Encontro na Delegacia Regional do Trabalho em Curitiba pode pôr fim a paralisação
Uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho em Curitiba pode encerrar a greve dos vigilantes que, nesta quarta-feira (4), entra no terceiro dia. Na terça-feira (3), a paralisação causou tumulto e espantou os clientes das agências bancárias de Londrina.
A expectativa do Sindicato dos Bancários é que quase 100% das agências permaneçam fechadas. “A paralisação está no mesmo nível de terça-feira. Pela manhã percorri o Calçadão central e constatei que todas as agências permanecem fechadas”, comenta o presidente da entidade, Geraldo Fausto dos Santos.
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Greve dos vigilantes fecha quase 100% das agências bancárias em Londrina
Em relação às confusões registradas no começo da tarde de terça-feira, quando manifestantes chegaram a quebrar as lanternas de um carro-forte, Santos destacou que há muita pressão por parte das empresas e dos bancos para que os vigilantes voltem ao trabalho. “Assim, quando um profissional, que tinha aderido ao movimento, volta ao trabalho acaba gerando algum conflito, mas nada que chegue a grandes proporções”, argumenta.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários, no encontro desta manhã é importante as partes envolvidas na greve chegarem a um acordo para evitar novos transtornos. A reportagem tentou contato com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina, Orlando Luiz Freitas, que está em Curitiba para participar da reunião, mas o sindicalista não atendeu ao telefonema.
Posicionamento dos patrões
O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR), Jeferson Furlan Nazário, informou que a entidade já ratificou a proposta para os vigilantes e que não apresentará novos números. Segundo Nazário, as empresas se comprometeram a conceder reajuste de 7% sobre as cláusulas econômicas (pisos salariais, adicional de risco, seguro saúde, vale creche) e de 10% sobre os tíquetes refeição, certo que tais índices superam em muito a inflação projetada para o ano de 2008.
Reivindicações
O Sindicato dos Vigilantes reivindica reajuste salarial equivalente à inflação do último ano, aproximadamente 7%, além de 5% de aumento real e elevação aumento do valor do vale-refeição e do risco de vida.
Freitas afirma que o piso dos vigilantes é de R$ 890 e que estão reivindicando, além do INPC integral e dos 5% de ganho real, aumento do valor pago por risco de vida. “Hoje é de R$ 67, corresponde a 7,5%. Queremos que passe a ser de 15% e não apenas referente aos dias trabalhados, mas aos 30 dias do mês”, afirma.
A categoria reivindica alteração do vale-refeição dos atuais R$ 10 para R$ 15. Para os vigilantes que atuam com transporte de valores, cujo piso salarial é de R$ 1.140, alguns valores são diferenciados, de acordo com Freitas. Eles reivindicam aumento do valor do vale-refeição para R$ 18. Hoje o valor pago é R$ 12,50. “Para eles não estamos reivindicando risco de vida”, explica o presidente do sindicato.
Fonte: Gazeta do povo online