fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:52 Sem categoria

G20 tem “autoridade moral” para concentrar discussões sobre crise mundial, diz Lula

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender hoje (13) que o G20 concentre todas as discussões sobre a atual crise financeira internacional. Para Lula, o grupo de países em desenvolvimento tem “autoridade moral” para isso, uma vez que representa quase 80% da riqueza mundial.

“Poderemos criar outros grupos pra discutir outros assuntos. Para cada assunto você reúne quem você quiser, agora, na questão econômica, precisamos definir que o G20 é que tem que decidir as regras que vão controlar o sistema financeiro e vai reger a economia mundial daqui pra frente”, disse, durante o programa semanal Café com o Presidente.

Lula lembrou ainda que o mundo não se constitui apenas dos países-membros do G20 e que países menores também devem ter espaço para participar. Ele defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) seja uma “referência” para envolver países pequenos nas discussões.

“Se um país de 1,3 bilhão de habitantes, como a China, tem responsabilidade, e uma ilha de 300 mil habitantes também tem. Ninguém pode querer ter a hegemonia de achar que determinados grupos de países são os que decidem.”

Para ele, o cenário é de “otimismo” em relação à próxima reunião do G20, marcada para setembro. Ele destacou, entretanto, que as decisões já tomadas pelo grupo – como injetar dinheiro no Fundo Monetário Internacional (FMI) e discutir a Rodada Doha – levam tempo.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

=====================================================

Lula diz que há consciência sobre gravidade do problema das mudanças climáticas

Brasília – Ao comentar as discussões sobre questões climáticas na última reunião do G8, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (13) que há “uma consciência coletiva de que o problema é grave”. Para Lula, houve avanço no tema, uma vez que os países desenvolvidos “estão dispostos a discutir pontos que antes não discutiam”.

No programa semanal Café com o Presidente, ele destacou a importância de a Organização das Nações Unidas (ONU) elaborar um relatório que responsabilize cada país pela quantidade de emissão de gases de efeito estufa, por exemplo. Lula criticou ainda a criação de fundos para valorizar o sequestro de carbono.

“Os países ricos, que têm dinheiro, vão pagar para os países pobres plantarem mais florestas para fazer sequestro de carbono, enquanto eles vão continuar poluindo. Esse acordo tem que ser de dupla mão”, disse. De acordo com o presidente, o tema chegou a ser discutido durante a reunião, mas não houve conclusão por conta de divergências entre países membros do G5 e do G8.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

=====================================================

Lula defende que G20 concentre a discussão sobre a crise financeira mundial

Apresentador: Olá você em todo Brasil. Eu sou Luciano Seixas e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá presidente, como vai, tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente o senhor participou da última reunião conjunta do G8 e do G5 na Itália. Um dos pontos discutidos foi a questão do meio ambiente. Houve avanços, presidente?

Presidente: Luciano eu penso que está havendo avanço nesta discussão. Os países ricos já estão dispostos a discutir coisas que antes não discutiam. Os Estados Unidos estão assumindo a responsabilidade de discutir esse tema, coisa que eles não fizeram desde que foi assinado o Protocolo de Quioto e eu penso que nós vamos chegar a um acordo para o encontro de Copenhague, em dezembro, onde nós vamos discutir a questão climática. Veja, nós precisamos tomar cuidado para que as Nações Unidas tenham um relatório que possam responsabilizar com números cada país. Tanto na quantidade de emissões de gases do efeito estufa, quanto na quantidade de seqüestro de carbono que esses países possam fazer. Outra coisa que nós não aceitamos é que tem países que estão criando um fundo para valorizar o seqüestro de carbono e eu disse que não é possível discutir apenas o seqüestro de carbono sem discutir o controle de emissão de gases de efeito estufa. Por que? Porque senão o que vai acontecer? Os países ricos, que tem dinheiro, vão pagar para os países pobres plantarem mais florestas para fazer seqüestro de carbono, enquanto eles vão continuar poluindo. Ou seja, esse acordo tem que ser um acordo de dupla mão, ou seja, ao mesmo tempo que os países tem que assumir o compromisso de que vão diminuir a emissão de gases de efeito estufa, os outros países vão discutir a necessidade de aumentar, a possibilidade de seqüestro de carbono. Isso avançou bastante, foi um tema discutido, mas não concluído porque a posição do G5 era diferente da posição do G8 e ao mesmo tempo tem que ver qual a responsabilidade de cada país. Ou seja, um país que começou seu processo de industrialização há 150 anos atrás ele tem mais responsabilidade do que um país que começou ontem, por exemplo os Estados Unidos têm mais responsabilidade que a China, a Europa tem mais responsabilidade do que a América do Sul, que a África. Portanto, é prudente que a gente faça a discussão com seriedade, cada um assuma a responsabilidade, é um tema que envolve todo mundo, do mais pobre ao mais rico e portanto todos têm que ter responsabilidade. O que é importante é que há uma consciência coletiva de que o problema é grave e que todos nós temos que cuidar disso com muita responsabilidade.

