sla Margarati (Venezuela) – Os sete países que aderiram à proposta de criação do Banco do Sul estarão assinando hoje (27), na 2ª Cimeira de Chefes de Estado e de Estado da América do Sul e África, na Venezuela, o ato de constituição do banco de fomento que vai servir de instrumento para a integração e o desenvolvimento do Continente Sul-Americano.
Já estão definidos, no documento a ser assinado, o aporte de recursos que caberá a cada um dos sete signatários, bem como os dos cinco países que ainda não aderiram à iniciativa e que terão cerca de seis meses para fazê-lo.
O capital inicial do Banco do Sul deverá ser da ordem de US$ 20 bilhões, e será um importante passo no fortalecimento da Unasul, além de um instrumento na integração regional e de agente facilitador das operações comerciais entre os países da região.
Já assinaram o acordo de adesão ao Banco do Sul, além do Brasil e da Venezuela, o Equador, a Bolívia, Argentina, o Paraguai e Uruguai.
Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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Aumenta participação dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional
Brasília – O G20, grupo das maiores economias mundiais, vai se tornar o principal fórum da economia mundial, substituindo o G8, que reúne as sete nações mais ricas e a Rússia. Essa foi uma das principais conquistas do Brasil e outros países emergentes, que pleiteavam mais força nas decisões mundiais.
A reunião de Cúpula do G20, que ocorre em Pittsburgh, no estado norte-americano da Pensilvânia, teve também como resultado a definição de uma maior participação dos países emergentes que integram o Bric – Brasil, Rússia, India e China – no Fundo Monetário Internacional (FMI).
O documento do G20 afirma que há um consenso em aumentar a participação dos emergentes em, pelo menos, 5% na próxima revisão de cotas que será concluída em 2012. O presidente Lula disse que a negociação foi difícil, mas satisfatória. Para ele, essa, talvez, tenha sido a reunião mais importante do G20 até hoje.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o G20 tem dado passos importantes para a recuperação da economia mundial e disse que o pacote de estímulo vai continuar até que o nível de emprego seja retomado. Na cúpula, também ficou acertado que o grupo irá estabelecer regras mais duras sobre o capital dos bancos até 2012.
Enquanto os chefes de Estado discutiam questões relativas à economia mundial, mais de 30 mil manifestantes protestavam em frente ao prédio da reunião contra o que chamaram de “cobiça do capitalismo”.
O policiamento foi reforçado e, para conter os protestos, a polícia disparou balas de borracha e gás lacrimogêneo. Mas, enquanto do lado de fora o clima era de conflito, do lado de dentro, os chefes de Estado se cumprimentavam cordialmente. Durante a foto oficial, o presidente Lula ficou o tempo todo ao lado do presidente Barack Obama.
Por Ana Luísa Médici – Repórter da EBC . Edição: Lana Cristina.
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