fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:23 Sem categoria

Lula atribui atuais índices de desenvolvimento a mudanças na política adotada por FHC

Brasília – Em um ano de eleições gerais, com a escolha de seu sucessor, na qual se prevê polarização entre os candidatos do PT e do PSDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta descolar a política econômica que adotou ao tomar posse, em 2003, da implementada pelo antecessor, Fernando Henrique Cardoso, que também ficou oito anos no governo.

Em entrevista ao Jornal do Comércio, de Porto Alegre, o presidente afirmou que apenas a preservação das diretrizes implementadas por Fernando Henrique seriam insuficientes para que seu governo alcançasse os atuais índices de desenvolvimento. Lula ressaltou que “apenas com essas definições de política econômico-financeira”, o Brasil não teria se saído “tão bem no enfrentamento da crise financeira internacional”.

“Aliás, anteriormente, mesmo exercitando esse tripé [câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário], diante das crises, o Brasil quebrava e tinha que recorrer ao FMI [Fundo Monetário Internacional]”, acrescentou.

Lula disse que melhorias na política econômica herdada da gestão anterior foram fundamentais para o bom desempenho de seu governo. Ele citou, por exemplo, a manutenção da política de câmbio flutuante, aliada ao acúmulo de reservas, que permitiu a redução da vulnerabilidade externa “e [deu] uma pronta resposta à crise financeira”.

Segundo o presidente, outro aperfeiçoamento da política do antecessor ocorreu com as metas de inflação, que “foram críveis e adequadas”, além de combinadas com metas de crescimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso permitiu a redução dos juros e a expansão da economia, disse ele.

Sobre a política fiscal, o presidente lembrou que, desde 2003, a determinação do governo foi combinar a realização de superávits primários com transferências de renda para as famílias mais pobres, o que levou “à constituição de um mercado de consumo de massas, incluindo também metas para os investimentos públicos”.

Lula destacou que a política de transferência de renda aos mais pobres beneficia hoje dois terços da população, que “nunca eram levados em conta na hora de se formular as políticas públicas”. E voltou a comparar a atuação do seu governo com a dos anteriores: “Governos anteriores estavam voltados apenas para um terço dos brasileiros, os da faixa superior de renda, e se lixavam para o restante.”

De acordo com o presidente, a política de ampliação de renda das camadas mais pobres da população, além de representar justiça social e extensão de direitos básicos, aquece o mercado consumidor e incrementa a produção nacional, ao movimentar o comércio de bens e serviços.

Por Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

======================================================

Lula espera para este ano queda de 2,5% da dívida pública líquida da União

Brasília – A dívida pública líquida da União, que aumentou de 37% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 2008, para 43%, em 2009, retomará sua trajetória de queda neste ano. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Lula estimou o recuo em cerca de 2,5%, com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ele não quis, entretanto, responder se seria possível baixar ainda mais a taxa de juros como forma de reduzir a dívida atrelada à taxa Selic, atualmente de 8,75% ao ano.

Lula disse ainda que, segundo o FMI, a maior parte dos países ainda sofrerá neste ano “aumentos consideráveis” na dívida bruta em relação ao PIB. “De modo mais simples, de acordo com as previsões do fundo, países como os Estados Unidos, o Japão, a França e a Inglaterra deverão experimentar aumentos de 7 a 13 pontos percentuais em suas dívidas, enquanto o Brasil terá redução de mais de 2,5 pontos.”

De acordo com o presidente, a dívida líquida, que chegou a praticamente 57% do PIB em 2002, foi reduzida para cerca de 37% ao final de 2008. Como efeito da crise financeira internacional, no ano passado, o percentual voltou a subir, chegando a 43%. “Reduzir a dívida de 57% do PIB para 37% (uma queda de 20 pontos percentuais) em seis anos foi uma coisa excepcional e mostra o comprometimento do Brasil com uma política fiscal séria e responsável”, destacou Lula.

Mesmo com o aumento de 6%, acrescentou o presidente o Brasil ainda se encontra, nesse aspecto, em situação “confortável” quando comparado com economias como as da Inglaterra, da França e da Alemanha, que têm dívidas de cerca de 70% em relação ao PIB.

Quando se analisa a conjuntura econômica de um país, ressaltou Lula, não se pode levar em conta apenas um dado como a dívida bruta da União. Ele ressaltou que o Brasil tem ativos que precisam ser considerados. As reservas internacionais, por exemplo, ultrapassam US$ 240 bilhões. “Apenas em reservas, o Brasil tem hoje cerca de R$ 440 bilhões”.

Por Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

=======================================================

Produção industrial cresce em dezembro em mais da metade dos estados pesquisados

Rio de Janeiro – Os índices regionais da produção industrial registraram crescimento em dezembro em oito dos 14 locais pesquisados. Entre os estados que aumentaram a produção destacam-se o Paraná (5,9%) e o Espírito Santo (4,1%) com avanços mais substantivos, informou hoje (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os demais estados que registraram alta foram: Rio de Janeiro (2,2%), Rio Grande do Sul (2,1%), Ceará (1,8%), Santa Catarina (1,3%), São Paulo (0,6%) e Pará (0,5%).

Pernambuco (-3,5%), Goiás (-3,1%), Amazonas (-2,2%) e Bahia (-0,8%) registraram as reduções mais acentuadas. As demais baixas ficaram próximas da média nacional, de -0,3%: Região Nordeste (-0,3%) e Minas Gerais, com -0,1%, que praticamente repetiu o patamar de novembro.

Mesmo com a recuperação ao longo de 2009, 13 dos 14 locais pesquisados, apontaram queda no fechamento de 2009 frente ao acumulado em 2008, acompanhando o desempenho nacional (-7,4%). A exceção foi Goiás, que mostrou estabilidade.

As maiores baixas se registraram no Espírito Santo (-14,6%), em Minas Gerais (-13,1%), no Amazonas (-8,9%), em São Paulo (-8,4%) e Santa Catarina (-7,7%), influenciadas pela queda dos setores gados ao comércio exterior, particularmente as commodities (minérios de ferro e produtos siderúrgicos), e pelo forte ajuste na produção de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e de máquinas e equipamentos.

No confronto do quarto trimestre de 2009 com o terceiro, 13 locais tiveram crescimento, mostrando recuperação frente aos efeitos da crise financeira internacional ocorrida no final de 2008. Em sentido contrário, Goiás (-4,8%) foi o único local que registrou queda no último trimestre do ano, após expansão de 4,0% no segundo trimestre e de 7,0% no terceiro.

Em relação a dezembro de 2008, a indústria nacional avançou 18,9%, resultado em boa parte por conta da concessão de férias coletivas e paralisações não programadas ocorridas em vários setores em dezembro de 2008. Nessa comparação, os índices regionais foram todos positivos, evidenciando a recuperação em curso, com destaque para Espírito Santo (37,2%) e Minas Gerais (28,9%) que registraram taxas recordes desde 1991.

Segundo o IBGE, também houve alta no confronto do último trimestre de 2009 com igual período de 2008, em que 13 dos 14 locais expandiram a produção e interromperam a sequência de quedas dos trimestres anteriores. Os destaques acima da média nacional (5,8%) no período outubro-dezembro de 2009 foram: Espírito Santo (18,6%), Paraná (9,7%), Bahia (8,1%), Rio Grande do Sul (7,6%) e Minas Gerais (6,7%). O único resultado negativo no quarto trimestre de 2009 foi verificado no Pará (menos 4,8%).

Por Riomar Trindade – Repórter da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close