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Greve dos bancários permanece forte nesta segunda-feira

Em todo o Brasil, os bancários entram nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, na terceira semana de greve. Apesar da repressão dos banqueiros e das direções de bancos públicos, que se utilizam de interditos proibitórios e da Polícia para barrar o movimento, o índice de paralisação é bastante significativo e atinge 200 mil trabalhadores de 27 capitais e de mais de 105 sindicatos do interior.
Vários sindicatos realizam assembléias no final da tarde e início da noite de hoje, para deliberar pela manutenção da greve nacional da categoria bancária, como no caso de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Ontem, assembléias organizativas para preparar a continuidade da greve a partir desta semana ocorreram em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Porto Alegre (RS) e Pernambuco.
No caso do Ceará, despacho concedido pelo TRT/CE (Tribunal Regional do Trabalho) da 7ª Região, com base em pedido do Ministério Público do Trabalho para instauração de dissídio coletivo, impõe limites à atuação sindical ao estabelecer, a partir desta segunda-feira, o retorno de 40% dos trabalhadores de cada agência bancária paralisada, bem como a reativação de 100% dos postos de auto-atendimento das unidades. Se essa decisão for descumprida, o Sindicato dos Bancários do Ceará pagará multa de R$ 50 mil por dia.
Os rumos da greve no Ceará, levando em conta as limitações impostas pela Justiça, estiveram em pauta na assembléia que ocorreu ontem à noite em Fortaleza (CE). Na ocasião, os bancários decidiram manter o estado de permanente mobilização, dando continuidade à greve por tempo indeterminado, sem no entanto deixar de cumprir o estabelecido nos despachos judiciais que asseguram livre acesso às unidades bancárias.
Para o presidente da CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), Vagner Freitas, a mobilização dos bancários em todo o país demonstra que a campanha salarial unificada de 2004 está no rumo certo. E acrescentou: “Estamos procurando o caminho da negociação e quem o está evitando são os banqueiros, que apostam no enfraquecimento da greve. Por isso a mobilização da categoria bancária deve se ampliar nesta segunda-feira, principalmente no setor privado, para forçar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a apresentar proposta de reajuste salarial que atenda às reivindicações dos trabalhadores de bancos públicos e privados”.
Fonte: Fenae Net

Por 11:50 Sem categoria

Greve dos bancários permanece forte nesta segunda-feira

Em todo o Brasil, os bancários entram nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, na terceira semana de greve. Apesar da repressão dos banqueiros e das direções de bancos públicos, que se utilizam de interditos proibitórios e da Polícia para barrar o movimento, o índice de paralisação é bastante significativo e atinge 200 mil trabalhadores de 27 capitais e de mais de 105 sindicatos do interior.

Vários sindicatos realizam assembléias no final da tarde e início da noite de hoje, para deliberar pela manutenção da greve nacional da categoria bancária, como no caso de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Ontem, assembléias organizativas para preparar a continuidade da greve a partir desta semana ocorreram em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Porto Alegre (RS) e Pernambuco.

No caso do Ceará, despacho concedido pelo TRT/CE (Tribunal Regional do Trabalho) da 7ª Região, com base em pedido do Ministério Público do Trabalho para instauração de dissídio coletivo, impõe limites à atuação sindical ao estabelecer, a partir desta segunda-feira, o retorno de 40% dos trabalhadores de cada agência bancária paralisada, bem como a reativação de 100% dos postos de auto-atendimento das unidades. Se essa decisão for descumprida, o Sindicato dos Bancários do Ceará pagará multa de R$ 50 mil por dia.

Os rumos da greve no Ceará, levando em conta as limitações impostas pela Justiça, estiveram em pauta na assembléia que ocorreu ontem à noite em Fortaleza (CE). Na ocasião, os bancários decidiram manter o estado de permanente mobilização, dando continuidade à greve por tempo indeterminado, sem no entanto deixar de cumprir o estabelecido nos despachos judiciais que asseguram livre acesso às unidades bancárias.

Para o presidente da CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), Vagner Freitas, a mobilização dos bancários em todo o país demonstra que a campanha salarial unificada de 2004 está no rumo certo. E acrescentou: “Estamos procurando o caminho da negociação e quem o está evitando são os banqueiros, que apostam no enfraquecimento da greve. Por isso a mobilização da categoria bancária deve se ampliar nesta segunda-feira, principalmente no setor privado, para forçar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a apresentar proposta de reajuste salarial que atenda às reivindicações dos trabalhadores de bancos públicos e privados”.

Fonte: Fenae Net

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