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Por 13:09 Agenda Sindical

Jornada de Luta: 20 de março é dia mobilização nacional pelo fim da escala 6×1

A CUT, sindicatos e movimentos sociais, além de organizações populares, convocam a sociedade civil para participar do Dia de Mobilização Nacional, nesta sexta-feira, 20 de março, pelo fim da escala 6×1 e em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, marcando o início de jornada de luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada. A atividade, que inclui panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas em diversas cidades do país está sendo organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT).

A pauta, histórica da CUT, integra uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada que vem ganhando força na sociedade. A proposta conta com apoio do governo do presidente Lula e pode ser votada no Congresso Nacional já em maio.

Segundo pesquisa do Datafolha, divulgada no último domingo, 15 de março, 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, índice que representa crescimento em relação ao final de 2024.

Agenda de luta

A jornada de lutas também integra a construção da Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 15 de abril, em Brasília, e também se articula com as mobilizações do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

A marcha terá como principais bandeiras a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, reforçando a pressão social para que as propostas avancem no Congresso Nacional.

Impacto positivo na economia

A redução da jornada de 44 para 36 horas poderá criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%, o que contradiz os críticos da proposta, segundo pesquisa do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto de Economia da Unicamp.

O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores do país cumprem jornada superior às 44 horas semanais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A pesquisa revela ainda que 76,3% das pessoas ocupadas no Brasil têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% dos empregados trabalham entre 40 e 44 horas por semana.

Para a economista Marilane Teixeira, esses dados indicam que o brasileiro está entre os que mais trabalham no mundo e que a redução da jornada pode ter efeitos positivos para o conjunto da economia.

Sindicato na luta pelo fim da escala 6×1

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Fonte: CUT

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