Proposta digna já ou continuidade da greve por tempo indeterminado. Esta é a disposição de luta de bancários de todo o país para pressionar a Fenaban a mudar a sua proposta de acordo coletivo. Na rodada de negociações com a Executiva Nacional dos Bancários, realizada ontem em São Paulo (SP), os banqueiros não apresentaram nova proposta e mantiveram o índice de 8,5%, que já foi rejeitado pela categoria bancária.
Na negociação de ontem, a Fenaban alegou não ter margem para elevar os custos da folha de pagamento, que no ano passado foi coberta apenas com as receitas de tarifas. Essas alegações soam como provocação, haja vista que o setor financeiro é o que mais lucra no país e faturou, só no primeiro semestre deste ano, R$ 11,6 bilhões.
Os argumentos da Fenaban foram contestados pela CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários). O presidente da entidade, Vagner Freitas, considerou absurdo ouvir dos banqueiros que eles não têm condições de aumentar a proposta. E acrescentou: “A categoria já deu o seu recado e recusou os valores apresentados. Manter a mesma proposta é ignorar um movimento forte, como é o caso desta greve”.
Na rodada com os banqueiros, a Executiva Nacional dos Bancários propôs calendário de negociações como forma de solucionar o impasse, mas houve recusa por parte da Fenaban. Diante disso, a orientação é pela continuidade da greve por tempo indeterminado, pois a vitória desta campanha salarial unificada de 2004 aponta para uma só direção: a paralisação deve ser fortalecida nos bancos públicos e ampliada nos bancos privados.
Fonte: Fenae Net
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Por Mhais• 22 de setembro de 2004• 11:51• Sem categoria
Fenaban não melhora proposta de reajuste e greve se alastra
Proposta digna já ou continuidade da greve por tempo indeterminado. Esta é a disposição de luta de bancários de todo o país para pressionar a Fenaban a mudar a sua proposta de acordo coletivo. Na rodada de negociações com a Executiva Nacional dos Bancários, realizada ontem em São Paulo (SP), os banqueiros não apresentaram nova proposta e mantiveram o índice de 8,5%, que já foi rejeitado pela categoria bancária.
Na negociação de ontem, a Fenaban alegou não ter margem para elevar os custos da folha de pagamento, que no ano passado foi coberta apenas com as receitas de tarifas. Essas alegações soam como provocação, haja vista que o setor financeiro é o que mais lucra no país e faturou, só no primeiro semestre deste ano, R$ 11,6 bilhões.
Os argumentos da Fenaban foram contestados pela CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários). O presidente da entidade, Vagner Freitas, considerou absurdo ouvir dos banqueiros que eles não têm condições de aumentar a proposta. E acrescentou: “A categoria já deu o seu recado e recusou os valores apresentados. Manter a mesma proposta é ignorar um movimento forte, como é o caso desta greve”.
Na rodada com os banqueiros, a Executiva Nacional dos Bancários propôs calendário de negociações como forma de solucionar o impasse, mas houve recusa por parte da Fenaban. Diante disso, a orientação é pela continuidade da greve por tempo indeterminado, pois a vitória desta campanha salarial unificada de 2004 aponta para uma só direção: a paralisação deve ser fortalecida nos bancos públicos e ampliada nos bancos privados.
Fonte: Fenae Net
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