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Juros caem e risco-país é o menor desde 1997

O Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central anunciou, no início da noite desta quarta-feira (24) mais uma redução da taxa básica de juros. Com um corte de 0,5 ponto percentual, a a chamada Selic cai de 19% para 18,5%.
A decisão segue a tendência de queda verificada desde setembro e confirma as expectativas não só do governo, como também de empresários e mercado financeiro.
Outros números desta quarta-feira (23) reafirmam o bom momento e a solidez da economia brasileira.
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,44% e fechou o dia com novo recorde histórico de 31.942 pontos (volume financeiro somou R$ 1,9 bilhão), enquanto o dólar caiu 0,27% e fechou em R$ 2,241.
Já o risco-país, classificação dada pelas agências internacionais de investimentos, teve queda de 2,87% e atingiu seu nível mais baixo desde 1997, fechando em 339 pontos.
Juros
“Dando prosseguimento ao processo de flexibilização da política monetária iniciado na reunião de setembro de 2005, o Copom decidiu por unanimidade reduzir a taxa Selic para 18,5% ao ano, sem viés”, diz a nota divulgada pelo BC após a reunião do Copom.
A continuidade da política de redução dos juros foi foi possível porque a trajetória da inflação para este ano e para o próximo continuam próximas da meta.
Na última pesquisa feita pelo BC com analistas, a previsão era de um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE) de 5,53% neste ano. Para o ano que vem, eles esperam uma inflação de 4,55%.
O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma taxa de 5,1%. Para 2006, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.
Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses – entre setembro do ano passado e maio deste ano – foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda.
Mas esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo um pouco menor. Em setembro, a produção industrial caiu 2% na comparação com agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com setembro do ano passado, o crescimento foi de 0,2%.
Além disso, a preocupação em relação ao petróleo no mercado internacional está menor, já que houve um recuo nos preços. Isso afasta a possibilidade de um novo reajuste nos preços da gasolina no mercado interno.
A próxima reunião do Copom acontece nos dias 13 e 14 de dezembro.
Com informações da Folha Online.

Por 10:39 Sem categoria

Juros caem e risco-país é o menor desde 1997

O Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central anunciou, no início da noite desta quarta-feira (24) mais uma redução da taxa básica de juros. Com um corte de 0,5 ponto percentual, a a chamada Selic cai de 19% para 18,5%.

A decisão segue a tendência de queda verificada desde setembro e confirma as expectativas não só do governo, como também de empresários e mercado financeiro.

Outros números desta quarta-feira (23) reafirmam o bom momento e a solidez da economia brasileira.

A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,44% e fechou o dia com novo recorde histórico de 31.942 pontos (volume financeiro somou R$ 1,9 bilhão), enquanto o dólar caiu 0,27% e fechou em R$ 2,241.

Já o risco-país, classificação dada pelas agências internacionais de investimentos, teve queda de 2,87% e atingiu seu nível mais baixo desde 1997, fechando em 339 pontos.

Juros
“Dando prosseguimento ao processo de flexibilização da política monetária iniciado na reunião de setembro de 2005, o Copom decidiu por unanimidade reduzir a taxa Selic para 18,5% ao ano, sem viés”, diz a nota divulgada pelo BC após a reunião do Copom.

A continuidade da política de redução dos juros foi foi possível porque a trajetória da inflação para este ano e para o próximo continuam próximas da meta.

Na última pesquisa feita pelo BC com analistas, a previsão era de um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE) de 5,53% neste ano. Para o ano que vem, eles esperam uma inflação de 4,55%.

O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma taxa de 5,1%. Para 2006, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses – entre setembro do ano passado e maio deste ano – foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda.

Mas esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo um pouco menor. Em setembro, a produção industrial caiu 2% na comparação com agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com setembro do ano passado, o crescimento foi de 0,2%.

Além disso, a preocupação em relação ao petróleo no mercado internacional está menor, já que houve um recuo nos preços. Isso afasta a possibilidade de um novo reajuste nos preços da gasolina no mercado interno.

A próxima reunião do Copom acontece nos dias 13 e 14 de dezembro.

Com informações da Folha Online.

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