“O Banestado era usado para empréstimos que qualquer banco particular não teria fornecido”, disse Gionédis.
O ex-secretário da Fazenda do governo Jaime Lerner, Giovane Gionédis, em seu depoimento na manhã desta terça-feira, aos membros da CPI do Banestado, acusou a gestão anterior a Lerner pelos problemas com o banco.
Em seu depoimento, Gionédis disse que 67% das irregularidades do Banestado são anteriores a 1994, ou seja, anteriores ao governo Jaime Lerner. Os outros 33%, segundo ele, são do período de 1995 a 1997 e decorrentes de dívidas. “O Banestado era usado para empréstimos que qualquer banco particular não teria fornecido”, contou. O ex-secretário entregou também à Comissão documentos e atas do banco para comprovar seu depoimento. Segundo ele, em 1996, o Banestado precisava de R$ 900 milhões para saldar suas dívidas e, na época da privatização, a soma chegou a R$ 5,6 bilhões.
Após ser intimado cinco vezes, ex-secretário compareceu nesta terça ao plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba, acompanhado de sua mulher e do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão. O depoimento foi tranqüilo e durou cerca de duas horas.
A CPI investiga irregularidades na avaliação do banco para a sua privatização, efetuada pelo consórcio dos Bancos Fator e CCF Brasil.
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Por Mhais• 11 de novembro de 2003• 09:31• Sem categoria
GIONÉDIS ACUSA GESTÃO ANTERIOR A LERNER DE IRREGULARIDADES
“O Banestado era usado para empréstimos que qualquer banco particular não teria fornecido”, disse Gionédis.
O ex-secretário da Fazenda do governo Jaime Lerner, Giovane Gionédis, em seu depoimento na manhã desta terça-feira, aos membros da CPI do Banestado, acusou a gestão anterior a Lerner pelos problemas com o banco.
Em seu depoimento, Gionédis disse que 67% das irregularidades do Banestado são anteriores a 1994, ou seja, anteriores ao governo Jaime Lerner. Os outros 33%, segundo ele, são do período de 1995 a 1997 e decorrentes de dívidas. “O Banestado era usado para empréstimos que qualquer banco particular não teria fornecido”, contou. O ex-secretário entregou também à Comissão documentos e atas do banco para comprovar seu depoimento. Segundo ele, em 1996, o Banestado precisava de R$ 900 milhões para saldar suas dívidas e, na época da privatização, a soma chegou a R$ 5,6 bilhões.
Após ser intimado cinco vezes, ex-secretário compareceu nesta terça ao plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba, acompanhado de sua mulher e do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão. O depoimento foi tranqüilo e durou cerca de duas horas.
A CPI investiga irregularidades na avaliação do banco para a sua privatização, efetuada pelo consórcio dos Bancos Fator e CCF Brasil.
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