Armados de estatísticas, os parlamentares que integram a Frente pelo Desarmamento lançaram o movimento pelo voto “Sim”, ontem em Curitiba. O grupo, que no Paraná é comandado pelo deputado estadual Ratinho Júnior (PPS), realizou um evento no Teatro da Reitoria da Universidade Federal com a presença do secretário-geral da Frente, deputado federal Raul Jungmann, e o presidente da Confederação Nacional dos Bisbos do Brasil, dom Ladislau Bienarski, além de políticos do estado e representante de entidades que apóam o desarmamento.
“O grosso da população vai se envolver com o início da campanha na tevê, a partir de sábado, mas essas discussões servem para estimular o eleitorado a participar, debater e rebater a argumentação, principalmente por causa do uso indevido de algumas estatísticas”, afirma Jungmann.
O secretário-geral da frente argumenta que as armas legais estão envolvidas em crimes, sim, mas que um terço delas são encontradas nas mãos dos bandidos e que estudos revelam que quem reage a um assalto de 180 mais chances de morrer.
Jungmann também não aceita o argumento dos que são favoráveis ao comércio de armas que os homens de bem estão sendo desarmados enquanto os bandidos estarão mais seguros para agir. “Seus argumentos não são humanitários, mas a bancada da bala tem interesses econômicos na continuidade do comércio”, acusa. O deputado disse ainda que o Estatuto do Desarmamento teve importância para aumentar o número de prisões daqueles que portavam armas ilegais. “Uma arma em casa é mais risco para a família do que para os bandidos”.
Ratinho Júnior foi o autor da lei no Paraná que previa a troca de armas por recompensa em dinheiro. A proposta, depois, foi encampada pelo governo federal e espalhada para todo o país. O parlamentar paranaense aponta como argumento favorável ao desarmamento a diminuição do número de mortes por armas de fogo desde que a campanha começou no Brasil. Segundo os dados apresentados por Ratinho, houve uma redução de 15,4% das mortes provocadas por armas de fogo no Brasil em 2004, ou, que mais de 5 mil vidas foram poupadas. Depois do evento na reitoria, os parlamentares participaram da sessão da Assembléia Legislativa.
A frente fez o lançamento da campanha ontem pela manhã em Curitiba e a tarde em Porto Alegre. Anteriormente, os mesmos tipos de evento foram realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O coordenador nacional do grupo é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Os parlamentares que participam desse grupo vão defender no horário gratuito que começa no próximo sábado no rádio e na tevê. Os eleitores, no dia 23, vão responder na urna eletrônica à seguinte pergunta: “Você é a favor da proibição do comércio de armas e munições no Brasil?”
Para divulgar as suas idéias, a frente colocou no ar o site www.referendosim.com.br. Pela internet, o eleitor pode conhecer detalhes da realização do referendo e a argumentação dos políticos e outras entidades que defendem o desarmamento.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
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Por Mhais• 27 de setembro de 2005• 10:19• Sem categoria
Lançada em Curitiba frente pelo desarmamento
Armados de estatísticas, os parlamentares que integram a Frente pelo Desarmamento lançaram o movimento pelo voto “Sim”, ontem em Curitiba. O grupo, que no Paraná é comandado pelo deputado estadual Ratinho Júnior (PPS), realizou um evento no Teatro da Reitoria da Universidade Federal com a presença do secretário-geral da Frente, deputado federal Raul Jungmann, e o presidente da Confederação Nacional dos Bisbos do Brasil, dom Ladislau Bienarski, além de políticos do estado e representante de entidades que apóam o desarmamento.
“O grosso da população vai se envolver com o início da campanha na tevê, a partir de sábado, mas essas discussões servem para estimular o eleitorado a participar, debater e rebater a argumentação, principalmente por causa do uso indevido de algumas estatísticas”, afirma Jungmann.
O secretário-geral da frente argumenta que as armas legais estão envolvidas em crimes, sim, mas que um terço delas são encontradas nas mãos dos bandidos e que estudos revelam que quem reage a um assalto de 180 mais chances de morrer.
Jungmann também não aceita o argumento dos que são favoráveis ao comércio de armas que os homens de bem estão sendo desarmados enquanto os bandidos estarão mais seguros para agir. “Seus argumentos não são humanitários, mas a bancada da bala tem interesses econômicos na continuidade do comércio”, acusa. O deputado disse ainda que o Estatuto do Desarmamento teve importância para aumentar o número de prisões daqueles que portavam armas ilegais. “Uma arma em casa é mais risco para a família do que para os bandidos”.
Ratinho Júnior foi o autor da lei no Paraná que previa a troca de armas por recompensa em dinheiro. A proposta, depois, foi encampada pelo governo federal e espalhada para todo o país. O parlamentar paranaense aponta como argumento favorável ao desarmamento a diminuição do número de mortes por armas de fogo desde que a campanha começou no Brasil. Segundo os dados apresentados por Ratinho, houve uma redução de 15,4% das mortes provocadas por armas de fogo no Brasil em 2004, ou, que mais de 5 mil vidas foram poupadas. Depois do evento na reitoria, os parlamentares participaram da sessão da Assembléia Legislativa.
A frente fez o lançamento da campanha ontem pela manhã em Curitiba e a tarde em Porto Alegre. Anteriormente, os mesmos tipos de evento foram realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O coordenador nacional do grupo é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Os parlamentares que participam desse grupo vão defender no horário gratuito que começa no próximo sábado no rádio e na tevê. Os eleitores, no dia 23, vão responder na urna eletrônica à seguinte pergunta: “Você é a favor da proibição do comércio de armas e munições no Brasil?”
Para divulgar as suas idéias, a frente colocou no ar o site www.referendosim.com.br. Pela internet, o eleitor pode conhecer detalhes da realização do referendo e a argumentação dos políticos e outras entidades que defendem o desarmamento.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
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