Da Redação
Em São Paulo
Os bancos vêm ganhando cada vez mais dinheiro com tarifas, constatam pesquisas de diferentes instituições. Segundo a agência de classificação de risco Austin Rating, 20% dos ganhos dos bancos hoje são correspondentes a tarifas impostas ao consumidor.
A agência erificou que a receita com tarifas bancárias cresceu quase oito vezes desde o Plano Real (1994) e dobrou durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atingindo R$ 52,8 bilhões em dezembro do ano passado.
O crescimento da receita com tarifa acompanha o forte aumento de preços imposto pelos bancos. Entre janeiro de 2000 e julho de 2007, o valor cobrado por esses serviços mais que duplicou: subiu 160%, ante uma inflação em torno de 55%, afirma levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas).
Somente no período de um ano encerrado no sétimo mês de 2007, as tarifas ficaram 20% mais caras, adicionou a Fipe – isso em um cenário de inflação menor do que 5%.
Taxas variam 460%
As cestas dos serviços mais freqüentes na vida de quem possui uma conta-corrente podem ser até 5,6 vezes (ou 460%) mais caras dependendo do banco escolhido, diz estudo da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) com 12 bancos.
O pacote básico de tarifas do banco Safra, por exemplo, custa R$ 120, contra R$ 672 da MultiCesta 2 do banco Real, que possui os mesmos serviços.
A Fundação Procon de São Paulo traz um dado diferente. Segundo a entidade, a maior diferença na cobrança de tarifa avulsa ocorre no serviço manutenção do cartão magnético: enquanto a Nossa Caixa cobra R$ 6, o Safra cobra R$ 1,67, o que representa uma diferença de 259,28%.
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