Sindicato defende que as lojas sejam transformadas em agências bancárias e que os funcionários sejam reaproveitados na Fininvest ou mesmo no próprio banco
São Paulo – Com a fusão entre Itaú e Unibanco, a financeira Taií deve ser absorvida pela Fininvest, do Unibanco. A afirmação é do presidente da empresa, Roberto Setúbal, feita durante o anuncio do lucro na última quarta-feira, dia 25. Segundo ele não haveria motivo para manter as duas operações de forma paralela e concorrentes de mercado. “Acreditamos que a marca Fininvest é mais forte e tradicional no mercado”, justifica o presidente do Itaú Unibanco.
“No fim de 2008, o Itaú fechou 10% das lojas Taií. Vamos ficar atentos porque não podemos aceitar passivamente mais demissões. Defendemos que as lojas da Taíí sem transformadas em agências bancárias e que os funcionários sejam reaproveitados na Fininvest ou mesmo no próprio banco. Muitos funcionários da financeira desempenham um trabalho que é típico dos bancários e podem muito bem ser enquadrados na categoria”, afirma Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato e funcionário do Itaú.
Durante o anúncio do lucro, Setúbal descartou abrir programa de incentivo a demissões. Juntos, Itaú e Unibanco têm 108 mil funcionários. “Não estamos pensando em fechar agências. Eventualmente, vamos fechar uma e abrir outra. A gente espera terminar o ano com mais agências do que iniciou”, disse Setubal.
A exemplo do caso da fusão Santander/Real, o Itaú Unibanco diz que eventuais “ajustes” serão feitos por meio da rotatividade natural dos funcionários. O banco afirma que tem “turn over” de 10 mil funcionários por ano. “Em dois ou três anos, a saída natural vai permitir fazer esse ajuste sem grandes problemas”, disse Setubal.
O banco ainda não apresentou uma estimativa de ganhos com sinergias, principal reclamação dos analistas.
Fonte:Contraf