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LUCRO DA REAL SOBE PARA R$ 55,1 MILHÕES

Gazeta Mercantil – Denise Bueno

A Real Seguros, do grupo ABN Amro, divulga hoje lucro líquido de R$ 81,8 milhões em 2003, 48,5% acima dos R$ 55,1 milhões registrados em 2002. O retorno sobre o patrimônio líquido, que encerrou o exercício em R$ 347 milhões, foi de 31,1%. “Foi um ano muito difícil e ao mesmo tempo muito bom. Nove meses de luta e sofrimento e um último trimestre mais tranquilo”, disse Júlio Bierrenbach, presidente da Real.

Considerando-se também as empresas controladas, Real Capitalização e Real Vida e Previdência, a receita do grupo somou R$ 1,73 bilhão, alta de 36,7% em relação a 2002. As vendas de seguro totalizaram R$ 915 milhões, 7,4% acima dos R$ 851,6 milhões. Na área de previdência, incluindo o Vida Gerador de Benefícios (VGBL), o grupo registrou contribuições de R$ 611,3 milhões, alta de 127% em relação a 2002. As vendas de títulos de capitalização somaram R$ 201,8 milhões, alta de 36%.

A Real completou cinco anos sob a administração do grupo ABN. “Levando-se em conta um IPCA de 55,4%, obtivemos um bom crescimento real nas nossas operações”, comentou. Em volume de prêmios, o setor de seguros cresceu 90,8% de 1998 para 2003; o de capitalização 60%; e o de previdência 700,5%. Em relação ao retorno ao acionista, o índice passou de 7% em 1998 para 31,1% em 2003, atingindo o pico em 2001, com 35,4%. “Também saímos da décima primeira colocação no ranking para a sétima”, acrescentou Bierrenbach.

O índice combinado (prêmios ganhos menos indenizações e despesas) da seguradora ficou em 107,5%, melhor do que os 109,3% registrados em 2002. Segundo Bierrenbach, o objetivo em 2004 é ter um índice dentro dos padrões internacionais. “Um índice combinado inferior a 98% é confiscatório e superior a 102% é considerado prejuízo. No Brasil é diferente em razão das altas taxas de juros. Aqui, ter um índice de até 104% é possível manter um padrão alto de resultado”, explicou. O índice combinado ampliado, que considera o resultado financeiro de R$ 133,6 milhões, alta de 23,8%, foi de 90,9% em 2003, uma melhora de 4,2 pontos percentuais.

O grande ganho de 2003, segundo Bierrenbach, foi a Real se firmar em previdência como um dos grandes grupos. “Encerramos o ano com reservas de R$ 1,3 bilhão. Esse é o nosso ponto alto de 2003. Em 2004 teremos um crescimento em todos os meses, diferentemente do ano passado quando fizemos a metade da produção anual nos dois últimos meses”, disse. De todas as frustrações de 2003, a maior foi não conseguir dar um preço melhor ao público. “Há uma quantidade enorme de roubo, furtos e fraudes em auto em todo o País, o que nos inibe a redução do preço dos produtos”, comentou.

Na carteira de automóvel, Bierrenbach aposta numa evolução de 20% para a companhia, oito pontos percentuais acima do que prevê para todo o setor. “Precisamos recuperar o que perdemos nos últimos anos em razão da nossa estratégia de praticar um preço técnico e não comercial. Isso acarretou num crescimento abaixo da média do mercado, mas no final das contas saímos no lucro adotando tal política”, analisou.

Particularmente em auto, que representa cerca de 50% das vendas da companhia, o grupo registrou crescimento de 104% nos últimos cinco anos. Em 2003, as vendas de seguro de carro evoluíram 6%, em 2002 apenas 3,4%. Já nos anos anteriores os índices ficaram dentro da média de mercado, com 22% em 1999, 38% em 2000, 20% em 2001.

“Quem avançou muito em 2003, terá de compensar em 2004. Com isso, a competição estará guiada na competência de controlar custos e no atendimento dado ao corretor e ao cliente e não mais exclusivamente por preço”, aposta o executivo. A Real conta com aproximadamente 1,8 milhão segurados, alta de 11% em 2003.

