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Por 09:06 Sem categoria

Integração latino-americana para preservar e avançar nos direitos dos trabalhadores

Há pelo menos quatro anos a CUT-Paraná tem priorizado a luta pela integração latino-americana como forma de avançar nas conquistas de direitos dos trabalhadores. Prova disso são as manifestações promovidas pela estadual da CUT no 1º de maio na região da Tríplice Fronteira. Sabemos que o momento político é favorável a esse anseio dos trabalhadores latinos, haja vista a presença de governos populares com uma visão que contrapõe a lógica neoliberal. Dessa forma, há perspectivas de buscar novos caminhos para a construção de um continente mais justo e solidário.

No entanto, a tão sonhada integração não virá facilmente. Apesar dos governos populares, a direita capitalista e reacionária ainda tem demonstrado sinais concretos de que não está totalmente derrotada. Os exemplos são muitos: emenda 3, PLP 01, o fator previdenciário, o caso da golpista Rede Caracas de Televisão (RCTV), a presença de bases militares estadunidenses na Tríplice Fronteira, e por aí vai… Mesmo com a conjuntura favorável, a disputa de classes não acabou. Muito pelo contrário, está cada vez mais acentuada. A direita, que tem como maior seu partido os meios de comunicação, tenta a qualquer custo ludibriar a população. Cabe a nós, trabalhadores, utilizar nosso recurso de maior força política: as manifestações públicas. São nos protestos e mobilizações que conseguimos esclarecer a população sobre os ataques, mascarados em forma de notícias, da elite.

No Brasil, a CUT segue nessa linha de atuação. No último dia 04 de julho mais de quinhentas lideranças sindicais estiveram em Brasília para fazer uma ocupação pacífica do Congresso Nacional e pressionar os parlamentares a votarem de acordo com a agenda dos trabalhadores. Foi uma boa manifestação, mas ainda não é possível avaliar os resultados. Os projetos que tentam retirar direitos da classe trabalhadora continuam aguardando apreciação dos deputados federais e senadores. Por isso a mobilização continua. A CUT já marcou nova manifestação em Brasília para o dia 15 de agosto. Novamente os dirigentes sindicais cutistas estarão lutando pela preservação e ampliação dos direitos dos trabalhadores.

Na América Latina os desafios se assemelham aos que enfrentamos aqui em terras tupiniquins. Os relatos dos sindicalistas do Paraguai, Argentina e Uruguai, durante a mesa temática “O sindicalismo no atual contexto político latino-americano: perspectivas de avanços nos direitos trabalhistas”, organizada pela CUT-Paraná, durante a Chamada Geral pela Integração Latino-Americana, evento preparatório ao Fórum Social do Mercosul de 2008, comprovou que nossos vizinhos também enfrentam diversas tentativas de precarização das relações trabalhistas por parte das elites em seus respectivos países.

Diante disso tudo, a análise que o movimento sindical latino-americano, organizado na Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT), faz é que não haverá desenvolvimento sustentável com igualdade social se esse projeto não for estendido a todos os países que compõem o nosso continente. Em outras palavras, ou lutamos unitariamente para preservar e ampliar os direitos trabalhistas na América Latina, ou a história novamente nos comprovará que sozinhos estaremos cada vez mais enfraquecidos.

Por Ademir Pincheski, Secretário Geral da CUT-Paraná.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

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