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LUCRO DE R$ 76 MILHÕES DÁ RETORNO DE 24% AO BICBANCO

Maria Christina Carvalho, De São Paulo

Despesa é como unha, precisa cortar todo dia, disse o vice-presidente Bardini

O salto das operações de crédito garantiu o aumento de 43,4% do lucro líquido do BicBanco no ano passado. O resultado do banco passou de R$ 53 milhões em 2002 para R$ 76 milhões. O patrimônio líquido cresceu 17,6% para R$ 361 milhões e a rentabilidade passou de 18,25 para 24,3%.

Especializado em operações com empresas médias, o “BicBanco também tem entre os 8 mil clientes grandes corporações cujo limite de crédito foi reduzido com a concentração do sistema bancário ou que foram afetadas pelo aperto de liquidez que houve no início do passado.

A carteira de crédito do banco cresceu 46,8%, de R$ 1,790 bilhão em dezembro de 2002 para R$ 2,628 bilhões no final do ano passado. Para este ano, a expectativa do vice-presidente Milto Bardini é ampliar o crédito em mais 37%, ou cerca de R$ 1 bilhão, e aumentar os lucros “em um percentual confortavelmente superior ao incremento da carteira”, disse Bardini.

O grande desafio, explicou o executivo, será lucrar mais em um cenário de juros em queda. O declínio não será tão acentuado quanto o registrado em 2003, lembrou, mas ainda assim será significativo. Bardini observou, porém, que há uma “dinâmica diferente” entre o comportamento do juro e do spread. “Enquanto o juro cai de elevador, o spread vai de escada”, explicou.

Um dos fatores da equação passa pelo aumento dos volumes. Por isso, o “BicBanco conseguiu já no ano passado aumentaras receitas com operações de crédito, apesar do declínio das taxas. As receitas cresceram 15,9%, de R$ 452,1 milhões para R$ 521,7 milhões; e o resultado bruto da intermediação financeira, 21%, de R$ 209 milhões para R$ 252,7 milhões.

Outro fator é a esperada diminuição da inadimplência propiciada pela queda dos juros. Já no ano passado, a inadimplência ficou estável no BicBanco, exatamente como o índice de provisões, equivalente a 2,1% da carteira. As provisões totalizaram R$ 56 milhões, 51,4% a mais do que os R$ 37 milhões de 2002.

Nada menos do que a metade da carteira vence em até 90 dias, o que é outra indicação positiva. Cerca de um terço vence entre 91 dias e um ano e apenas 15,7% tem prazo superior a um ano. Predominam as operações lastreadas em recebíveis como duplicatas, cheques e receita de cartões.

Bardini notou também a importância do controle de custos. “As despesas são como as unhas. Precisam ser cortadas todos os dias”, explicou. O total de despesas administrativas e de pessoal do BicBanco pouco cresceu no ano passado, 7,3%, passando de R$ 124 milhões em 2002 para R$ 133 milhões. O banco tem 600 funcionários e 30 agências e, segundo Bardini, pode crescer sem aumentar essa estrutura.

“Crescer em crédito em um período em que, de maneira geral, as carteiras dos bancos estagnaram, requer foco, determinação e, sobretudo, ação”, disse Bardini. Da carteira de crédito do BicBanco, R$ 1,609 bilhão, ou 61,2%, referem-se a financiamento de capital de giro; R$ 445 milhões ou 16,9%, são repasses de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); pouco menos, R$ 405 milhões, ou 15,4%, financiamento ao comércio exterior.

Além disso, o banco tem uma linha de crédito em consignação, que montava ao final do ano a R$ 149 milhões, ou 5,7% da carteira. Esses financiamentos são concedidos a aproximadamente 100 mil funcionários públicos federais, estaduais e municipais.

Originário do Ceará, o BicBanco completou 65 anos.

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LUCRO DE R$ 76 MILHÕES DÁ RETORNO DE 24% AO BICBANCO

Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Despesa é como unha, precisa cortar todo dia, disse o vice-presidente Bardini
O salto das operações de crédito garantiu o aumento de 43,4% do lucro líquido do BicBanco no ano passado. O resultado do banco passou de R$ 53 milhões em 2002 para R$ 76 milhões. O patrimônio líquido cresceu 17,6% para R$ 361 milhões e a rentabilidade passou de 18,25 para 24,3%.
Especializado em operações com empresas médias, o “BicBanco também tem entre os 8 mil clientes grandes corporações cujo limite de crédito foi reduzido com a concentração do sistema bancário ou que foram afetadas pelo aperto de liquidez que houve no início do passado.
A carteira de crédito do banco cresceu 46,8%, de R$ 1,790 bilhão em dezembro de 2002 para R$ 2,628 bilhões no final do ano passado. Para este ano, a expectativa do vice-presidente Milto Bardini é ampliar o crédito em mais 37%, ou cerca de R$ 1 bilhão, e aumentar os lucros “em um percentual confortavelmente superior ao incremento da carteira”, disse Bardini.
O grande desafio, explicou o executivo, será lucrar mais em um cenário de juros em queda. O declínio não será tão acentuado quanto o registrado em 2003, lembrou, mas ainda assim será significativo. Bardini observou, porém, que há uma “dinâmica diferente” entre o comportamento do juro e do spread. “Enquanto o juro cai de elevador, o spread vai de escada”, explicou.
Um dos fatores da equação passa pelo aumento dos volumes. Por isso, o “BicBanco conseguiu já no ano passado aumentaras receitas com operações de crédito, apesar do declínio das taxas. As receitas cresceram 15,9%, de R$ 452,1 milhões para R$ 521,7 milhões; e o resultado bruto da intermediação financeira, 21%, de R$ 209 milhões para R$ 252,7 milhões.
Outro fator é a esperada diminuição da inadimplência propiciada pela queda dos juros. Já no ano passado, a inadimplência ficou estável no BicBanco, exatamente como o índice de provisões, equivalente a 2,1% da carteira. As provisões totalizaram R$ 56 milhões, 51,4% a mais do que os R$ 37 milhões de 2002.
Nada menos do que a metade da carteira vence em até 90 dias, o que é outra indicação positiva. Cerca de um terço vence entre 91 dias e um ano e apenas 15,7% tem prazo superior a um ano. Predominam as operações lastreadas em recebíveis como duplicatas, cheques e receita de cartões.
Bardini notou também a importância do controle de custos. “As despesas são como as unhas. Precisam ser cortadas todos os dias”, explicou. O total de despesas administrativas e de pessoal do BicBanco pouco cresceu no ano passado, 7,3%, passando de R$ 124 milhões em 2002 para R$ 133 milhões. O banco tem 600 funcionários e 30 agências e, segundo Bardini, pode crescer sem aumentar essa estrutura.
“Crescer em crédito em um período em que, de maneira geral, as carteiras dos bancos estagnaram, requer foco, determinação e, sobretudo, ação”, disse Bardini. Da carteira de crédito do BicBanco, R$ 1,609 bilhão, ou 61,2%, referem-se a financiamento de capital de giro; R$ 445 milhões ou 16,9%, são repasses de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); pouco menos, R$ 405 milhões, ou 15,4%, financiamento ao comércio exterior.
Além disso, o banco tem uma linha de crédito em consignação, que montava ao final do ano a R$ 149 milhões, ou 5,7% da carteira. Esses financiamentos são concedidos a aproximadamente 100 mil funcionários públicos federais, estaduais e municipais.
Originário do Ceará, o BicBanco completou 65 anos.

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