São Paulo – A 14ª edição do Grito dos Excluídos, manifestação que reunirá entidades populares em todo o país durante as comemorações do Dia da Independência, no próximo 7 de setembro, pretende alertar a sociedade sobre “todas as injustiças sociais do Brasil”. “E não são poucas”, afirma Antonia Carranca, coordenadora da Romaria dos Trabalhadores, um dos movimentos sociais que compõem o Grito.
Este ano, o tema do Grito é abrangente: os manifestantes de todo o Brasil pretendem discutir questões como a criminalização dos movimentos populares, o meio ambiente e a vida dos trabalhadores, que, segundo o movimento, estão cada vez mais submetidos a condições degradantes.
“Hoje em dia é imprescindível falar em ecologia, a preocupação com o meio ambiente é um debate. E o emprego está cada vez mais banalizado, com jornadas de trabalho excessivas e a tercerização”, acredita Antonia Carranca.
“O Grito foi criado para libertar os excluídos de sua situação de exclusão”, diz dom Pedro Luiz Stringhini, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para ele, não é possível fazer parte de uma sociedade quando não se tem os elementos garantidos pela Constituição para se ter dignidade. “Se a pessoa não está vivendo dignamente, com alimentação adequada, emprego, moradia, ela está excluída da sociedade. E todos nós merecemos ter dignidade e ser feliz dentro dela”, diz.
Apesar de ser organizado por entidades católicas, dom Pedro garante que o Grito não exclui outras religiões. “Tudo o que é referente ao movimento popular vai além da Igreja Católica e abrange a todos, inclusive aqueles que não tem religião nenhuma”, pontua.
Por Ivy Farias – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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14º Grito dos Excluídos terá duas manifestações
Como acontece há 14 anos, a tradicional manifestação do Grito dos Excluídos tomará as ruas do país no dia 7 de setembro para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, e dos enfraquecidos. Trata-se de uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais.
Em Curitiba e Região Metropolitana haverá duas manifestações organizadas pela CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais). Na capital será no bairro Fazendinha e em São José dos Pinhais o protesto acontece no Jardim Itaqui.
A 14ª edição do Grito dos Excluídos traz o seguinte mote de luta: “Vida em primeiro lugar, com direitos e participação popular”. A intenção é questionar o modelo econômico que privilegia os grandes negócios em detrimento do pequeno e médio empreendimento e das iniciativas comunitárias. Por isso, a manifestação popular propõe a defesa da economia solidária, a distribuição de renda, a pesquisa sobre fontes energéticas alternativas, a implantação de políticas públicas básicas, como saúde, educação de qualidade, emprego, transporte, moradia e todos os direitos elementares dos trabalhadores.
Confira o roteiro do Grito dos Excluídos: 7 de Setembro (Domingo)
:: Em Curitiba
Concentração a partir das 10h, na Avenida Alcir Martins Bastos, na Paróquia Santa Amélia (Fazendinha). De lá, os manifestantes saem em caminha até a Associação de Catadores Novo Amanhecer, que funciona num barracão ocupado pelos trabalhadores em 07/09/2006.
:: São José dos Pinhais
Concentração às 09h00, no Jardim Itaqui, área localizada na região do Guatupê, onde os moradores, com o apoio dos movimentos sociais, resistiram à mineradora de areia Saara, no final do mês de junho deste ano. Os dois locais escolhidos são símbolos da resistência e alternativas de organização ao modelo econômico vigente, que privilegia o lucro acima da vida.
:: Informações adicionais
Curitiba: 3349 5653 (Darli) 3272 0466 (Elizete) / São José dos Pinahis: 3385 5781 (Pe. Jaime) / 9604 5211 (Pedro Carrano)
Por CUT-PR.
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Mobilização em Porto Alegre
Marcha dos Sem e Grito dos Excluídos nesta sexta, dia 5 A luta contra a criminalização dos movimentos sociais será o principal eixo da Marcha dos Sem, que acontece a partir das 13h de amanhã, dia 5, na capital riograndense. Pela primeira vez em 13 anos, a mobilização será feita em conjunto com o Grito dos Excluídos – contraponto popular ao conceito tradicional de independência.
“Essa mobilização vai confirmar o valor máximo que sempre inspirou a Marcha dos Sem, ou seja, espaço e abrigo para todos”, declara Celso Woyciechowski, presidente da CUT Rio Grande do Sul.
O presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, também estará lá. “Estamos num momento diferente em relação à primeira vez que realizamos a Marcha dos Sem. Hoje há uma mobilidade social, o número dos ‘sem’ está diminuindo, mas continua existindo uma grande desigualdade no Brasil. Então, o movimento continua atual e necessário”, avalia Artur.
No Rio Grande do Sul, a conjuntura tem aspectos dramáticos no que tange a relação entre poder público e movimentos sociais. “A Brigada Militar trata os militantes à base da borracha, e o governo Yeda Crusius, em meio a denúncias de corrupção, faz disso uma forma de dirigir o Estado. A Marcha dos Sem vai protestar contra esse modelo de gestão”, afirma o secretário-geral da CUT, Quintino Severo, outro dirigente que vai participar da mobilização.
A 13a Marcha dos Sem e o 14º Gritos dos Excluídos começam na Praça Pinheiro Machado, centro de Porto Alegre.
Por Isaías Dalle.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.cut.org.br.