Brasília – Em encontro hoje (20) com mais de 350 superintendentes regionais e estaduais do Banco do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a expansão do banco na América Latina, China e África. O encontro foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde o presidente despacha desde março, devido às reformas que estão sendo feitas no Palácio do Planalto.
Atualmente, o banco tem escritórios em Angola, na China, no México, no Uruguai, na Venezuela e nos Estados Unidos, na capital Washington. A previsão é de que os escritórios no Uruguai e no México sejam transformados em agências bancárias no segundo semestre deste ano, conforme o vice-presidente de atacado e negócios internacionais da instituição, Allan Simões, presente ao encontro com Lula.
O custo mínimo para instalação de uma agência fora do país é de R$ 1 milhão, investimento considerado pequeno pelo vice-presidente Simões. Ainda de acordo com Simões, as negociações na China para abertura de uma agência já estão em andamento, mas só deve ser efetivada em 2010, por conta de questões regulatórias. O banco público atua em 23 países com 44 pontos de atendimento, sendo seis escritórios.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Antonio Arrais.
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Lula critica privatização feita no passado “a troco de nada”
Brasília – Ao voltar a defender a atuação de bancos públicos contra a crise financeira mundial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (20) a privatização, no passado, de bancos públicos “a troco de nada”.
Lula citou como exemplo a venda do Banco do Estado de São Paulo (Banespa) vendido para grupo espanhol Santander, em 2000, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Na verdade, jogou-se em cima dos bancos a irresponsabilidade dos governantes que gerenciavam esses bancos, porque, muitas vezes, utilizavam esse banco para fazer, quem sabe, os caixas dois da vida em época campanha eleitoral. Por conta disso, os bancos públicos estavam quebrados”, disse o presidente em encontro com superintendentes e diretores do Banco do Brasil, fechado à imprensa.
O presidente brincou ter pena de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, pelo fato de não poder contar com um banco estatal forte como o Banco do Brasil nesse momento de crise. “Fico com pena que o Obama não tem um banco como temos aqui o Banco do Brasil”, afirmou, conforme áudio divulgado pela Presidência da República.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Antonio Arrais.
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