BANCÁRIOS MERECEM MAIS
Em resposta à provocação dos banqueiros que propuseram reajuste salarial de 4,82%, mais uma PLR igual à do ano passado (80% do salário, mais adicional de R$1.500), os bancários do Rio pararam agências e departamentos no Centro. Cerca de 150 agências e departamentos da Av. Rio Branco e transversais, Av. Presidente Vargas, Praça Mauá, Cinelândia e Castelo ficaram de portas fechadas, num movimento que atingiu cerca de 5 mil bancários.
Na Caixa Econômica Federal, onde os funcionários decretaram greve por tempo indeterminado na assembléia de quinta-feira (27), cerca 80% das unidades pararam no município do Rio.
Interdito proibitório – Como sempre, os bancos recorreram ao velho e manjado expediente do interdito proibitório para impor multas ao Sindicato, por causa da greve. Unibanco, Bradesco, ABN Real, Santander, Citibank, Itaú e Taií foram à Justiça do Trabalho, alegando que os bancários levavam “perturbação” às suas dependências.
Apesar das duras investidas, apenas o Itaú obteve o interdito. Isto porque depois que o Supremo Tribunal Federal confirmou a competência da Justiça do Trabalho para essas questões, alguns juízes reconhecem o direito de greve e rejeitam os pedidos de interdito. Foi assim com o ABN Real, HSBC e Unibanco.
Ao ver seu pedido negado na Vara do Trabalho, o Bradesco tentou a Justiça comum, mas não conseguiu. O Unibanco ainda tentou apresentar um documento do ano passado, mas a Justiça rejeitou.
“Estamos conseguindo avanços contra essas ações absurdas”, disse a diretora e coordenadora do Departamento Jurídico do Sindicato Cleyde Magno.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.com.br.