Apresentador: Alguns líderes defenderam que não é possível discutir questões mundiais, como a crise financeira, apenas com a representatividade do G8. Com isso dá pra dizer que a posição brasileira sobre o assunto prevaleceu?

Presidente: Eu não diria a posição brasileira, eu diria que tem uma divergência que é fundamental, ou seja, primeiro nós não podemos questionar a existência do G8,o G8 pode existir e discutir o assunto que quiser. Agora, nós estabelecemos a criação do G20 para discutir a crise financeira. Nós poderemos criar outros grupos pra discutir outros assuntos ou tentar levar para o G20 discussões importantes, como a questão do clima, como a questão da Rodada de Doha, ou seja, o acordo sobre o comércio internacional, a questão do controle do sistema financeiro, nós poderemos levar para o G20 isso que tem mais representatividade. Só pra você ter idéia e os nossos ouvintes, Luciano, o G20 representa praticamente 80% da riqueza mundial, representa uma grande parcela da população mundial e portanto ele tem autoridade moral para fazer isso. Mas é importante que a gente não se esqueça nunca que o mundo não é constituído apenas pelos países do G20, e nós achamos que em vários temas os países menores tem que participar. Por isso que nós defendemos que a ONU (Organização das Nações Unidas) também seja referência para envolver os países pequenos, porque se um país de 1,3 bilhão de habitantes como a China tem responsabilidade, uma ilha de 300 mil habitantes também tem responsabilidade. Portanto, ninguém pode querer ter a hegemonia de achar que determinados grupos de países são os que decidem, não. Ou seja, para cada assunto você reúne quem você quiser, agora na questão econômica nós precisamos definir que o G20 é que tem que decidir as regras que vão controlar o sistema financeiro e vai reger a economia mundial daqui pra frente.

Apresentador: Você está ouvindo Café com Presidente, programa de rádio do presidente Lula. Depois desse encontro do G8 mais o G5 e das discussões que foram feitas, qual o cenário para a próxima reunião do G20 marcada para setembro, presidente?

Presidente: É um cenário de otimismo porque todo mundo sabe que até agora as decisões que nós tomamos, elas estão sendo implementadas e isso leva tempo. Por exemplo, colocar dinheiro no FMI (Fundo Monetário Internacional), fazer com que o Banco Mundial tenha mais dinheiro para ajudar nos projetos de desenvolvimento dos países mais pobres, é importante; discutir a Rodada de Doha para ver se a gente conclui, ou pelo menos delega mais poderes aos nossos membros, aliás o G8 já determinou à comissão que negocia que até 2010 tem que decidir a Rodada de Doha. Eu até falei para Pascal Lamy (diretor geral da Organização Mundial do Comércio), que é o homem que coordena as negociações, que 2010 não é dezembro, é janeiro de 2010 ou fevereiro pra que seja uma coisa feita com uma certa rapidez para que o acordo na Organização Mundial do Comércio possa trazer benefícios para os países que sofreram o problema da crise.

Apresentador: Muito obrigado presidente Lula e até a próxima segunda-feira.

Presidente: Obrigado você Luciano e até a próxima segunda-feira.

Apresentador: O Café com Presidente volta na próxima segunda, até lá.

==================================================

Lula espera avanços na reunião do G-8 em relação à crise internacional

Apresentador: Olá, você em todo o Brasil, eu sou o Luciano Seixas e começamos agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá presidente, como vai, tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, nós estamos aqui nos estúdios da EBC Serviços, em Brasília, e o senhor está em Paris, na França, onde concede entrevista a veículos da imprensa internacional. À noite, em jantar com o primeiro-ministro de Portugal, vai receber um prêmio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Prêmio da Paz, entregue à pessoas ou instituições que tenham feito alguma contribuição significativa para promoção, garantia ou manutenção da paz. E amanhã vai para a Itália. O que o senhor pode ressaltar desses seus encontros internacionais, presidente?

