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GOVERNO FEDERAL DEVE DESTINAR R$ 13 BILHÕES PARA ÁREA SOCIAL

PT Notícias

Os ministérios da área social receberão mais recursos orçamentários neste ano em comparação com os valores do ano passado. Entre os maiores beneficiados, estão os ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego.

Também foram favorecidas as novas pastas ministeriais, como a da Assistência Social – antiga Secretaria de Assistência e Promoção Social, que fazia parte do então Ministério da Previdência e Assistência Social. Outros favorecidos são o Ministério do Turismo, um desmembramento do Ministério do Esporte que levou grande parte da verba do setor; e a pasta das Cidades, criada no ano passado pelo governo Lula.

O relator do Orçamento 2004, deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) disse, segundo informações da Agência Câmara nesta quarta-feira, que a distribuição dos recursos para a área social foi construída de forma realista para tornar mínima a possibilidade de contingenciamento.

A Presidência da República e o Ministério do Planejamento aumentaram seus recursos em 50% em relação a 2003. Também ampliaram suas dotações os ministérios da Previdência Social, da Agricultura, da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores e da Cultura. O Ministério da Defesa manteve praticamente as mesmas verbas do ano passado.

A lista dos setores que sofreram redução de recursos inclui os ministérios da Educação; Transportes; Desenvolvimento Agrário; Integração Nacional; Minas e Energia; Justiça; Fazenda; e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Embora boa parte dos recursos dos ministérios esteja reservada a despesas administrativas e de pessoal, a folga orçamentária obtida por alguns deles permitirá a realização de investimentos. Aquinhoado com a maior fatia do orçamento deste ano (quase R$ 130 bilhões, cerca de 20% acima de 2003), o Ministério da Previdência Social usará R$ 87 bilhões no pagamento de aposentadorias e pensões aos brasileiros.

Com a sobra orçamentária, vai investir R$ 312 milhões na área de processamento de dados de benefícios; R$ 310 milhões no funcionamento de suas unidades descentralizadas em todo o país; cerca de R$ 1,6 bilhão no pagamento de salários-maternidade; e R$ 10 bilhões em auxílios-doença e reclusão.

O Ministério da Ciência e Tecnologia, cujos recursos orçamentários aumentaram em 8%, reservou R$ 278 milhões à concessão de bolsas de formação e qualificação de pesquisadores em nível nacional. Outros R$ 207 milhões serão aplicados na fabricação de combustível nuclear nacional. Os projetos de implantação e recuperação da infra-estrutura de pesquisa das instituições públicas contarão com R$ 134 milhões.

Com 20% a mais de recursos orçamentários em relação a 2003, o Ministério da Saúde investirá R$ 450 milhões em imunobiológicos para prevenção e controle de doenças; R$ 130 milhões na saúde dos povos indígenas; R$ 122 milhões no Cartão Nacional de Saúde; e R$ 31 milhões no Sistema Nacional de Informações em Saúde.

Entre os órgãos ligados ao ministério, a Fundação Nacional de Saúde conta a maior verba (R$ 3,1 bilhão), seguida pela Fundação Osvaldo Cruz (R$ 481 milhões) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (R$ 244 milhões). O Fundo Nacional de Saúde contará com R$ 32,1 bilhões.

Emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego ampliou em cerca de 20% os seus recursos orçamentários, dos quais R$ 7 bilhões serão usados no pagamento do seguro-desemprego; R$ 1,9 bilhão em abono salarial; e R$ 96 milhões especificamente no seguro-desemprego dos pescadores artesanais. Outros R$ 92 milhões serão destinados a estimular empregadores a contratar jovens por intermédio do programa Primeiro Emprego.

No Ministério da Assistência Social, a maior parte dos R$ 8,1 bilhões previstos no orçamento será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social. Os recursos estão diluídos em várias áreas, como a de proteção a idosos, geração de renda para populações carentes e atendimento a dependentes químicos. As maiores fatias do orçamento, porém, serão aplicadas no pagamento de benefícios como a renda mensal vitalícia por invalidez (R$ 1,2 bilhão) ou por idade (R$ 600 milhões); e a prestação continuada a portadores de deficiência (R$ 3,3 bilhões) e a idosos (R$ 2,1 bilhões).