Por 11:43 Notícias

LUCRO DA REAL SOBE PARA R$ 55,1 MILHÕES

Gazeta Mercantil – Denise Bueno
A Real Seguros, do grupo ABN Amro, divulga hoje lucro líquido de R$ 81,8 milhões em 2003, 48,5% acima dos R$ 55,1 milhões registrados em 2002. O retorno sobre o patrimônio líquido, que encerrou o exercício em R$ 347 milhões, foi de 31,1%. “Foi um ano muito difícil e ao mesmo tempo muito bom. Nove meses de luta e sofrimento e um último trimestre mais tranquilo”, disse Júlio Bierrenbach, presidente da Real.
Considerando-se também as empresas controladas, Real Capitalização e Real Vida e Previdência, a receita do grupo somou R$ 1,73 bilhão, alta de 36,7% em relação a 2002. As vendas de seguro totalizaram R$ 915 milhões, 7,4% acima dos R$ 851,6 milhões. Na área de previdência, incluindo o Vida Gerador de Benefícios (VGBL), o grupo registrou contribuições de R$ 611,3 milhões, alta de 127% em relação a 2002. As vendas de títulos de capitalização somaram R$ 201,8 milhões, alta de 36%.
A Real completou cinco anos sob a administração do grupo ABN. “Levando-se em conta um IPCA de 55,4%, obtivemos um bom crescimento real nas nossas operações”, comentou. Em volume de prêmios, o setor de seguros cresceu 90,8% de 1998 para 2003; o de capitalização 60%; e o de previdência 700,5%. Em relação ao retorno ao acionista, o índice passou de 7% em 1998 para 31,1% em 2003, atingindo o pico em 2001, com 35,4%. “Também saímos da décima primeira colocação no ranking para a sétima”, acrescentou Bierrenbach.
O índice combinado (prêmios ganhos menos indenizações e despesas) da seguradora ficou em 107,5%, melhor do que os 109,3% registrados em 2002. Segundo Bierrenbach, o objetivo em 2004 é ter um índice dentro dos padrões internacionais. “Um índice combinado inferior a 98% é confiscatório e superior a 102% é considerado prejuízo. No Brasil é diferente em razão das altas taxas de juros. Aqui, ter um índice de até 104% é possível manter um padrão alto de resultado”, explicou. O índice combinado ampliado, que considera o resultado financeiro de R$ 133,6 milhões, alta de 23,8%, foi de 90,9% em 2003, uma melhora de 4,2 pontos percentuais.
O grande ganho de 2003, segundo Bierrenbach, foi a Real se firmar em previdência como um dos grandes grupos. “Encerramos o ano com reservas de R$ 1,3 bilhão. Esse é o nosso ponto alto de 2003. Em 2004 teremos um crescimento em todos os meses, diferentemente do ano passado quando fizemos a metade da produção anual nos dois últimos meses”, disse. De todas as frustrações de 2003, a maior foi não conseguir dar um preço melhor ao público. “Há uma quantidade enorme de roubo, furtos e fraudes em auto em todo o País, o que nos inibe a redução do preço dos produtos”, comentou.
Na carteira de automóvel, Bierrenbach aposta numa evolução de 20% para a companhia, oito pontos percentuais acima do que prevê para todo o setor. “Precisamos recuperar o que perdemos nos últimos anos em razão da nossa estratégia de praticar um preço técnico e não comercial. Isso acarretou num crescimento abaixo da média do mercado, mas no final das contas saímos no lucro adotando tal política”, analisou.
Particularmente em auto, que representa cerca de 50% das vendas da companhia, o grupo registrou crescimento de 104% nos últimos cinco anos. Em 2003, as vendas de seguro de carro evoluíram 6%, em 2002 apenas 3,4%. Já nos anos anteriores os índices ficaram dentro da média de mercado, com 22% em 1999, 38% em 2000, 20% em 2001.
“Quem avançou muito em 2003, terá de compensar em 2004. Com isso, a competição estará guiada na competência de controlar custos e no atendimento dado ao corretor e ao cliente e não mais exclusivamente por preço”, aposta o executivo. A Real conta com aproximadamente 1,8 milhão segurados, alta de 11% em 2003.

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