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Por 22:25 Sem categoria

Lula defende luta dos metalúrgicos pelo contrato coletivo de trabalho

Ex-presidente esteve presente na abertura da 1ª Conferência Nacional de Negociação Coletiva e avaliou que o movimento sindical evoluiu e está pronto para avançar na negociação pela igualdade de direitos para os trabalhadores

Thais Navarro – CNM/CUT

Lula recebe de Paulão bandeira e boné da CNM/CUT

“O contrato coletivo de trabalho é resultado da evolução do movimento sindical e é essencial para contemplar as principais necessidades do conjunto da categoria. Por isso, o desafio da CNM/CUT é o de, a partir de agora, fazer uma programação para que ele seja conquistado”. A afirmação é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou na manhã desta terça-feira (6) da abertura da 1ª Conferência Nacional de Negociação Coletiva, promovida pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, em sua sede, em São Bernardo do Campo (SP).

O ex-presidente da República foi o convidado de honra da Conferência, que prossegue até amanhã e reúne mais de 180 dirigentes sindicais metalúrgicos de todo o país, além de representantes de entidades sindicais que já têm contrato coletivo de trabalho, como bancários e petroleiros.

Para Lula, num primeiro momento é preciso se buscar o que é essencial num Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), para que seja possível aproximar e igualar direitos. “É um trabalho que deve ser feito passo a passo pela CNM e é possível, nesta Conferência, produzir um conjunto de propostas que poderá ser usado por todos os sindicatos”, avaliou o ex-presidente, lembrando que a Confederação deve, também, buscar o governo federal para que a discussão sobre o CCT seja também retomada no Executivo.

O ex-presidente destacou ainda que não há motivos que justifiquem a diferença salarial praticada pelas montadoras no país. “As empresas também precisam mudar a sua mentalidade, porque elas querem produzir gastando o menos possível com salários. Por isso, ficam pulando de cidade em cidade, ou de país para país, para gastar menos e lucrar mais”, enfatizou.

Na abertura do evento, Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT, lembrou que a busca do CCT foi o que motivou a criação da própria Confederação. “É preciso reduzir as diferenças existentes entre os direitos da categoria, especialmente o salarial. E o movimento sindical tem uma grande responsabilidade nisso, pois é seu papel também buscar a distribuição de renda no país”, disse Paulão, ressaltando que nesse processo de luta pelo CCT as regionalidades serão respeitadas.

Cayres afirmou ainda que sabe que a conquista do CCT é um desafio grande. “Mas essa categoria está acostumada com grandes desafios. Eleger o primeiro operário presidente da República é o melhor exemplo. E ela está pronta para reagir se mexerem  com o nosso presidente Lula, fazendo o que for preciso para defendê-lo”, afirmou, ao referir-se aos ataques que a oposição e a mídia tradicional estão desferindo contra o ex-presidente.

A solenidade de abertura da Conferência teve ainda a presença dos prefeitos eleitos de Santo André, Carlos Grana – ex-presidente da CNM/CUT –, e de Mauá, Donizete Braga.

Fonte: Solange do Espírito Santo – CNM/CUT

Notícia colhida no sítio http://www.cnmcut.org.br/verCont.asp?id=33195

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Para Lula, CCT dos bancários é referência

Ex-presidente afirmou que Convenção Coletiva de Trabalho da categoria deveria ser conhecida por todos os trabalhadores

São Paulo – “Convenções coletivas de trabalho como esta dos bancários, assim como a dos petroleiros, devem ser divulgadas para os trabalhadores de todas as categorias, para que eles possam conhecer essas experiências bem sucedidas e os ajudem na discussão de como conquistar seus próprios contratos coletivos.”

As palavras são do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da abertura da 1ª Conferência Nacional de Negociação Coletiva promovida pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), em São Bernardo do Campo (SP). A Contraf-CUT participou do encontro realizado na terça-feira 6.

“A CCT é resultado de muito sacrifício e luta dos bancários, que a tornaram um patrimônio da categoria”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Assim como fez o presidente Lula, precisamos defendê-la e valorizá-la para podermos avançar sempre, como estamos fazendo desde que ela foi criada, há 20 anos”, completa.

A primeira Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários com validade nacional foi assinada em 1992, tornando-se a única do país assinada por uma categoria com múltiplas empresas, garantindo salários e direitos iguais em todo o território nacional.

Dentre as garantias previstas pelo documento estão a Participação nos Lucros e Resultados, vales alimentação e refeição, 13ª cesta-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, instrumento de combate ao assédio moral, pisos, verbas para requalificação profissional, dentre outras regras fundamentais para a defesa da categoria bancária. Atualmente, a CCT tem 64 cláusulas e validade de um ano, com data base em 1º de setembro.

> Vídeo: matéria especial sobre os 20 anos da CCT
> Confira a íntegra da CCT e da CCT sobre PLR
> Veja resumo com os principais direitos da categoria

“O bancário pode se orgulhar muito de ter um documento como esse, pois nele, além de direitos, está a história de uma das categorias mais combativas e atuantes do país, afinal, sabemos que absolutamente nada foi dado pelos banqueiros e sim arrancado pela nossa união e organização”, finaliza a presidenta.

Redação – 7/11/2012

Notícia colhida no sítio http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=3066

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