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Os ministérios da área social receberão mais recursos orçamentários neste ano em comparação com os valores do ano passado. Entre os maiores beneficiados, estão os ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego.
Também foram favorecidas as novas pastas ministeriais, como a da Assistência Social – antiga Secretaria de Assistência e Promoção Social, que fazia parte do então Ministério da Previdência e Assistência Social. Outros favorecidos são o Ministério do Turismo, um desmembramento do Ministério do Esporte que levou grande parte da verba do setor; e a pasta das Cidades, criada no ano passado pelo governo Lula.
O relator do Orçamento 2004, deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) disse, segundo informações da Agência Câmara nesta quarta-feira, que a distribuição dos recursos para a área social foi construída de forma realista para tornar mínima a possibilidade de contingenciamento.
A Presidência da República e o Ministério do Planejamento aumentaram seus recursos em 50% em relação a 2003. Também ampliaram suas dotações os ministérios da Previdência Social, da Agricultura, da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores e da Cultura. O Ministério da Defesa manteve praticamente as mesmas verbas do ano passado.
A lista dos setores que sofreram redução de recursos inclui os ministérios da Educação; Transportes; Desenvolvimento Agrário; Integração Nacional; Minas e Energia; Justiça; Fazenda; e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Embora boa parte dos recursos dos ministérios esteja reservada a despesas administrativas e de pessoal, a folga orçamentária obtida por alguns deles permitirá a realização de investimentos. Aquinhoado com a maior fatia do orçamento deste ano (quase R$ 130 bilhões, cerca de 20% acima de 2003), o Ministério da Previdência Social usará R$ 87 bilhões no pagamento de aposentadorias e pensões aos brasileiros.
Com a sobra orçamentária, vai investir R$ 312 milhões na área de processamento de dados de benefícios; R$ 310 milhões no funcionamento de suas unidades descentralizadas em todo o país; cerca de R$ 1,6 bilhão no pagamento de salários-maternidade; e R$ 10 bilhões em auxílios-doença e reclusão.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, cujos recursos orçamentários aumentaram em 8%, reservou R$ 278 milhões à concessão de bolsas de formação e qualificação de pesquisadores em nível nacional. Outros R$ 207 milhões serão aplicados na fabricação de combustível nuclear nacional. Os projetos de implantação e recuperação da infra-estrutura de pesquisa das instituições públicas contarão com R$ 134 milhões.
Com 20% a mais de recursos orçamentários em relação a 2003, o Ministério da Saúde investirá R$ 450 milhões em imunobiológicos para prevenção e controle de doenças; R$ 130 milhões na saúde dos povos indígenas; R$ 122 milhões no Cartão Nacional de Saúde; e R$ 31 milhões no Sistema Nacional de Informações em Saúde.
Entre os órgãos ligados ao ministério, a Fundação Nacional de Saúde conta a maior verba (R$ 3,1 bilhão), seguida pela Fundação Osvaldo Cruz (R$ 481 milhões) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (R$ 244 milhões). O Fundo Nacional de Saúde contará com R$ 32,1 bilhões.
Emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego ampliou em cerca de 20% os seus recursos orçamentários, dos quais R$ 7 bilhões serão usados no pagamento do seguro-desemprego; R$ 1,9 bilhão em abono salarial; e R$ 96 milhões especificamente no seguro-desemprego dos pescadores artesanais. Outros R$ 92 milhões serão destinados a estimular empregadores a contratar jovens por intermédio do programa Primeiro Emprego.
No Ministério da Assistência Social, a maior parte dos R$ 8,1 bilhões previstos no orçamento será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social. Os recursos estão diluídos em várias áreas, como a de proteção a idosos, geração de renda para populações carentes e atendimento a dependentes químicos. As maiores fatias do orçamento, porém, serão aplicadas no pagamento de benefícios como a renda mensal vitalícia por invalidez (R$ 1,2 bilhão) ou por idade (R$ 600 milhões); e a prestação continuada a portadores de deficiência (R$ 3,3 bilhões) e a idosos (R$ 2,1 bilhões).

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