Brasília – Com a greve dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), iniciada na última terça-feira (1º), a população pode sofrer atrasos no recebimento de contas ou de encomendas. Por isso, mesmo sem registro de reclamações relacionadas ao assunto até o momento, a Fundação Procon-DF orienta o consumidor sobre os cuidados que deve tomar para não ter que pagar multas ou encargos em caso de atraso no pagamento de contas.
“O fato da greve não exime o consumidor de pagar os seus débitos até o dia do vencimento”, alerta a assessora especial da presidência do Procon-DF, Ildecer Amorim..“A orientação que nós estamos dando ao consumidor é que ele busque a empresa em que ele tem conta a pagar e peça que seja fornecida outra forma de pagamento”, acrescenta.
Ildecer explica que o consumidor tem o direito a uma segunda opção de pagamento, como débito em conta provisório, boleto bancário enviado por fax ou e-mail, ou qualquer outro meio que não dependa dos serviços dos Correios.
“Caso o consumidor tenha procurado a empresa para obter outra opção de pagamento e não conseguir e ainda ser cobrada multa, deve procurar o Procon, que tomará as providências no sentido de que ele fique isento do pagamento dessas cobranças”, orienta.
A assessora também informa que, se o consumidor tiver um contrato direto com os Correios, como no caso de entrega de encomendas por Sedex, ele tem o direito de receber indenização se tiver prejuízo.
A paralisação dos trabalhadores dos Correios é por tempo indeterminado. Segundo a ECT, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá não aderiram à paralisação. Em Roraima, os trabalhadores retomaram as atividades hoje (4), de acordo com a empresa.
Por Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Em greve, trabalhadores dos Correios fazem passeata às 14h no PR; adesão sobe a 85%
:: Paralisação nacional atinge 23 Estados e o Distrito Federal. No Paraná, pelo menos 48 municípios estão em greve, incluídas todas as médias e grandes cidades ::
Em greve desde a noite da última segunda-feira (30/6), os trabalhadores dos Correios realizam daqui a pouco, a partir das 14 horas desta sexta-feira (4/7), uma passeata pelas principais ruas do Centro de Curitiba.
A passeata começa em frente à sede estadual dos Correios, localizada na esquina das ruas João Negrão e Iguaçu, no bairro Rebouças. De lá, os trabalhadores marcham rumo à Boca Maldita, tradicional ponto de discussão política da capital paranaense. A manifestação irá percorrer as ruas Getúlio Vargas, Conselheiro Laurindo e 15 de Novembro.
A expectativa é de que pelo menos 300 trabalhadores participem da passeata, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
A paralisação nacional da categoria atinge 23 Estados e o Distrito Federal. Apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins não decretaram greve.
No Paraná, a adesão à greve subiu de 70% para 85% nesta sexta-feira, conforme cálculos do Sintcom-PR. O total de correspondências que deixam de ser entregues diariamente no Estado passa de 1 milhão.
Ao longo da passeata, os trabalhadores dos Correios irão distribuir uma carta-aberta à população na qual listam os três principais motivos da paralisação:
1) O descumprimento do acordo assinado pela empresa a respeito do adicional de risco de 30% para os carteiros;
2) A tentativa de imposição do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) sem negociação com a categoria; e
3) A não revisão da participação nos lucros, distribuída de forma desigual entre os trabalhadores.
Levantamento preliminar do Sintcom-PR aponta que 48 municípios paranaenses estão em greve, incluídas todas as médias e grandes cidades do Estado.
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Reivindicações da categoria
• Incorporação do adicional de risco de 30% para os carteiros, conforme termo de compromisso assinado pelo ministro Hélio Costa (Comunicações).
• Revisão da participação nos lucros, com distribuição linear dos recursos.
• Implantação de um plano de cargos, carreiras e salários com piso salarial de R$ 1.190 (hoje o piso é de R$ 603).
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Cidades em greve no Paraná
(levantamento preliminar do Sintcom-PR)
Adrianópolis
Agudos do Sul
Almirante Tamandaré
Apucarana
Arapongas
Araucária
Balsa Nova
Bocaiúva do Sul
Cambará
Cambé
Campina Grande do Sul
Campo Largo
Campo Magro
Campo Mourão
Cascavel
Cerro Azul
Cianorte
Colombo
Contenda
Doutor Ulysses
Faxinal
Fazenda Rio Grande
Foz do Iguaçu
Francisco Beltrão
Guarapuava
Itaperuçu
Lapa
Londrina
Mandirituba
Paiçandu
Palmas
Paranavaí
Pato Branco
Pinhais
Piraquara
Ponta Grossa
Quatro Barras
Quitandinha
Rio Branco do Sul
Rio Negro
Rolândia
Santo Antônio da Platina
São José dos Pinhais
Sarandi
Tijucas do Sul
Toledo
Tunas do Paraná
Umuarama
Por Fernando César de Oliveira, assessor de imprensa do Sintcom-PR
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