, com o pedido. A Executiva vai pedir ainda que a comissão de negociação da Fenaban – composta pelo Itaú, Bradesco, ABN/Real, HSBC e Unibanco – tenham a participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Os bancários também agendaram para esta quarta-feira, dia 29, uma passeata em todas as 24 capitais em greve e nas principais cidades do interior do país para chamar a atenção para a truculência dos banqueiros e da Justiça, que por meio de interditos estão tentando barrar o movimento.
“A proposta do Rio Grande do Sul de buscar negociação com o BB e a CEF de temas específicos foi rejeitada por seis votos a quatro”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e representante do RS na Executiva Nacional, Juberlei Bacelo. A categoria reivindica, entre outras coisas, reajuste de 25% e os banqueiros oferecem 8,5%.
“A greve dos bancários continua forte e já demos o recado aos banqueiros de que a proposta apresentada não contempla a categoria. Agora vamos pedir a reabertura das negociações e esperamos que os banqueiros também queiram resolver o impasse de maneira negociada”, explicou o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro. Ele destacou que o que for acordado com a Fenaban terá de ser cumprido por todos os bancos.
Na última rodada de negociações, os banqueiros alegaram que a proposta de 8,5% de reajuste e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1500 é o máximo que podem oferecer. De lá para cá, a greve se espalhou para 24 capitais e cerca de 200 mil bancários cruzaram os braços. “Estamos indo para o 14º dia de greve e até agora os banqueiros não se manifestaram. Vamos aguardar a resposta para o nosso chamado e, se a proposta não for melhorada, a greve continuará”, destacou Carlos.
Hoje, a mobilização se manteve no mesmo nível de sexta-feira, apesar do final de semana. Os bancários apoiaram a continuidade da greve. Em duas semanas de movimento, os bancários conseguiram chamar a atenção até da imprensa mundial. No Brasil, a categoria tem sido destaque em toda mídia desde o início da greve.
“Todos os setores da sociedade estão apoiando a nossa greve. Até os clientes apóiam, porque a ganância dos banqueiros é conhecida e todos sofrem na pele com ela. Só no período em que estamos em greve, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal já anunciaram aumento nas tarifas. Mesmo com a lucratividade ímpar, os banqueiros têm a coragem de aumentar as tarifas e oferecer um reajuste que não contempla a categoria. Aí eu pergunto: cadê a responsabilidade social que eles dizem ter nas propagandas?”, finalizou Carlos Cordeiro.
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul
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