FELIPE FREIRE
RICARDO MIGNONE
da Folha Online, em Brasília
No dia em que os servidores federais fizeram a primeira greve da “era Lula”, o governo federal anunciou –por meio de dois de seus principais representantes– que já concorda em promover mudanças no texto da reforma da Previdência.
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, admitiu a possibilidade de mudanças na proposta de reforma encaminhada pelo governo ao Congresso. Dirceu, no entanto, não mencionou em que pontos o governo estaria disposto a ceder.
Também em resposta à greve deflagrada pelos servidores (40% deles pararam nesta terça, segundo os grevistas), o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou que a proposta de reforma da Previdência será alterada pelos deputados.
“Vamos produzir muitas mudanças nas reformas”, afirmou. “As pessoas não estão observando o que está acontecendo no Congresso, a quantidade de reuniões que temos processado”, disse.
STF e Lula
Horas depois das declarações do primeiro escalão do governo, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Maurício Corrêa, afirmaria (no início da noite) que o governo está mesmo disposto a mudar pontos da reforma da Previdência.
Segundo Corrêa, as mudanças seriam a manutenção da integralidade dos salários dos servidores aposentados e a paridade entre os reajustes dos ativos e dos inativos, que seriam idênticas.
Já para o ministro Dirceu, as possíveis alterações no texto da reforma, exigidas pelos grevistas devem ser negociadas com as lideranças dos partidos e com o relator da proposta de reforma na comissão especial da Câmara, deputado José Pimentel (PT-CE).
“O ministro Berzoini [da Previdência, Ricardo] está acompanhando as negociações no Congresso e eu acredito que existe a possibilidade real de avançarmos para uma alternativa, uma solução”, disse.
A orientação do governo, conforme expressa Dirceu, é de que qualquer alteração na reforma valha para todos os beneficiários da Previdência. “Qualquer mudança na reforma da Previdência depende do Congresso Nacional e do ponto de vista do governo ela deve ser extensiva a todos os servidores públicos.”
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Por Mhais• 9 de julho de 2003• 10:08• Sem categoria
GOVERNO ADMITE MUDAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM MEIO A GREVE “FEDERAL”
FELIPE FREIRE
RICARDO MIGNONE
da Folha Online, em Brasília
No dia em que os servidores federais fizeram a primeira greve da “era Lula”, o governo federal anunciou –por meio de dois de seus principais representantes– que já concorda em promover mudanças no texto da reforma da Previdência.
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, admitiu a possibilidade de mudanças na proposta de reforma encaminhada pelo governo ao Congresso. Dirceu, no entanto, não mencionou em que pontos o governo estaria disposto a ceder.
Também em resposta à greve deflagrada pelos servidores (40% deles pararam nesta terça, segundo os grevistas), o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou que a proposta de reforma da Previdência será alterada pelos deputados.
“Vamos produzir muitas mudanças nas reformas”, afirmou. “As pessoas não estão observando o que está acontecendo no Congresso, a quantidade de reuniões que temos processado”, disse.
STF e Lula
Horas depois das declarações do primeiro escalão do governo, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Maurício Corrêa, afirmaria (no início da noite) que o governo está mesmo disposto a mudar pontos da reforma da Previdência.
Segundo Corrêa, as mudanças seriam a manutenção da integralidade dos salários dos servidores aposentados e a paridade entre os reajustes dos ativos e dos inativos, que seriam idênticas.
Já para o ministro Dirceu, as possíveis alterações no texto da reforma, exigidas pelos grevistas devem ser negociadas com as lideranças dos partidos e com o relator da proposta de reforma na comissão especial da Câmara, deputado José Pimentel (PT-CE).
“O ministro Berzoini [da Previdência, Ricardo] está acompanhando as negociações no Congresso e eu acredito que existe a possibilidade real de avançarmos para uma alternativa, uma solução”, disse.
A orientação do governo, conforme expressa Dirceu, é de que qualquer alteração na reforma valha para todos os beneficiários da Previdência. “Qualquer mudança na reforma da Previdência depende do Congresso Nacional e do ponto de vista do governo ela deve ser extensiva a todos os servidores públicos.”
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