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Frente de resistência diz que boicotará eleições em Honduras

Tegucigalpa (Honduras) – A frente de resistência ao golpe de Estado que destituiu o presidente Manuel Zelaya confirmou hoje (15) que não vai apoiar nenhum candidato e que boicotará as próximas eleições nacionais, marcadas para o dia 29.

Segundo um dos líderes do movimento Juan Baraúna “a resistência vai ignorar as eleições porque votar agora seria apoiar os golpistas”. Baraúna ainda afirmou que a prioridade da resistência nesse momento “é lutar por uma nova constituinte”.

As declarações do líder do movimento foram dadas logo depois de uma assembleia geral, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas, na capital Tagucigalpa.

Outro tema que tomou conta da reunião de hoje foi a carta enviada por Zelaya ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. No texto, Zelaya disse que não aceitava mais a restituição à Presidência hondurenha.

O governo golpista, chefiado por Roberto Micheletti, considerou que a carta seria uma “demonstração de fraqueza do presidente deposto, que estaria cada vez mais solitário na intenção de voltar ao poder”.

As pessoas estão confusas com o teor da carta, até mesmo os integrante da frente de resistência, por isso é aguardada uma declaração oficial de Zelaya para esclarecer melhor o texto.

Por José Donizete – Enviado Especial. Edição: Talita Cavalcante.

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Em carta a Obama, Zelaya diz que não volta à Presidência de Honduras para encobrir golpe

Brasília – O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse em carta ao presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que não vai aceitar qualquer acordo para voltar à Presidência de Honduras, caso isso signifique “encobrir o golpe de Estado” sofrido por ele em junho deste ano. As informações da são da BBC Brasil.

A carta foi lida ontem (14) na embaixada brasileira em Honduras, onde Zelaya está desde 21 de setembro.No texto, Zelaya acusou os Estados Unidos de mudarem sua posição em relação à crise hondurenha e de tê-lo deixado “no meio de um rio”.

“A nova posição do governo americano se esquiva do objetivo inicial do acordo de San José, relegando ao segundo plano um diálogo com o governo legitimamente reconhecido até que um novo processo eleitoral seja realizado e sem se importar com as condições em que o pleito vai acontecer”, diz na carta.

Ele reafirmou ainda no texto que não vai apoiar a eleição de um novo presidente, marcada para o dia 29 de novembro.

A volta à Presidência de Honduras era um dos pontos do pacto firmado no fim de outubro pelos negociadores de Zelaya e do presidente interino, Roberto Micheletti.

A decisão sobre a volta de Zelaya ao poder ficaria, segundo o acordo, a cargo do Poder Legislativo, mas o Congresso só decidirá sobre o assunto quando tiver um parecer da Corte Suprema, do Ministério Público e da Procuradoria-Geral da República.

O governo interino hondurenho, no entanto, insistiu várias vezes que a restituição de Zelaya não era um elemento essencial do acordo.

Por Agencia Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

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Organizações elaboram campanha de boicote contra eleições

Adital – A Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado reuniu, na tarde de hoje (13), em Tegucigalpa, entidades e sociedade civil para elaborar estratégias de boicote às eleições gerais do próximo dia 29 de novembro. Ontem, 15 organizações juvenis anunciaram sua não participação no processo eleitoral, qualificado como fraudulento, difamante, mentiroso e ilegítimo.

Os cartazes da campanha foram confeccionados há uma semana pelas organizações que compõem a Frente. Agora, o grupo pensa estratégias para a divulgação de seu posicionamento e distribuição do material.

“Nos encontramos no processo de deslegitimação das eleições, o que demanda um considerável esforço de nossa parte durante os próximos quinze dias, razão pela qual estamos solicitando novamente a solidariedade que nos permita potencializar os esforços que viemos executando” disse a Frente em nota.

Ontem, no encontro da “Juventude Protagonista na Redefinição de Honduras”, 15 entidades juvenis anunciaram que não vão participar das eleições “fraudulentas, difamantes, mentirosas e ilegítimas”. O encontro aconteceu no auditório da Universidade Nacional Autônoma de Honduras.

“A juventude aqui presente se expressou e pedimos à população em geral, a nosso país, que não reconheça este processo eleitoral, porque nós não vamos legitimar algo que em nível internacional não tem nenhum tipo de apoio nem de reconhecimento”, expressou Vanesa Maradiaga, da entidade Los Necios e porta-voz das organizações ante os meios de comunicação.

O encontro abordou a crise política do país desde o golpe, em 28 de junho; o intercâmbio de experiências durante os quatro meses seguintes; a criminalização da juventude; a posição dos/as jovens; e as estratégias a seguir até 2010.

O grupo convocou a população a não votar e exaltou a posição da candidatura independente do companheiro Carlos H. Reyes “que manteve uma postura firme de não participar e não legitimar este processo”, avaliou Maradiaga.

Veja mais informações sobre o boicote e os cartazes da campanha em:
www.voselsoberano.org

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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