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Por 19:07 Sem categoria

Integrantes da marcha do Movmento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra debatem crise e projeto popular na CUT-PR

Desde o dia 17 de maio, duas colunas do MST e Via Campesina, com duzentos militantes cada, saíram em marcha pelo interior do Paraná em direção a Curitiba. Em cada cidade por onde passavam, promoviam debates sobre a crise e a reforma agrária. Trata-se do mutirão de debates “Crise e o Projeto Popular”.

Um grupo partiu da cidade de Porecatu, região norte do estado; enquanto o outro saiu de Foz do Iguaçu, extremo oeste. Chegaram à capital na quinta-feira [04/06] pela manhã e saíram em passeata do Parque Barigui até a Boca Maldita, onde aconteceu um ato público.

Nesta sexta [05] pela manhã, três militantes do MST [Pedro, Adaízi e Nelson] que participaram das colunas estiveram na sede estadual da CUT para um debate sobre a marcha e a crise durante a reunião das coordenações das regionais da Central.

Membro da coordenação estadual do Movimento, Pedro Faustino integrou a marcha de Porecatu e conta que foram visitadas mais de 30 cidades. “Nos encontros que realizamos nos municípios, dedicamos nosso tempo para duas atividades. A primeira foi a de conversar com a sociedade, organizada ou não, sobre a crise e como ela afeta a classe trabalhadora, tanto urbana, quanto rural, com demissões maciças, aumento da jornada de trabalho, diminuição de salários, enfim, da crescente exploração sobre o operariado. Aí sugeríamos que todos os trabalhadores devem se organizar em movimentos e passar a fazer a luta através de bandeiras unitárias. No segundo momento, nos concentrávamos a formar militantes e debater a reforma agrária como saída para a crise, pois por meio dela se gera empregos, se produz alimentos baratos e de qualidade, e ainda se reduz o êxodo rural”, explicou.

Os militantes do MST afirmaram que é preciso mais atenção dos governos para o campo, com criação de políticas públicas que possibilitem a manutenção dos agricultores e suas gerações futuras na terra. “Apenas no Paraná temos oito mil famílias acampadas e 18 mil assentadas. No país são 100 mil acampados e 300 mil assentados. Porém, quatro milhões de agricultores brasileiros ainda dependem da reforma agrária para conseguir seu pedaço de terra”, afirmou Nelson Capitani, da coluna de Foz do Iguaçu.

O presidente da CUT no Paraná, Roni Barbosa, parabenizou a iniciativa do MST e destacou a necessidade da união entre os trabalhadores. “A crise chegou ao Brasil e atinge toda a classe trabalhadora. Por isso, é preciso que os movimentos sociais unifiquem a luta pela transformação do modelo de sociedade em que vivemos. Com a junção de forças, temos a convicção que implantaremos o projeto popular no país e na América Latina”, finalizou.

:: Avaliação

Neste domingo [07], a partir das 09h30, acontece assembleia de avaliação da marcha do MST no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba. Além dos sem terra, também participam entidades dos movimentos social, sindical e estudantil.

:: Democratização da Comunicação

No período da tarde, a Comissão Paranaense Pró-Conferência Nacional de Comunicação palestrou aos coordenadores das regionais da CUT sobre a necessidade dos sindicatos e dos movimentos sociais participarem do processo de organização e mobilização das conferências. O objetivo foi o de sensibilizar os dirigentes para que sejam criadas comissões em todas as regionais da CUT Paraná.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

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