(Brasília) Mais de 117,5 mil famílias brasileiras foram assentadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) até esta quinta-feira. O resultado já é recorde e supera a meta prevista pelo governo federal, de assentar 115 mil famílias neste ano, com mais de uma semana de antecedência do prazo final. Os números finais serão conhecidos na segunda quinzena de janeiro, após o processamento de todas as atividades do ano de 2005 e das projeções, inclusive orçamentárias, para o ano de 2006.
A conquista foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart, em coletiva para a imprensa, nesta quinta-feira, em Brasília. Segundo o ministro, são mais de 500 mil brasileiros que passam a ter acesso à terra e novas perspectivas de trabalho e renda. “O grande destaque dos assentamentos fica por conta das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. E, principalmente, para o Pará, que historicamente registra o maior número de conflitos relacionados à terra e de número de acampados”, destacou.
Segundo Rosseto, os números indicam ainda que o país está no caminho certo para alcançar também a meta de garantir terra a 400 mil famílias até o fim do governo Lula.
Inclusão Social – Integrante do núcleo agrário do PT, o deputado João Grandão (MS) afirmou que os dados comprovam que o governo está cumprindo uma bandeira historicamente defendida pelo PT. “A bandeira de inclusão social por meio da reforma agrária”, disse.
O deputado avaliou que o recorde de assentamentos é significativo também por valorizar a agricultura familiar. “A agricultura familiar gera o maior percentual de emprego no campo, com a produção de arroz, feijão ou milho e carne de aves e suínos. Os assentamentos do atual governo demonstram compromisso do governo com o acesso à terra, ao crédito e à assistência técnica”, acrescentou.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2005, cerca de R$ 204 milhões foram investidos em obras de infra-estrutura como parte dos trabalhos de desenvolvimento rural em todo o país, além de outros R$ 181 milhões para implementação de assistência técnica no campo. Também na parte de créditos, os incentivos foram recordes: a estimativa é que R$ 9 bilhões sejam liberados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Plano Safra 2005/2006.
Infra-estrutura – Para a deputada Luci Choinacki (PT-SC), as atuais condições de infra-estrutura dos assentamentos os diferenciam daqueles do governo anterior. Segundo ela, na gestão passada os assentamentos eram caracterizados pela falta de estradas, energia elétrica e investimentos. No atual governo, são alvos de políticas de investimento.
“Enquanto no governo passado os assentados não tinham incentivo em permanecer na terra por total abandono por parte do estado, na gestão do atual governo federal, houve a valorização do assentado e do assentamento como espaço de vida. Tenho conversado com assentados e o sentimento deles é de que há respeito e valorização que se traduzem em estradas, energia e condições para que possam se estabilizar socialmente e economicamente”, acrescentou.
Fonte: Informes
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Por Mhais• 26 de dezembro de 2005• 15:17• Sem categoria
Governo assenta número recorde de famílias e bate meta
(Brasília) Mais de 117,5 mil famílias brasileiras foram assentadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) até esta quinta-feira. O resultado já é recorde e supera a meta prevista pelo governo federal, de assentar 115 mil famílias neste ano, com mais de uma semana de antecedência do prazo final. Os números finais serão conhecidos na segunda quinzena de janeiro, após o processamento de todas as atividades do ano de 2005 e das projeções, inclusive orçamentárias, para o ano de 2006.
A conquista foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart, em coletiva para a imprensa, nesta quinta-feira, em Brasília. Segundo o ministro, são mais de 500 mil brasileiros que passam a ter acesso à terra e novas perspectivas de trabalho e renda. “O grande destaque dos assentamentos fica por conta das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. E, principalmente, para o Pará, que historicamente registra o maior número de conflitos relacionados à terra e de número de acampados”, destacou.
Segundo Rosseto, os números indicam ainda que o país está no caminho certo para alcançar também a meta de garantir terra a 400 mil famílias até o fim do governo Lula.
Inclusão Social – Integrante do núcleo agrário do PT, o deputado João Grandão (MS) afirmou que os dados comprovam que o governo está cumprindo uma bandeira historicamente defendida pelo PT. “A bandeira de inclusão social por meio da reforma agrária”, disse.
O deputado avaliou que o recorde de assentamentos é significativo também por valorizar a agricultura familiar. “A agricultura familiar gera o maior percentual de emprego no campo, com a produção de arroz, feijão ou milho e carne de aves e suínos. Os assentamentos do atual governo demonstram compromisso do governo com o acesso à terra, ao crédito e à assistência técnica”, acrescentou.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2005, cerca de R$ 204 milhões foram investidos em obras de infra-estrutura como parte dos trabalhos de desenvolvimento rural em todo o país, além de outros R$ 181 milhões para implementação de assistência técnica no campo. Também na parte de créditos, os incentivos foram recordes: a estimativa é que R$ 9 bilhões sejam liberados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Plano Safra 2005/2006.
Infra-estrutura – Para a deputada Luci Choinacki (PT-SC), as atuais condições de infra-estrutura dos assentamentos os diferenciam daqueles do governo anterior. Segundo ela, na gestão passada os assentamentos eram caracterizados pela falta de estradas, energia elétrica e investimentos. No atual governo, são alvos de políticas de investimento.
“Enquanto no governo passado os assentados não tinham incentivo em permanecer na terra por total abandono por parte do estado, na gestão do atual governo federal, houve a valorização do assentado e do assentamento como espaço de vida. Tenho conversado com assentados e o sentimento deles é de que há respeito e valorização que se traduzem em estradas, energia e condições para que possam se estabilizar socialmente e economicamente”, acrescentou.
Fonte: Informes
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