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EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA X POBREZA

Idéia fixa com a natalidade dos pobres
Em sua coluna semanal de sábado, no caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, o médico Drauzio Varella retornou ao tema do planejamento familiar afirmando que há falta de interesse na implementação de programas de planejamento familiar entre os mais pobres – não só do governo brasileiro, mas também de alguns setores, inclusive da igreja e da “intelectualidade”. Segundo Drauzio, a causa desse desinteresse é a queda da taxa de natalidade brasileira, apesar dela ter sido acentuada apenas nas classes média e alta, e a má distribuição de renda. O médico criticou as pessoas que não concordam que é um problema o grande número de filhos nas classes baixas. Ele indagou “como dar escola, merenda, postos de saúde, remédios, cesta básica, habitação, para esse exército de crianças desamparadas que nascem todos os dias?”.
Na Folha do dia 17 foram publicadas duas cartas de leitor: Setsuko Geni Oyakawa Magatti concordou com o artigo do dr. Drauzio Varella e afirmou que sem planejamento familiar para os pobres, o Brasil será o país dos miseráveis, “não basta povoar o Brasil, é preciso fazê-lo de forma ordenada e consciente”.
A professora de Direito e doutoranda em Filosofia e Ciências Humanas, Samantha Buglione, escreveu “fico preocupada com algumas conclusões trazidas pelo doutor Drauzio Varela. Não há dúvida de que é fundamental o acesso a métodos anticoncepcionais e de que o planejamento familiar no Brasil, assim como vários outros direitos, beira a fantasia. O que me preocupa é ignorar o fato de que não é o oferecimento de pílulas e de cirurgias em massa que irá garantir esse direito. O planejamento familiar está vinculado a uma série de direitos como liberdade, educação, saúde, situação econômica, raça/etnia. O que, se ignorado, apresenta apenas uma face do problema e da solução. Comparar o Brasil com a Europa é sempre cabível, porém é necessário ter em mente que a queda de fecundidade na Europa não ocorreu por meio da intervenção em massa e da negação de direitos de liberdade, mas com o incremento de condições de educação e de saúde. Não podemos nos esquecer que, no mesmo período das intervenções malthusianas de controle de natalidade no Brasil, ou seja, entre as décadas de 70 e 80, período em que ocorreu a maior queda de fecundidade até então registrada, houve, igualmente, um dos maiores incrementos de concentração de renda e dos índices de pobreza. Insisto em que, mesmo se os pobres deixarem de ter filhos, não significa que deixarão de ser pobres”.
NOTA DA REDE: Mídia & Explosão Demográfica – Só para desinformados
Dado o número de artigos publicados na imprensa sobre explosão demográfica no Brasil, entre dezembro 2002 e janeiro de 2003, foi publicado no Observatório da Imprensa um artigo de Elza Berquó (Demógrafa e integrante da Academia Brasileira de Ciências) e Suzana Cavenaghi (Demógrafa e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População-Nepo/Unicamp). O artigo debate e contesta o mito de que há uma explosão demográfica no Brasil, principalmente entre os pobres. Segundo as autoras “foi justamente nas classes menos favorecidas que a fecundidade exibiu declínio mais acentuado na última década, da ordem de 20,5%. Entre as mulheres com renda domiciliar mensal a partir de 5 salários mínimos ela já se encontra abaixo do nível de reposição e o descenso é mais discreto, de apenas 6,0%”.
O texto está disponível na íntegra no endereço: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/jd260220032.htm#
Quinacrina substitui laqueadura (HD-02): Em matéria sobre a quinacrina (medicamento que, introduzido no útero, provoca inflamação e esterilização), o jornal destacou o grande número de mulheres que recorrem à esterilização feminina como método contraceptivo. A médica, coordenadora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudia Ramos, alertou que o método é irreversível e definitivo. O jornal apontou alguns motivos que explicam a grande incidência de mulheres esterilizadas, entre eles a dificuldade de obtenção e a desconfiança nos métodos contraceptivos. Segundo a coordenadora da ONG Mulher e Saúde (MUSA), Mônica Maia, o despreparo dos profissionais de saúde, “que selecionam por si as informações que repassam e os métodos que acham bons”, é importante causa da demanda por esterilização, sobretudo dentre a população de baixa renda. A matéria informou sobre a redução na taxa de natalidade do País que, nas últimas quatro décadas, caiu de seis para dois filhos por mulher.
Com chamada de capa, o jornal O Tempo, do dia 05 de janeiro de 2004, destacou a pesquisa que está sendo desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais, pela ginecologista e obstetra Cláudia Ramos de Carvalho, de um novo método contraceptivo definitivo. A quinacrina, medicamento que surgiu na Alemanha, é a chave do tratamento: sete comprimidos do medicamento são introduzidos no útero e, passado um mês, faz-se nova aplicação. A quinacrina se dissolve e vai para a trompa, provocando o fechamento do canal, impedindo a fertilização. A cicatrização ocorre num prazo de três meses.
Fonte: Saude Reprodutiva na Imprensa

