Brasília – A greve de funcionários dos Correios está oficialmente encerrada, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). Mais de 20 sindicatos de trabalhadores conveniados com a entidade aprovaram o acordo fechado com a empresa no sábado (19).
“Já alcançamos quórum estatutário, a greve acabou”, afirmou um dos representantes da comissão de negociações da Fentect, José Gonçalves. Outros sindicatos realizam assembléias ainda hoje para confirmar o fim da paralisação que durou 21 dias.
Segundo a Fentect, os trabalhadores do Amazonas, Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e interior de São Paulo já votaram a proposta.
“O governo demorou a entrar na negociação. Talvez não tivesse sido necessário tanto tempo”, afirmou Gonçalves.
A proposta negociada com o governo prevê pagamento, em definitivo, de 30% do salário-base para 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, a título de adicional de atividade, retroativo a junho de 2008. Aos demais empregados que trabalham na distribuição e aos atendentes em guichês de agências, a empresa continuará pagando o valor fixo de R$ 260. Em agosto, os Correios e a Fentect voltarão a discutir os termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008.
Os Correios estimam que serão necessários cerca de dez dias para regularizar o serviço de entrega de correspondências e encomendas em todo o país. De acordo com o último levantamento da empresa, cerca de 130 milhões de cartas estão com a entrega atrasada.
Segundo Gonçalves, os trabalhadores irão definir com os Correios uma escala diferenciada de trabalho para compensar o acúmulo de correspondência não-enviada durante a greve. “Vamos definir com a empresa, provavelmente, vamos acrescentar duas horas a mais além da jornada diária e trabalhar nos finais de semana”, adiantou.
Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Para o Sintcom-PR, acordo é “vitória parcial”; fim da greve será votado hoje (21)
O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) avaliou neste domingo (20/7) que o acordo costurado ontem pela Fentect (federação nacional da categoria) e pelo ministro Hélio Costa (Comunicações) é uma “vitória parcial” dos trabalhadores e uma “derrota da arrogância” de Carlos Henrique Custódio, presidente nacional da empresa.
A categoria permanece em greve ao menos até a tarde desta segunda-feira (21/7), quando irá analisar, em assembléias marcadas para todo o país, os termos do acordo. Em Curitiba, o Sintcom-PR irá realizar assembléia às 16 horas, diante da sede estadual dos Correios no Paraná.
“Esse acordo significa uma vitória dos trabalhadores, ainda que parcial, uma vez que o presidente dos Correios simplesmente não queria negociar”, afirma o diretor de Finanças do Sintcom-PR, Sebastião Cruz. “A organização dos trabalhadores venceu a arrogância de Carlos Henrique Custódio. Ele deveria ser processado por má gestão pública e pelo transtorno causado aos trabalhadores e à população brasileira.”
O principal motivo da paralisação nacional, que nesta segunda completa 21 dias —a mais longa greve da história dos Correios— foi o descumprimento de um termo de compromisso assinado em novembro de 2007. O documento, assinado com o aval do presidente Lula, previa o pagamento do adicional de risco de 30% para os carteiros.
A greve só termina após a decisão da maioria das assembléias realizadas nos Estados. No caso de os trabalhadores dos Correios decidirem voltar ao trabalho, o retorno irá se dar a partir da zero hora de terça-feira (22/7).
“Avaliamos que a intervenção de Lula foi decisiva para o recuo tanto do presidente dos Correios quanto do ministro das Comunicações”, observa Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR. “Tivemos um contato direto com Lula logo nos primeiros dias de greve. E ele se mostrou contrariado com o fato de o termo de compromisso ter sido descumprido.”
O sindicato paranaense avisa que prosseguirá com seu abaixo-assinado em defesa do afastamento de Carlos Custódio do cargo de presidente dos Correios e de Itamar Ribeiro, diretor regional da empresa no Estado. A categoria permanece acampada em torno da sede estadual da empresa em Curitiba.
reunião que durou mais de sete horas, os Correios se comprometem a pagar, em definitivo, o adicional de 30% do salário-base para todos os 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, retroativo ao último mês de junho. A outros 16 mil trabalhadores, que atuam na distribuição e no atendimento das agências, a empresa pagará um valor fixo de R$ 260.
Os dias parados não serão descontados. Serão compensados, mediante banco de horas. Em agosto, na data-base da categoria, empresa e trabalhadores voltarão a discutir os termos do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS).
“Para nós, do Sintcom-PR, faltou debater também a revisão da participação nos lucros, distribuída de forma absurdamente desigual, e o adicional dos operadores de triagem e transbordo”, afirma o dirigente sindical Sebastião Cruz. “Já é compromisso dos carteiros lutar com todas as forças pelo adicional dos operadores de triagem. A luta não terminou, está apenas começando.”
A entrega de correspondências deve estar normalizada em no máximo duas semanas. Em todo o país, 130 milhões de cartas e encomendas não chegaram a seus destinatários em razão da greve.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.sintcompr.com.br.