Presidente: Olha, eu penso que de todas as coisas que eu vou fazer Luciano, a mais importante é a reunião do G-8 a partir do dia 8, na Itália. Porque é a primeira reunião do G-8 realizada no momento da crise econômica financeira que abalou o mundo e que ainda está abalando o mundo e eu espero que haja um avanço, por quê? Porque na verdade o grande fórum de discussões das questões econômicas deveria ser o G-20, que vamos ter a próxima reunião por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro. Agora, obviamente que estando reunido os países mais ricos do mundo com os cinco países, sabe, Rússia, China, Índia, Brasil e México, ou seja, esse tema obviamente que será discutido, porque os efeitos da crise econômica são graves e muito mais graves nos países mais pobres, sobretudo os países africanos, os países da América Central, do Caribe. E eu estou vendo pouca coisa acontecer por parte dos países ricos, na ajuda que deveriam dar. Nós precisamos cobrar as coisas que nós decidimos que o FMI iria fazer, que o Banco Mundial iria fazer, e acho que essa reunião é extremamente importante. E nós, obviamente, que vamos querer discutir a questão da segurança alimentar com muito mais ênfase porque segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação) nós temos mais de um bilhão de seres humanos passando fome hoje e numa reunião em que está presente os presidentes dos países mais importantes, nós não podemos deixar de discutir esse assunto até porque o Brasil tem lição para dar. O Brasil tem experiência. Porque nós, ainda em julho do ano passado, antes da crise, nós criamos um programa chamado Mais Alimentos, financiamos tratores, máquinas agrícolas, aumentamos a compra de alimento por parte do governo federal e o sucesso do programa é extraordinário hoje e poderia servir de exemplo para que os países ricos ajudassem os países mais pobres a terem uma cópia desse programa, ou algo similar a esse programa. Portanto, esse é um assunto extremamente importante e nós estamos preparados para discutir. Nós temos vários países que tem acordo com o Brasil, a França, sobretudo, pensa muito parecido com o Brasil. Nós vamos ter a mesma posição, certamente, com o primeiro-ministro Gordon Brown com a China, com a Índia, com a Rússia, com a África do Sul, com o México, portanto nós vamos chegar numa posição confortável de discutir, em condições de igualdade, com os países chamados países ricos do mundo. Agora, a verdade é que a situação está tão complicada que hoje é muito difícil os países ricos tomarem posição que não leve em conta os chamados BRICs, o chamados países emergentes, dos quais faz parte o Brasil.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Agora mudando um pouco de assunto, o senhor sancionou semana passada a lei que anistia estrangeiros em situação irregular no Brasil. O que que representa essa ação?

Presidente: Luciano, essa ação é mais uma lição que a gente vai dar ao chamado mundo desenvolvido, porque enquanto eles estão perseguindo os imigrantes, enquanto eles estão tentando passar para a sociedade de que parte do desemprego quem sofre em primeiro lugar é o imigrante, no Brasil nós assinamos uma lei dando um reconhecimento aos imigrantes brasileiros. Ou seja, portanto nós vamos dar os mesmos direitos que nós damos aos nossos compatriotas no Brasil, com exceção daqueles direitos que são exclusivos dos brasileiros. Entre esses direitos, nós vamos garantir, primeiro, a liberdade de circulação no território nacional, o pleno acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde pública e à justiça. Ou seja, na verdade o que nós fizemos foi dizer para os imigrantes, vocês são nossos irmãos, vocês estão aqui para ajudar o Brasil a crescer, até porque o Brasil é um país que foi construído por imigrantes, ou seja, essa mistura de portugueses, índios, europeus, africanos, é que deu ao Brasil essa coisa maravilhosa que é o Brasil.

Apresentador: Presidente, como é que vai funcionar isso na prática?

Presidente: Luciano, primeiro serão atendidos todos os estrangeiros que ingressaram no Brasil até o dia 1º de fevereiro deste ano e que estejam em situação imigratória irregular, aí sim eles poderão requerer residência provisória por dois anos num primeiro momento. Também lançamos, semana passada, um documento chamado certidão negativa de naturalização. É uma nova ferramenta que vai permitir, via internet, a expedição para a naturalização de um estrangeiro no país de forma rápida, segura e transparente. O que demorava um ano e meio, dois anos, então, agora vai ser feito em poucos dias numa demonstração do tratamento especial que o Brasil quer dar aos nossos irmãos que vieram de outros países para tentar a sorte no Brasil.

Apresentador: Muito obrigado presidente Lula e até a próxima semana.

Presidente: Obrigado à você, Luciano e até a próxima semana, onde estarei fazendo o Café com presidente lá do Palácio da Alvorada, um abraço.

Apresentador: Um abraço. O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO http://cafe.radiobras.gov.br.

Close