SÃO PAULO – Se os bancos não mantiverem os volumes de crédito em expansão os resultados serão menores nos próximos trimestres, prevê a diretora sênior da agência de avaliação de risco, FitchAtlanticRatings, Maria Rita Gonçalves, por causa da queda da margem.
No primeiro trimestre deste ano, o sistema bancário teve um lucro líquido consolidado de R$ 5,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC) elaborados pela Fitch. O resultado é 17% superior aos R$ 4,8 bilhões de igual período de 2003, não propriamente pela geração de resultados operacionais, disse Maria Rita, mas graças à redução das provisões para crédito. Felizmente, disse a analista, os bancos já estão ampliando a carteira de crédito, que cresceu 6% no primeiro trimestre sobre dezembro e 11,9% sobre março de 2003, atingindo R$ 581,4 bilhões. Os bancos públicos ampliaram a carteira em menos de 2% sobre dezembro e em 9,6% sobre março, mantendo a fatia de 40% do mercado. Já a carteira dos bancos privados cresceu 7,4% em doze meses e 2,3% no trimestre.
As informações preliminares indicam que a tendência continuou em abril, maio e junho, puxada por algumas linhas como a do crédito para o agribusiness e pessoas físicas.
A expectativa de Maria Rita é que os bancos continuarão aumentando as operações de crédito, graças à recuperação da economia, compensando a queda dos spreads. A diminuição da inadimplência favorece a tendência.
Maria Rita observou que a eventual inadimplência, medida por atrasos superior a 90 dias, ainda não teve tempo de aparecer na nova safra de operações e é uma incógnita. Mas nos balanços de março, o volume de créditos classificados de D a H, as cinco piores avaliações da escala do BC, representavam 11,4% da carteira, menos do que os 12,2% de dezembro e os 13,3% de março de 2003. Mas, as provisões, mesmo reduzidas, continuaram proporcionalmente elevadas: no início deste ano, cobriam 59% dos créditos D a H, em comparação com 62,7% em dezembro e 57,1% em março de 2003.
Maria Christina Carvalho | Valor Econômico
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Por Mhais• 26 de julho de 2004• 12:16• Sem categoria
Lucro dos bancos depende do crédito
SÃO PAULO – Se os bancos não mantiverem os volumes de crédito em expansão os resultados serão menores nos próximos trimestres, prevê a diretora sênior da agência de avaliação de risco, FitchAtlanticRatings, Maria Rita Gonçalves, por causa da queda da margem.
No primeiro trimestre deste ano, o sistema bancário teve um lucro líquido consolidado de R$ 5,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC) elaborados pela Fitch. O resultado é 17% superior aos R$ 4,8 bilhões de igual período de 2003, não propriamente pela geração de resultados operacionais, disse Maria Rita, mas graças à redução das provisões para crédito. Felizmente, disse a analista, os bancos já estão ampliando a carteira de crédito, que cresceu 6% no primeiro trimestre sobre dezembro e 11,9% sobre março de 2003, atingindo R$ 581,4 bilhões. Os bancos públicos ampliaram a carteira em menos de 2% sobre dezembro e em 9,6% sobre março, mantendo a fatia de 40% do mercado. Já a carteira dos bancos privados cresceu 7,4% em doze meses e 2,3% no trimestre.
As informações preliminares indicam que a tendência continuou em abril, maio e junho, puxada por algumas linhas como a do crédito para o agribusiness e pessoas físicas.
A expectativa de Maria Rita é que os bancos continuarão aumentando as operações de crédito, graças à recuperação da economia, compensando a queda dos spreads. A diminuição da inadimplência favorece a tendência.
Maria Rita observou que a eventual inadimplência, medida por atrasos superior a 90 dias, ainda não teve tempo de aparecer na nova safra de operações e é uma incógnita. Mas nos balanços de março, o volume de créditos classificados de D a H, as cinco piores avaliações da escala do BC, representavam 11,4% da carteira, menos do que os 12,2% de dezembro e os 13,3% de março de 2003. Mas, as provisões, mesmo reduzidas, continuaram proporcionalmente elevadas: no início deste ano, cobriam 59% dos créditos D a H, em comparação com 62,7% em dezembro e 57,1% em março de 2003.
Maria Christina Carvalho | Valor Econômico
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