Havana, 23 dez (EFE).- O presidente cubano, Fidel Castro, lançou hoje um programa para realizar operações oftamológicas em cinco milhões de pessoas por ano na América Latina, o Caribe e outros países.
Fidel Castro disse durante um discurso perante o Parlamento que Cuba entrou em contato com 24 governos da América Latina com esse propósito, ao qual atribui uma grande importância no continente como “instrumento de unidade e de mudança”.
O que Cuba propõe é “cooperar no desenvolvimento de um sistema que permitiria operar cinco milhões de latino-americanos anualmente e que para isso transmitiríamos toda a tecnologia, todos os conhecimentos e o pessoal médico”, afirmou.
O líder cubano falou que países interessados em colaborar com o programa poderiam fazer contribuições por um valor total de até US$ 1 bilhão e apontou que já se conhece “muita gente que quer investir”.
Destacou a colaboração que os médicos cubanos prestam em outros países – desde 1998 ajudaram mais de 59 milhões de pessoas em 28 nações – e se referiu à necessidade “quase inevitável” de criar na ilha um Ministério da Saúde Pública Internacional diante da crescente cooperação nesse setor.
Fidel explicou que o programa propõe estabelecer no primeiro semestre de 2006 quinze centros oftalmológicos em diversos países do continente, similar a um já instalado na Bolívia, e preparar o pessoal necessário sem fins lucrativos para atender latino-americanos e economizar “não menos de um bilhão de dólares” ao ano, apenas em passagens aéreas.
O governante cubano assegurou que existem cálculos precisos sobre os benefícios do programa, pois se trata de intervir cirurgicamente no país de origem do paciente sem que tenha que viajar para Cuba.
Citou como exemplo o Brasil, onde dois milhões de pessoas precisam ser operadas da visão, e um milhão de pacientes no México com problemas similares.
“Salvemos na América Latina cinco milhões de pessoas cada ano, como um elemento de integridade e soberania, sob o conceito do atendimento médico gratuito, porque existem as possibilidades e os especialistas necessários para esse empenho”, afirmou o líder cubano.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br.
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Por Mhais• 24 de dezembro de 2005• 03:56• Sem categoria
Fidel lança plano oftalmológico para cinco milhões de pessoas
Havana, 23 dez (EFE).- O presidente cubano, Fidel Castro, lançou hoje um programa para realizar operações oftamológicas em cinco milhões de pessoas por ano na América Latina, o Caribe e outros países.
Fidel Castro disse durante um discurso perante o Parlamento que Cuba entrou em contato com 24 governos da América Latina com esse propósito, ao qual atribui uma grande importância no continente como “instrumento de unidade e de mudança”.
O que Cuba propõe é “cooperar no desenvolvimento de um sistema que permitiria operar cinco milhões de latino-americanos anualmente e que para isso transmitiríamos toda a tecnologia, todos os conhecimentos e o pessoal médico”, afirmou.
O líder cubano falou que países interessados em colaborar com o programa poderiam fazer contribuições por um valor total de até US$ 1 bilhão e apontou que já se conhece “muita gente que quer investir”.
Destacou a colaboração que os médicos cubanos prestam em outros países – desde 1998 ajudaram mais de 59 milhões de pessoas em 28 nações – e se referiu à necessidade “quase inevitável” de criar na ilha um Ministério da Saúde Pública Internacional diante da crescente cooperação nesse setor.
Fidel explicou que o programa propõe estabelecer no primeiro semestre de 2006 quinze centros oftalmológicos em diversos países do continente, similar a um já instalado na Bolívia, e preparar o pessoal necessário sem fins lucrativos para atender latino-americanos e economizar “não menos de um bilhão de dólares” ao ano, apenas em passagens aéreas.
O governante cubano assegurou que existem cálculos precisos sobre os benefícios do programa, pois se trata de intervir cirurgicamente no país de origem do paciente sem que tenha que viajar para Cuba.
Citou como exemplo o Brasil, onde dois milhões de pessoas precisam ser operadas da visão, e um milhão de pacientes no México com problemas similares.
“Salvemos na América Latina cinco milhões de pessoas cada ano, como um elemento de integridade e soberania, sob o conceito do atendimento médico gratuito, porque existem as possibilidades e os especialistas necessários para esse empenho”, afirmou o líder cubano.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br.
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