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EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA X POBREZA

Idéia fixa com a natalidade dos pobres

Em sua coluna semanal de sábado, no caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, o médico Drauzio Varella retornou ao tema do planejamento familiar afirmando que há falta de interesse na implementação de programas de planejamento familiar entre os mais pobres – não só do governo brasileiro, mas também de alguns setores, inclusive da igreja e da “intelectualidade”. Segundo Drauzio, a causa desse desinteresse é a queda da taxa de natalidade brasileira, apesar dela ter sido acentuada apenas nas classes média e alta, e a má distribuição de renda. O médico criticou as pessoas que não concordam que é um problema o grande número de filhos nas classes baixas. Ele indagou “como dar escola, merenda, postos de saúde, remédios, cesta básica, habitação, para esse exército de crianças desamparadas que nascem todos os dias?”.

Na Folha do dia 17 foram publicadas duas cartas de leitor: Setsuko Geni Oyakawa Magatti concordou com o artigo do dr. Drauzio Varella e afirmou que sem planejamento familiar para os pobres, o Brasil será o país dos miseráveis, “não basta povoar o Brasil, é preciso fazê-lo de forma ordenada e consciente”.

A professora de Direito e doutoranda em Filosofia e Ciências Humanas, Samantha Buglione, escreveu “fico preocupada com algumas conclusões trazidas pelo doutor Drauzio Varela. Não há dúvida de que é fundamental o acesso a métodos anticoncepcionais e de que o planejamento familiar no Brasil, assim como vários outros direitos, beira a fantasia. O que me preocupa é ignorar o fato de que não é o oferecimento de pílulas e de cirurgias em massa que irá garantir esse direito. O planejamento familiar está vinculado a uma série de direitos como liberdade, educação, saúde, situação econômica, raça/etnia. O que, se ignorado, apresenta apenas uma face do problema e da solução. Comparar o Brasil com a Europa é sempre cabível, porém é necessário ter em mente que a queda de fecundidade na Europa não ocorreu por meio da intervenção em massa e da negação de direitos de liberdade, mas com o incremento de condições de educação e de saúde. Não podemos nos esquecer que, no mesmo período das intervenções malthusianas de controle de natalidade no Brasil, ou seja, entre as décadas de 70 e 80, período em que ocorreu a maior queda de fecundidade até então registrada, houve, igualmente, um dos maiores incrementos de concentração de renda e dos índices de pobreza. Insisto em que, mesmo se os pobres deixarem de ter filhos, não significa que deixarão de ser pobres”.

NOTA DA REDE: Mídia & Explosão Demográfica – Só para desinformados

Dado o número de artigos publicados na imprensa sobre explosão demográfica no Brasil, entre dezembro 2002 e janeiro de 2003, foi publicado no Observatório da Imprensa um artigo de Elza Berquó (Demógrafa e integrante da Academia Brasileira de Ciências) e Suzana Cavenaghi (Demógrafa e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População-Nepo/Unicamp). O artigo debate e contesta o mito de que há uma explosão demográfica no Brasil, principalmente entre os pobres. Segundo as autoras “foi justamente nas classes menos favorecidas que a fecundidade exibiu declínio mais acentuado na última década, da ordem de 20,5%. Entre as mulheres com renda domiciliar mensal a partir de 5 salários mínimos ela já se encontra abaixo do nível de reposição e o descenso é mais discreto, de apenas 6,0%”.

O texto está disponível na íntegra no endereço: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/jd260220032.htm#

Quinacrina substitui laqueadura (HD-02): Em matéria sobre a quinacrina (medicamento que, introduzido no útero, provoca inflamação e esterilização), o jornal destacou o grande número de mulheres que recorrem à esterilização feminina como método contraceptivo. A médica, coordenadora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudia Ramos, alertou que o método é irreversível e definitivo. O jornal apontou alguns motivos que explicam a grande incidência de mulheres esterilizadas, entre eles a dificuldade de obtenção e a desconfiança nos métodos contraceptivos. Segundo a coordenadora da ONG Mulher e Saúde (MUSA), Mônica Maia, o despreparo dos profissionais de saúde, “que selecionam por si as informações que repassam e os métodos que acham bons”, é importante causa da demanda por esterilização, sobretudo dentre a população de baixa renda. A matéria informou sobre a redução na taxa de natalidade do País que, nas últimas quatro décadas, caiu de seis para dois filhos por mulher.

Com chamada de capa, o jornal O Tempo, do dia 05 de janeiro de 2004, destacou a pesquisa que está sendo desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais, pela ginecologista e obstetra Cláudia Ramos de Carvalho, de um novo método contraceptivo definitivo. A quinacrina, medicamento que surgiu na Alemanha, é a chave do tratamento: sete comprimidos do medicamento são introduzidos no útero e, passado um mês, faz-se nova aplicação. A quinacrina se dissolve e vai para a trompa, provocando o fechamento do canal, impedindo a fertilização. A cicatrização ocorre num prazo de três meses.

Fonte: Saude Reprodutiva na Imprensa

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